Apostador do Rio de Janeiro leva sozinho R$ 33,7 milhões na Mega-Sena

Uma aposta simples feita no Rio de Janeiro (RJ) acertou sozinha os seis números do concurso 2.906 Mega-Sena, sorteados nesta terça-feira (26) e levou o prêmio de R$ 33.707.841,37. Os números sorteados foram: 17 – 33 – 37 – 41 – 46 – 49 A aposta com seis números foi feita por canais eletrônicos. Apostas Para o próximo concurso, as apostas podem ser feitas até as 19h (horário de Brasília) de quinta-feira (28), em qualquer lotérica do país ou pela internet, no site ou aplicativo da Caixa. O prêmio da faixa principal está estimado em R$ 3,5 milhões. A aposta simples, com seis dezenas, custa R$ 6.
Receita libera consulta ao 4º lote do IRPF; quase R$ 42 milhões serão pagos em MS

A Receita Federal abre nesta sexta-feira (22) a consulta ao quarto lote de restituição do Imposto de Renda de Pessoa Física (IRPF) 2025. O pagamento será realizado no próximo dia 29 de agosto. Em Mato Grosso do Sul, 27.937 contribuintes foram contemplados, totalizando R$ 41.974.039,94 em restituições. Em todo o país, serão liberados mais de R$ 2,9 bilhões para 1.884.035 pessoas. Para verificar se seu nome está entre os contemplados, acesse o site oficial da Receita Federal (www.gov.br/receitafederal), clique em “Meu Imposto de Renda” e depois em “Consultar a Restituição”. Também é possível fazer a consulta pelo aplicativo da Receita em dispositivos móveis. Caso haja pendências na sua declaração, é possível corrigi-las com uma declaração retificadora. A restituição é feita exclusivamente em contas bancárias em nome do contribuinte. Se houver erro nos dados bancários e o valor não for creditado, o pagamento pode ser reagendado pelo Banco do Brasil, via portal (www.bb.com.br/irpf) ou pelos telefones 4004-0001 (capitais) e 0800-729-0001 (demais regiões). O valor ficará disponível para resgate por até um ano. Após esse período, será necessário solicitar a restituição pelo Portal e-CAC da Receita.
Anatel derruba exigência do prefixo 0303 e flexibiliza regras para chamadas em massa

A Anatel revogou a obrigatoriedade de uso do prefixo 0303 para identificar ligações de telemarketing em grande volume. A decisão, que atendeu a pedidos de entidades filantrópicas como LBV, Fenapaes e Conexis Brasil Digital, visa reduzir o estigma associado ao código e dar mais liberdade às empresas. Segundo o conselheiro Vicente Bandeira de Aquino, a marcação compulsória fez com que consumidores ignorassem qualquer ligação com 0303, prejudicando até instituições beneficentes. Agora, a identificação será opcional, e as empresas deverão focar na adoção de sistemas de autenticação de chamadas para rastreamento e combate a fraudes como o spoofing. As organizações com mais de 500 mil ligações mensais terão 90 dias para implementar o sistema. As menores terão até três anos, enquanto novos entrantes devem começar já com o recurso ativo. A mudança gerou críticas. A Associação Brasileira de Procons classificou a revogação como um retrocesso, alertando para riscos de golpes. O Idec também questionou a medida, alegando que ela enfraquece a capacidade do consumidor de identificar ligações indesejadas. Entre junho de 2022 e dezembro de 2024, o país registrou cerca de 1 bilhão de chamadas abusivas — média de 743 por habitante. A Anatel defende que a flexibilização busca equilibrar proteção ao consumidor e funcionamento de serviços legítimos.
Concursos em MS oferecem mais de 800 vagas com salários de até R$ 41 mil

814 vagas abertas em concursos públicos em Mato Grosso do Sul trazem oportunidades para contratação imediata e formação de cadastro reserva. Os salários variam de R$ 2 mil a R$ 41,8 mil, abrangendo cargos de níveis fundamental, médio, técnico e superior. Prefeitura de Mundo NovoO município lançou dois editais somando 166 vagas e cadastro reserva, com remuneração entre R$ 1.776,15 e R$ 6.121,35. As inscrições devem ser feitas até 20 de agosto no site do Instituto Unifil, com taxas entre R$ 80 e R$ 120. O processo seletivo inclui provas objetivas, práticas e discursivas, além de títulos e curso de formação, conforme o cargo. Polícia Civil e SASO prazo para inscrição nos concursos da Polícia Civil e da Superintendência de Assistência Socioeducativa foi prorrogado até 14 de agosto. Ao todo, são 470 vagas com salários entre R$ 4.841,33 e R$ 6.916,19. As provas acontecem entre agosto e setembro, com lotação em várias cidades do Estado. Tribunal de Contas do Estado (TCE-MS)O TCE-MS abriu dois editais com seis vagas, incluindo o cargo de conselheiro substituto, que oferece salário de R$ 41.845,49. As demais vagas são para analista e auditor de controle externo, com salários de até R$ 14.232,67. As inscrições seguem até 21 de agosto. Universidade Federal da Grande Dourados (UFGD)São cinco vagas para cargos técnico-administrativos, com salários entre R$ 2.667,19 e R$ 4.556,92. As inscrições terminam nesta sexta-feira (15). Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS)A UFMS está com 57 vagas para professores, com salários que podem chegar a R$ 13.288,85, e inscrições até 1º de setembro. Crefito-13O Conselho Regional de Fisioterapia e Terapia Ocupacional da 13ª Região abriu 110 vagas, entre imediatas e cadastro reserva, com salários de até R$ 5.618,34, além de benefícios. As inscrições vão até 8 de setembro.
Etanol lidera variação de preços em Campo Grande; média geral permanece estável

Pesquisa do Procon Mato Grosso do Sul registrou, neste mês, variações significativas nos preços dos combustíveis analisados em 23 postos de Campo Grande. O etanol comum liderou entre os itens pesquisados, apresentando diferença de até 20,27% no valor cobrado para pagamento no crédito. No débito ou dinheiro, a variação foi de 17,04%. A gasolina comum e aditivada também apresentou variações consideráveis, com média de 14,46% para pagamentos no crédito. Em contrapartida, o diesel S10 aditivado teve a menor variação de preços, com 3,34% para pagamentos à vista e 6,68% para pagamentos no crédito, o que demonstra uma maior estabilidade para este tipo de combustível. O GNV (Gás Natural Veicular) teve variação de 11,66% no metro cúbico, com preço médio de R$ 4,62. Os dados foram coletados em estabelecimentos de todas as regiões administrativas da Capital, no dia 4 de agosto, e, mesmo que possam ter sido atualizados pelos fornecedores, servem como referência aos consumidores campo-grandenses na hora de abastecer. Comparativo No comparativo mensal entre julho e agosto, houve estabilidade nas médias dos principais combustíveis. A gasolina comum, por exemplo, registrou leve queda de 0,34% nas duas modalidades de pagamento. A gasolina aditivada seguiu a mesma tendência, com redução de até 0,66%. O etanol aditivado, para pagamentos no débito ou dinheiro, apresentou elevação de 1,83% no período, enquanto no crédito os preços recuaram 1,77% nas bombas. Para o diesel S10 comum observou-se alta entre 0,50% e 0,82%. Já o GNV teve o metro cúbico reduzido em 0,22%. Embora alguns estabelecimentos mantenham os mesmos valores independentemente da forma de pagamento, é importante que os consumidores estejam atentos às diferenças de preço e busquem sempre o melhor custo-benefício, optando por promoções no trajeto habitual e desconfiando de valores muito abaixo da média praticada pelo mercado. O Procon Mato Grosso do Sul recomenda ainda que o abastecimento seja feito no início da manhã ou à noite, para evitar perdas por evaporação do produto, e que o procedimento ocorra em postos que possuam o selo da ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis). Os dados completos do levantamento, detalhados por posto e região, estão disponíveis no site oficial da instituição vinculada à SEAD (Secretaria de Estado de Assistência Social e dos Direitos Humanos): www.procon.ms.gov.br. ServiçoPesquisa Combustíveis (Campo Grande) – Agosto:https://tinyurl.com/mrxmpnc3 Pesquisa Combustíveis (Campo Grande) – Comparativo Julho/Agosto:https://tinyurl.com/bde5pzvn Kleber Clajus, Comunicação Procon/MSFoto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
Mega-Sena sorteia nesta terça-feira prêmio acumulado em R$ 100 milhões

As seis dezenas do concurso 2.897 da Mega-Sena serão sorteadas, a partir das 20h (horário de Brasília), no Espaço da Sorte, localizado na Avenida Paulista, nº 750, em São Paulo. O prêmio da faixa principal está acumulado em R$ 100 milhões. O sorteio terá transmissão ao vivo pelo canal da Caixa no YouTube e no Facebook das Loterias Caixa. As apostas podem ser feitas até as 19h (horário de Brasília), nas casas lotéricas credenciadas pela Caixa, em todo o país ou pela internet. O jogo simples, com seis números marcados, custa R$ 6.
TCE-MS abre concurso com vagas para conselheiro e salários de até R$ 41,8 mil

O Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso do Sul (TCE-MS) publicou nesta 3ª feira (15.jul.25), em edição extra do Diário Oficial, os editais de concursos públicos para os cargos de conselheiro substituto, auditor de controle externo e analista de controle externo. As remunerações variam entre R$ 10.352,75 e R$ 41.845,49, com carga horária de 30 horas semanais. Para o cargo de conselheiro substituto, o subsídio mensal é de R$ 41.845,49. Já para auditor de controle externo, o salário é de R$ 14.232,67. O cargo de analista de controle externo, na área de Direito, oferece remuneração de R$ 10.352,75. Os valores seguem o que está previsto na Lei nº 3.877/2010. A seleção será realizada pelo Cebraspe (Centro Brasileiro de Pesquisa em Avaliação e Seleção e de Promoção de Eventos) e envolverá provas objetivas, discursivas e avaliação de títulos. Os candidatos devem ter formação superior na área específica exigida para cada cargo. Os editais completos podem ser acessados no site do TCE-MS, por meio do link: https://portal-services.tce.ms.gov.br/portal-services/diario-oficiais/download?id=23392
Dólar sobe para R$ 5,58 com agravamento de tensões com EUA

Em um dia de tensões no Brasil e no exterior, o dólar aproximou-se de R$ 5,60 e fechou no valor mais alto em mais de um mês. A bolsa de valores caiu pela sexta vez seguida e alcançou o menor patamar em 35 dias. O dólar comercial encerrou esta segunda-feira (14) vendido a R$ 5,584, com alta de R$ 0,036 (+0,65%). A cotação chegou a operar próxima da estabilidade durante a manhã, mas disparou após a abertura dos mercados norte-americanos. Na máxima do dia, por volta das 16h45, chegou a R$ 5,59. A moeda norte-americana está no nível mais alto desde 5 de junho. A divisa acumula alta de 2,76% em julho, mas cai 9,67% em 2025. O mercado de ações também teve um dia turbulento. O índice Ibovespa, da B3, fechou aos 135.299 pontos, com queda de 0,65%. O indicador está no menor patamar desde 9 de junho. Tanto fatores domésticos como internacionais contribuíram para a instabilidade no mercado financeiro. No Brasil, os investidores estão na expectativa para a audiência de conciliação no Supremo Tribunal Federal (STF) que discutirá a validade do decreto que elevou as alíquotas do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF), prevista para esta terça-feira (15). No entanto, o fator que dominou o mercado financeiro global foi a escalada das ameaças do governo de Donald Trump em elevar as tarifas comerciais. No fim de semana, o presidente norte-americano anunciou a elevação para 30% das tarifas para produtos da União Europeia e do México a partir de 1º de agosto. Nesta segunda, Trump anunciou a intenção de aplicar tarifa de 50% sobre os produtos da Rússia, se o país não interromper os ataques à Ucrânia pelos próximos 50 dias. O dólar chegou ao maior valor em três semanas perante moedas de economias avançadas. Wellton Máximo – Repórter da Agência Brasil Foto:
Exportações brasileiras para os EUA caíram pela metade desde 2001

Ao longo dos anos, os Estados Unidos perderam relevância na pauta de comércio do Brasil. De 2001 a 2024, a participação americana no total de exportações brasileiras regrediu de 24,4% para 12,2%, ou seja, caiu praticamente à metade. Os números que mostram esse comportamento fazem parte do Indicador de Comércio Exterior (Icomex), estudo mensal do Instituto Brasileiro de Economia (Ibre) da Fundação Getulio Vargas (FGV), divulgado nesta segunda-feira (14). Enquanto a participação americana nas nossas exportações caiu 51%, a da China, atualmente o principal parceiro comercial do Brasil, aumentou mais de oito vezes, indo de 3,3% para 28% no período de 2001 a 2024. A União Europeia com menos 44% e a América do Sul, menos 31%, também perderam espaço para o gigante asiático no intervalo de 23 anos. Mesmo com esses dois grupos de países perdendo participação, ainda ficam na frente dos Estados Unidos. Participação nas exportações brasileiras: O Ibre FGV elaborou o ranking com base em dados da Secretaria de Comércio Exterior, do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic). O Icomex faz análises sobre comércio exterior, como o comportamento da balança comercial, a diferença entre exportação e importação, e provê atenção especial nesta edição ao tarifaço prometido pelo presidente americano Donald Trump, que anunciou taxação de 50% de produtos brasileiros que entram nos Estados Unidos a partir de 1º de agosto. O levantamento aponta também a perda de relevância americana nas nossas importações. Em 2001, vinham dos Estados Unidos 22,7% do que o Brasil comprava de outros países. Em 2024, esse patamar foi reduzido a 15,5%. Essa diferença significa recuo de 32%. No mesmo período, a participação chinesa saltou mais de dez vezes, indo de 2,3% para 24,2%. A União Europeia viu a participação nas nossas importações cair 31% e a América do Sul, recuar 45%. Participação nas importações brasileiras: Exportações diversificadas O estudo aponta que as exportações para os americanos têm um perfil diversificado. Para efeito de comparação, quando se trata de China, apenas três produtos respondem por 96% do que o Brasil vende: petróleo, soja e minério de ferro. Já no caso dos Estados Unidos, 10 produtos representam 57% das exportações brasileiras. Participação dos principais produtos da pauta de exportação para os EUA: O Ibre/FGV aponta também que conjuntos de produtos siderúrgicos, aeronaves, sucos vegetais e escavadeiras seriam os mais atingidos pela ação americana, pois dependem bastante da maior economia do mundo: Busca por mercados A pesquisadora associada do Ibre/FGV Lia Valls, consultora do Icomex, avalia que alguns produtos brasileiros, como carnes e sucos, podem prospectar nossos destinos. “Essa parte das commodities [produtos primários comercializados em grandes quantidades] pode ser que consiga”, acredita. No entanto, ela avalia que não é simples buscar novos países compradores de produtos que ficarão inviáveis para entrar nos Estados Unidos com o aumento de preço.“O país não consegue, em um prazo curto, desviar as exportações. Tem alguns tipos de produtos, principalmente da indústria de manufatura, muitos deles que são fabricados pelas multinacionais americanas, em que talvez já não seja tão simples colocar em outros mercados. Além do que, tem uma concorrência muito grande com a própria China”, explica. Trump O boletim da FGV lembra que o presidente americano já recuou algumas vezes sobre o tarifaço. O estudo mostra que no dia 2 de abril deste ano, que ficou conhecido como Liberation Day (Dia da Liberação), Trump ameaçou países parceiros com taxação. À época, a tarifa brasileira seria de 10%. Foi desencadeada uma guerra tarifária contra a China, na qual as tarifas chegariam a 145%. Após promessas mútuas de retaliação, os dois países chegaram a um acordo, reduzindo a 30%.Nos últimos meses, alguns países anunciaram acordos com os americanos, mas o Brasil foi surpreendido na semana passada com a taxa de 50%. A FGV destaca que, diferentemente da ameaça de abril, quando o motivo para taxar itens brasileiros era puramente comercial, a intenção atual envolve questões políticas, incluindo processo no Supremo Tribunal Federal (STF) contra o ex-presidente Jair Bolsonaro por tentativa de golpe e decisão recente contra gigantes de tecnologia, as big techs. “Foi a única [carta] que explicitou motivações políticas, o que limita a margem de negociação do governo brasileiro por tratar de questões que são da alçada exclusiva do Estado brasileiro”, diz trecho do estudo. Apesar de a carta de Trump apontar déficit comercial – comprar mais do que vende – dos Estados Unidos no comércio com o Brasil, a FGV reforça o inverso, o Brasil não registra superávit com os Estados Unidos desde 2009. “No primeiro semestre de 2025, a balança bilateral Brasil-Estados Unidos foi de menos US$ 1,7 bilhão”, ou seja, nós compramos deles mais do que eles compraram do Brasil. O estudo avalia que há chance de o governo americano voltar atrás na taxação, seja pelo histórico de decisões de Trump, seja por pressão de empresas americanas também prejudicadas. “No momento, é esperar que negociações sejam possíveis, que Trump siga o comportamento Trump Always Chickens Out (Taco), que em tradução livre significa Trump amarela ou volta atrás”, escreve o Ibre. “Além disso, parte das exportações brasileiras para os Estados Unidos são de empresas multinacionais estadunidenses, que poderão pressionar o governo Trump, da mesma forma que empresas nos Estados Unidos que utilizam os bens intermediários [serão transformados em produtos finais] do Brasil na sua produção”, completa. Reações O governo brasileiro tem buscado caminhos para reverter a taxação americana. Além de negociação, o Brasil sinaliza com a Lei da Reciprocidade Econômica, que encareceria as importações dos Estados Unidos. Fora do governo, o próprio STF se manifestou, por meio de carta assinada pelo presidente da Corte, Luís Roberto Barroso. O magistrado afirma que não há perseguição política no país, e que Trump teve como fundamento uma “compreensão imprecisa dos fatos”.
Taxação dos EUA ameaça exportações de MS e acende alerta no setor produtivo

Carne bovina e celulose estão entre os produtos mais afetados pela tarifa de 50%, que entra em vigor em agosto O setor produtivo de Mato Grosso do Sul está em alerta após os Estados Unidos anunciarem uma tarifa de 50% sobre produtos brasileiros, válida a partir de 1º de agosto. A medida atinge em cheio as exportações de carne bovina, celulose e ferro fundido — produtos que representaram mais de 80% do que o estado vendeu aos EUA só em 2025. De acordo com a Federação das Indústrias de MS (FIEMS), os EUA foram o segundo principal destino das exportações sul-mato-grossenses no primeiro semestre do ano, com US$ 315,9 milhões em produtos exportados, um crescimento de 11% em relação a 2024. A carne bovina desossada e congelada lidera a lista, com US$ 142 milhões, o equivalente a 45,2% das exportações para os norte-americanos. A indústria de celulose também vive momento de preocupação: as vendas de pasta química de madeira para os EUA somaram US$ 1,7 bilhão no semestre, crescimento de 65%. Impactos econômicos O analista de comércio exterior Aldo Barigosse alerta para impactos em cadeia: com a perda de competitividade nos EUA, empresas locais podem redirecionar a produção a outros mercados, provocando queda nos preços internos, retração de investimentos e demissões. “A indústria perde mercado, para de contratar e investe menos. É um reflexo que atinge toda a cadeia produtiva”, afirma Barigosse. Negociações urgentes Representantes da indústria e da agropecuária cobram reação imediata do governo federal. O presidente da Famasul, Marcelo Bertoni, classifica a taxa como “infundada” e já observa efeitos imediatos: “Os frigoríficos já saíram das compras. O mercado deve reabrir com preços muito abaixo dos praticados”, lamenta. A expectativa é que a pressão empresarial leve o Brasil a acelerar as negociações com Washington. Até agora, apenas o Reino Unido e o Vietnã conseguiram acordos para reverter a taxação.