Bioparque Pantanal se consolida como atração imperdível para visitantes em Campo Grande

Considerado um dos principais cartões-postais de Mato Grosso do Sul, o Bioparque Pantanal se mantém como parada obrigatória para quem visita Campo Grande. Nos últimos dias de funcionamento em 2025, o maior aquário de água doce do mundo segue atraindo famílias do interior do Estado e turistas de diversas regiões do país. O complexo abriga mais de 45 mil animais, distribuídos em cerca de 470 espécies, proporcionando uma experiência educativa e imersiva sobre a biodiversidade dos rios e biomas sul-americanos. Últimos dias de visitação em 2025 O público ainda pode aproveitar o Bioparque em dois dias específicos antes do recesso para manutenção: O horário de funcionamento é: O último horário de entrada ocorre sempre uma hora antes do encerramento, ou seja, até 11h no período da manhã e 16h30 à tarde. Fechamento para manutenção No dia 31 de dezembro, o Bioparque Pantanal estará fechado em razão do ponto facultativo do governo estadual. Já entre os dias 1º e 7 de janeiro de 2026, o espaço permanecerá fechado para manutenção, retomando as atividades posteriormente.
Campo Grande reafirma liderança nacional em arborização urbana e recebe selo internacional

Campo Grande encerra 2025 consolidada como referência nacional e internacional em arborização urbana. Pela sexta vez consecutiva, a Capital foi reconhecida como a cidade mais arborizada do Brasil e recebeu o selo Tree City of the World, concedido pela Arbor Day Foundation em parceria com a FAO. Ao longo do ano, o município ampliou ações de educação ambiental, intensificou o plantio de árvores, aprimorou o monitoramento do patrimônio arbóreo e passou a projetar metas mais ambiciosas para 2026. Entre elas, estão a adoção da Regra 3-30-300, a expansão do Projeto Via Verde e a modernização da gestão com o sistema Arbolink. Inovação e reconhecimento Em 2025, Campo Grande foi premiada no 3º Congresso Sul-Mato-Grossense de Cidades Digitais e Inteligentes, com o Prêmio Projeto Inovador 2025. O reconhecimento veio pela digitalização do processo de avaliação de risco de queda de árvores e pela implantação do Arbolink, ferramenta que fortaleceu o mapeamento e a tomada de decisões técnicas sobre a arborização urbana. No cenário internacional, o modelo de governança ambiental da Capital também ganhou visibilidade ao integrar o Catálogo de Iniciativas Climáticas Urbanas no Brasil, iniciativa reconhecida por ONU-Habitat e GIZ. Educação ambiental e participação da comunidade Durante a Semana da Árvore 2025, a cidade promoveu plantios, mobilização popular e distribuição de mudas em diferentes regiões. Na cerimônia oficial, foram lançados a Cartilha de Arborização, o Guia de Identificação de Árvores de Campo Grande e o Manual de Arborização Urbana, atualizado conforme a Lei Complementar nº 184/2011. A programação incluiu ainda a distribuição de 15 mil mudas frutíferas, o lançamento do projeto Miniflorestas Urbanas e plantios comunitários em praças, escolas e no canteiro central da Avenida Mato Grosso. Números que sustentam o título Os resultados de 2025 reforçam o avanço das políticas públicas no setor: Também foram realizados tratamentos fitossanitários em figueiras centenárias das avenidas Afonso Pena e Mato Grosso, além da formalização de Termos de Compromisso de Compensação Ambiental, reforçando o compromisso da Capital com a sustentabilidade urbana e a qualidade de vida.
Atraso no 13º leva funcionários da Santa Casa a paralisar atividades em Campo Grande

Funcionários da Santa Casa de Campo Grande iniciaram paralisação a partir das 6h30 desta segunda-feira (22) após a direção do hospital comunicar que o 13º salário não será pago em dezembro. A mobilização envolve enfermeiros e trabalhadores do setor administrativo, com redução no quadro de atendimento. A decisão foi tomada após reunião interna realizada na sexta-feira (19), quando a administração informou enfrentar grave crise financeira. Em ata, a direção propôs o pagamento do benefício em três parcelas, previstas para janeiro, fevereiro e março de 2026. Enfermagem questiona atraso O presidente do Siems, Lázaro Santana, criticou a proposta e reforçou o caráter legal do pagamento.“Décimo terceiro é um direito do trabalhador. É justo trabalhar sem receber?”, afirmou em mensagem enviada à categoria. Os profissionais de enfermagem realizam assembleia para avaliar se a paralisação poderá evoluir para greve, a depender do avanço das negociações com a direção do hospital. Médicos também avaliam mobilização Os médicos da Santa Casa também não receberam o 13º salário e marcaram assembleia para esta segunda-feira, às 19h30, na sede do SinMed-MS. Segundo o presidente da entidade, Marcelo Santana Silveira, o clima entre os profissionais é de insatisfação.“A categoria está bastante chateada. É uma situação que se repete”, afirmou. Ele informou ainda que já foi ajuizada ação judicial para cobrar o pagamento do benefício em atraso. Cenário segue indefinido Até o momento, a direção da Santa Casa mantém a proposta de parcelamento e não anunciou nova data para pagamento integral do 13º. A paralisação segue com impacto nos atendimentos, enquanto as categorias avaliam os próximos passos.
Materiais escolares têm itens com variação de até 300% em Campo Grande

Levantamento do Procon Mato Grosso do Sul revelou variação de preços de até 300% em itens que compõem as listas de materiais escolares, em Campo Grande. Oito empresas participaram da pesquisa, realizada entre os dias 1º e 9 de dezembro. Os dados estão sujeitos a alterações, em razão da disponibilidade de estoque ou da realização de promoções. As maiores oscilações foram identificadas nos produtos caneta Bic Cristal Fashion com quatro cores (326,5%), apontador Faber-Castell com depósito (317,5%) e lápis Bic HB Evolution nº 2 redondo, sem borracha (284,62%). Na comparação com a pesquisa realizada em 2024, determinados itens apresentaram redução na média de preços. É o caso do caderno universitário de 10 matérias e 200 folhas, cuja média passou de R$ 25,79 para R$ 21,00 no levantamento atual. A cola Tenaz 110 g também manteve estabilidade, com preço médio de R$ 13,00. Orientações O Procon Mato Grosso do Sul, instituição vinculada à Sead (Secretaria de Estado de Assistência Social e dos Direitos Humanos), esclarece que as escolas podem solicitar somente itens de uso exclusivo e restrito ao processo didático pedagógico do aluno ou aluna. As quantidades devem ser específicas e razoáveis, sem indicação de preferência por marca, modelo e fornecedor. A Lei 12.886/2013 proíbe que as listas escolares exijam a compra de materiais de uso coletivo, como produtos de limpeza e itens de uso administrativo da instituição de ensino, uma vez que esses custos devem constar no valor da mensalidade. É fundamental, ainda, comparar os preços em diferentes estabelecimentos, considerando a qualidade dos produtos a serem adquiridos. Exigir a nota fiscal comprova a relação de consumo e determina a contagem do prazo de garantia do que foi comprado. Em caso de dúvidas, denúncias e reclamações, os pais ou responsáveis podem recorrer ao Procon Mato Grosso do Sul pelo site www.procon.ms.gov.br e pelo Disque Denúncia 151. Serviço Pesquisa Materiais Escolares (Campo Grande):https://tinyurl.com/2heemze5 Kleber Clajus, Comunicação Procon/MSFoto: Kleber Clajus
Ônibus voltam a circular em Campo Grande após quatro dias de greve

Após quatro dias de paralisação total, os ônibus do transporte coletivo de Campo Grande começaram a retornar às ruas no fim da tarde desta quinta-feira (18). A greve, iniciada na segunda-feira (15), afetou mais de 100 mil passageiros por dia e só foi encerrada após a antecipação de R$ 3,3 milhões de um convênio do Governo do Estado com a Prefeitura, recurso usado para quitar salários e benefícios atrasados dos motoristas. A liberação do serviço ocorreu depois de uma reunião no Tribunal Regional do Trabalho (TRT), que reuniu representantes do Consórcio Guaicurus, da Prefeitura, do Sindicato dos Trabalhadores em Transporte Coletivo Urbano (STTCU) e vereadores. O retorno da frota acontece de forma gradual, conforme explicou o presidente do sindicato, Demétrio Freitas, em razão da logística necessária para reorganizar as equipes. Pagamentos garantidos No acordo firmado no TRT, ficou definido que: O desembargador César Palumbo Fernandes afirmou, durante a reunião, que a multa aplicada ao sindicato deverá ser revista. Descumprimento de decisões judiciais Durante toda a paralisação, o STTCU descumpriu decisões judiciais que determinavam o retorno mínimo de 70% da frota. A Justiça chegou a aplicar multas progressivas, que somaram R$ 520 mil ao sindicato. Mesmo após as determinações do TRT e do Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul (TJMS), o transporte coletivo permaneceu 100% paralisado até o quarto dia de greve. Cronologia da greve Intervenção no Consórcio Guaicurus Na quarta-feira (17), o TJMS determinou que a Prefeitura de Campo Grande inicie, em até 30 dias, o processo de intervenção no transporte coletivo, com: A decisão foi motivada por uma ação popular e embasada em conclusões da CPI do Transporte Coletivo, que apontou: O juiz Eduardo Lacerda Trevisan destacou o risco de prejuízo contínuo à população e a necessidade de intervenção administrativa imediata, além de auditoria independente. O Consórcio Guaicurus informou que recorreu da decisão e que a situação segue sob análise judicial.
Justiça suspende greve de odontologistas da rede municipal em Campo Grande

Uma decisão liminar do Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul (TJMS) suspendeu a greve dos odontologistas da rede municipal de saúde de Campo Grande, anunciada pelo Sindicato dos Odontologistas do Estado de Mato Grosso do Sul (SIOMS) e prevista para começar nesta quarta-feira (17). A liminar foi concedida nesta terça-feira (16) pelo Órgão Especial do TJMS, após análise de ação ajuizada pela Prefeitura de Campo Grande. No entendimento da Justiça, não houve esgotamento das negociações entre o Município e o sindicato, uma vez que a administração apresentou contraproposta formal em 5 de dezembro, mantendo aberto o canal de diálogo. Fundamentos da decisão O relator destacou que a paralisação estava baseada em alegação de descumprimento de decisão judicial por parte do Município. No entanto, segundo o TJMS, o prazo concedido pela própria Justiça para cumprimento da determinação ainda está em curso, não havendo, portanto, descumprimento que justificasse a deflagração da greve. Outro ponto considerado foi a ausência de acordo prévio sobre a manutenção de um contingente mínimo de profissionais, exigência legal em serviços essenciais como a saúde. Para o Judiciário, a paralisação poderia provocar prejuízos diretos à população, especialmente a pacientes em situação de maior vulnerabilidade. Efeito imediato Com a liminar, o sindicato fica impedido de iniciar a greve ou, caso já tivesse sido deflagrada, deverá cessar imediatamente o movimento, com o retorno integral dos profissionais às atividades. Em caso de descumprimento, foi fixada multa diária de R$ 50 mil. A decisão tem efeito imediato.
Espetáculos infantis gratuitos movimentam Campo Grande durante as férias de dezembro

Campo Grande recebe, entre os dias 17 e 27 de dezembro, uma programação especial voltada ao público infantil e às famílias. O Sesc Teatro Prosa realiza mais uma edição do projeto “Férias no Prosa”, com entrada gratuita e uma agenda que reúne teatro, dança, música e narrativas inspiradas no universo das crianças e nas tradições culturais brasileiras. A abertura acontece nesta quarta-feira (17), com duas sessões, às 15h e 17h, do espetáculo “O lugar mais lindo da minha cidade”, do grupo Ciranda Cultural. A montagem utiliza teatro de objetos para apresentar às crianças a história ferroviária de Campo Grande de forma lúdica e sensível. Programação Na quinta-feira (18), às 16h, o grupo Renda que Roda apresenta “Kalivôno”, espetáculo que mistura brincadeiras, músicas e ritmos da cultura popular brasileira, valorizando saberes indígenas, afro-brasileiros, quilombolas e tradicionais. Na sexta-feira (19), também às 16h, a Cia Dançurbana leva ao palco “R.U.I.A – Realidade Ultrassônica de Invasão Aleatória”, uma proposta que transforma o recreio escolar em um universo imaginário povoado por seres mitológicos, jogos e memórias da infância. No sábado (20), às 16h, a Trupe Teatro de Brincar apresenta “Histórias Mágicas de Natal”, unindo teatro, música ao vivo e contos clássicos que celebram o clima natalino. O encerramento ocorre nos dias 26 e 27 de dezembro, às 16h, com o espetáculo “Grandes Miudezas do Pantanal”, do Grupo Casa. A peça acompanha os personagens Tito, Teca e Tintim em uma aventura pelo caminho do Trem do Pantanal até Corumbá, revelando curiosidades sobre a fauna, a flora e as histórias da região. Serviço Projeto Férias no Prosa📍 Local: Sesc Teatro Prosa📍 Endereço: Rua Anhanduí, 200 – Campo Grande📞 Informações: (67) 3311-4300 ou WhatsApp (67) 3311-4417 Ingressos: gratuitos, neste link
Em defesa da Feira Mixturô: cultura, empreendedorismo e convivência em Campo Grande

A Feira Mixturô, realizada há mais de três anos na Praça do Peixe, no bairro Vilas Boas, voltou a ser tema de debate após a sua interrupção no último sábado (13). O evento, que acontece mensalmente e reúne artesanato, gastronomia, cultura e empreendedorismo criativo, foi paralisado de forma abrupta durante uma fiscalização motivada por uma denúncia de perturbação sonora, gerando prejuízos a expositores e comerciantes locais. O episódio reacende a discussão sobre a importância de espaços culturais que valorizam a economia criativa e fortalecem o tecido social da cidade, bem como sobre a necessidade de garantir segurança jurídica e critérios claros de fiscalização, conforme defendem representantes públicos, frequentadores e a própria organização da feira. O impacto da paralisação e o direito à cultura A intervenção da Polícia Militar Ambiental, que determinou o desligamento do som e do gerador que abastecia a estrutura da Mixturô por volta das 20h30, surpreendeu expositores que dependem do evento para gerar renda, muitas vezes equivalente a parte significativa de sua economia mensal. A organização informou que, mesmo após mover o gerador e reduzir o volume do som, foi exigido o desligamento completo do equipamento, inviabilizando a continuidade da feira na noite. A organizadora Carina Zamboni relatou que a ação ocorreu de forma repentina e que, apesar da intenção de cooperar com os órgãos de fiscalização, a falta de diálogo trouxe prejuízos. “A feira ficou sem energia por muito tempo. Quando foi liberado, já era tarde, na prática a feira havia acabado. São famílias trabalhando e muitas barracas dependem de energia para funcionar”, afirmou. Zamboni destacou também que, em seus mais de três anos de realização, a feira nunca havia enfrentado problemas similares de interrupção dessa natureza. O evento, que começou como Feira da Praça do Peixe, hoje reúne cerca de 150 expositores entre artesãos, empreendedores da gastronomia e da economia criativa. Defesa pública da feira e propostas de solução Parlamentares municipais manifestaram apoio à Mixturô e cobraram diálogo e protocolos claros para evitar novos episódios que coloquem em risco atividades culturais e econômicas. O vereador Maicon Nogueira (PP) recebeu Carina Zamboni em seu gabinete para ouvir relatos dos empreendedores e construir uma solução que concilie fiscalização com respeito ao trabalho dos organizadores. Nogueira propôs, inclusive, a realização de uma reunião com gestores públicos, forças de segurança e os próprios organizadores para criar um protocolo de abordagem que traga segurança jurídica e previsibilidade para eventos semelhantes no futuro. Segundo ele, “eventos como a Feira Mixturô geram renda, fortalecem a economia criativa e promovem cultura e lazer para as famílias. Nosso papel é garantir que haja fiscalização, mas com critérios claros, bom senso e respeito por quem está trabalhando”. O vereador Landmark Rios (PT) também se posicionou em defesa da feira, ressaltando que ela desempenha um papel social e econômico importante. Para Landmark, o episódio evidencia a necessidade de tratar conflitos por meio do diálogo, e não da repressão. “A feira gera renda para muitas famílias, movimenta a economia local e é um espaço de cultura. O caminho não é oprimir quem trabalha, mas construir soluções para que todos convivam em respeito mútuo”, destacou. Cultura, economia e direito de uso do espaço público A Feira Mixturô integra o calendário cultural informal de Campo Grande e movimenta a Praça do Peixe em tardes e noites de encontros comunitários, atraindo público familiar e fomentando a economia criativa local. Eventos desse tipo encontram respaldo na legislação municipal que reconhece o valor cultural das feiras e mercados ao abrir espaço para o uso de áreas públicas como ambiente de convivência, geração de renda e expressão cultural, um princípio alinhado às diretrizes de incentivo à economia criativa e ao uso comunitário do espaço urbano. Especialistas e defensores do evento ressaltam que, ao exercer essa função, a feira contribui para o fortalecimento da identidade cultural da cidade e para o acesso à cultura e ao lazer, aspectos previstos em políticas públicas de desenvolvimento local. Um caminho de diálogo e fortalecimento A crise vivida no último sábado serve como ponto de partida para repensar mecanismos de convivência entre moradores, empreendedores culturais e órgãos de fiscalização, reforçando a importância de protocolos que garantam transparência, segurança jurídica e respeito aos direitos culturais e econômicos. O encontro proposto na Câmara Municipal, que incluirá representantes dos organizadores, da administração pública e das forças de segurança, é uma oportunidade para construir soluções duradouras, que não apenas resguardem o direito à cultura, mas também assegurem que espaços públicos continuem sendo ambientes de encontro, criatividade e desenvolvimento econômico para toda a comunidade.
Greve paralisa transporte coletivo e Campo Grande amanhece sem ônibus nesta segunda-feira

Campo Grande amanheceu sem circulação de ônibus do transporte coletivo urbano nesta segunda-feira (15) devido à greve dos motoristas do Consórcio Guaicurus. A paralisação foi aprovada por mais de mil trabalhadores durante assembleia geral realizada na última quinta-feira (11), em protesto contra atrasos salariais e o não pagamento de benefícios. Terminais e pontos de ônibus vazios Desde as primeiras horas do dia, terminais como Guaicurus e Morenão permaneceram completamente vazios. Pontos de embarque espalhados pela Capital também não registraram movimento, impactando diretamente milhares de usuários que dependem do transporte coletivo para ir ao trabalho, à escola e a compromissos essenciais. Segundo apuração, os ônibus circularam normalmente no domingo (14) e os últimos veículos retornaram às garagens por volta da 1h da madrugada. Após isso, nenhum ônibus voltou às ruas, e não há previsão de retomada do serviço. Reivindicações da categoria De acordo com o STTCU-CG (Sindicato dos Trabalhadores em Transporte Coletivo Urbano de Campo Grande), os motoristas só retornarão às atividades após a quitação integral de: A categoria afirma que não há condições de manter a operação diante do descumprimento das obrigações trabalhistas pela concessionária. Posicionamento do Consórcio Guaicurus Na sexta-feira (12), o Consórcio efetuou o pagamento de 50% dos salários atrasados. Em nota, a empresa alegou dificuldades financeiras e informou que: Mesmo assim, os pagamentos não foram suficientes para evitar a paralisação. Pedido de intervenção judicial A crise no transporte coletivo ganhou novo desdobramento com o ingresso de uma ação popular na Justiça, movida por um comerciante, que solicita intervenção imediata no Consórcio Guaicurus, conforme previsto em contrato. A ação foi protocolada há cerca de duas semanas e se baseia em apontamentos da CPI do Transporte, que identificou: Cenário segue indefinido A greve foi confirmada após votação favorável em assembleia realizada na madrugada da última quinta-feira (11). Além dos salários, os motoristas denunciam atrasos no vale e no 13º, agravando o impasse. Até o momento, não há previsão oficial para a retomada do transporte coletivo, mantendo Campo Grande sem ônibus nesta segunda-feira.
Refis de Campo Grande termina nesta sexta com até 80% de desconto em dívidas

Contribuintes de Campo Grande têm até esta sexta-feira (12) para aderir ao Programa de Regularização Fiscal (Refis) e renegociar débitos com o município. O atendimento é realizado no Centro de Atendimento ao Cidadão (CAC), localizado na Rua Marechal Rondon, 2.655, no Centro. A prefeitura informou que não haverá prorrogação do prazo. O Refis oferece desconto de até 80% nos acréscimos para pagamento à vista de débitos tributários e não tributários constituídos até 10 de novembro de 2025. Podem ser renegociadas dívidas como IPTU, ISSQN e ITBI. Ficam de fora multas de trânsito, penalidades ambientais e débitos contratuais. Parcelamento e regras Além do pagamento à vista, o programa permite parcelamento com redução de até 60% nos acréscimos, conforme o número de parcelas escolhidas. Para débitos superiores a R$ 150 mil, os contribuintes podem solicitar negociação específica, com possibilidade de parcelamento em até 120 vezes, mediante análise da Câmara de Conciliação Fiscal. A prefeitura alerta que o Termo de Adesão poderá ser cancelado em caso de inadimplência superior a 60 dias, resultando na perda dos descontos, cobrança integral da dívida e inscrição imediata em dívida ativa. Impacto nas contas públicas Segundo o município, o Refis é uma oportunidade para regularizar pendências e evitar ações de execução fiscal. Desde 2017, as edições do programa já recuperaram mais de R$ 500 milhões, reforçando a arrecadação municipal.