Generic selectors
Exact matches only
Search in title
Search in content
Post Type Selectors

Campo Grande reduz casos de dengue em 63% em 2025 com uso do Método Wolbachia

Campo Grande registrou uma queda de 63% nas notificações de dengue em 2025 após a implantação do Método Wolbachia, segundo estudo aceito para publicação na revista The Lancet Regional Health – Americas. A capital se tornou o primeiro município brasileiro totalmente coberto pela técnica, que consiste em liberar mosquitos Aedes aegypti com a bactéria Wolbachia, impedindo a transmissão de arboviroses. “É a primeira vez que uma cidade inteira conta com a presença do mosquito com Wolbachia, por isso os resultados são tão significativos”, destacou Veruska Lahdo, superintendente de Vigilância em Saúde e Ambiente. Prevenção continua sendo essencial Mesmo com o avanço, as ações de combate ao vetor seguem intensificadas. Veruska lembra que não é possível diferenciar o Aedes com Wolbachia do Aedes capaz de transmitir dengue, zika ou chikungunya.“É sempre melhor não ter mosquito em casa. A eliminação dos criadouros continua sendo fundamental”, reforçou. A Prefeitura mantém visitas domiciliares dos agentes de endemias e amplia mutirões entre dezembro e março, período de maior incidência das doenças. A força-tarefa “Meu Bairro Limpo” recolhe materiais que possam acumular água e orienta os moradores.“O descarte pode ser feito pelo agente durante a visita ou diretamente pelo morador no ponto de coleta definido”, explicou Rubens Bitancourt, gerente de Controle de Endemias Vetoriais. Modelo para outras cidades A junção da tecnologia Wolbachia com ações preventivas coloca Campo Grande como referência nacional no combate sustentável à dengue. Especialistas avaliam que a estratégia pode ser replicada em outras regiões do país, reduzindo a ocorrência de epidemias e fortalecendo a proteção da população.

CDL Campo Grande devolve R$ 22,5 milhões às empresas filiadas por meio do SPC Brasil

Ao longo de 2025, a CDL Campo Grande devolveu R$ 22,5 milhões ao patrimônio de empresas da cidade por meio dos mecanismos de consulta, cobrança e renegociação do SPC Brasil. Na prática, o número representa capital que voltou a circular, contratos que puderam ser retomados e operações que permaneceram de pé graças à recomposição imediata de recursos antes tidos como perdidos. A atuação do SPC Brasil na Capital, sob representação exclusiva da CDL, sustenta-se em uma vantagem rara no setor: a construção de uma base de informações que nasce do próprio país. Não se trata de um modelo importado nem de uma leitura distante do comportamento do consumidor. É um acervo alimentado diariamente por negócios que conhecem, na prática, a volatilidade dos prazos, as rupturas de fluxo e as oscilações de confiança que moldam a economia brasileira. Essa aderência à realidade é o que torna o sistema tão decisivo para quem precisa avaliar risco com precisão. O alcance do SPC no município também mostra essa consistência. Indústrias que lidam com cadeias longas, distribuidoras que operam sob pressão de estoque, construtoras que administram ciclos financeiros extensos e propriedades rurais que enfrentam riscos próprios do campo recorreram ao sistema ao longo de 2025. Cada setor, com suas demandas e ritmos, encontrou na estrutura do SPC Brasil um instrumento capaz de restituir previsibilidade num ambiente que raramente a oferece. Outro resultado que merece destaque é a regularização de 107 mil consumidores, um contingente que voltou a ter acesso ao crédito, às compras parceladas e aos serviços financeiros básicos que sustentam o consumo cotidiano. Para as empresas, isso significa a ampliação imediata do mercado ativo. Para a economia local, representa milhares de relações comerciais restabelecidas, com impacto direto na receita e na estabilidade dos negócios. Como único birô de crédito integralmente nacional, o SPC Brasil combina capilaridade, memória de dados e leitura fina do comportamento de pagamento no país. A CDL Campo Grande é a porta de entrada dessa estrutura na Capital, com atendimento técnico, orientação detalhada e suporte constante para que cada empresa utilize o sistema com assertividade. Empresas interessadas em operar com o SPC Brasil em Campo Grande podem procurar a CDL para informações, habilitação e acesso completo aos serviços.

Asilo São João Bosco enfrenta desafio diário para manter estoque de fraldas

O Asilo São João Bosco, referência no cuidado a idosos em Campo Grande, enfrenta um desafio constante: garantir o estoque de 12 mil fraldas mensais, quantidade necessária para atender os cerca de 400 itens usados todos os dias pela instituição. Apesar de um almoxarifado aparentemente cheio, a equipe explica que o consumo elevado exige reposições contínuas para que o atendimento não seja comprometido. As doações chegam de diferentes formas — desde pacotes entregues por moradores até contribuições de empresas e grupos organizados. Todo o material é recebido na portaria do asilo, no bairro Tiradentes, e levado à triagem, onde passa por uma organização minuciosa.“Este espaço é específico para as fraldas. Tudo é separado por tamanho para facilitar o trabalho das equipes”, explica Sidney Dutra Nunes, responsável técnico e colaborador há quase 10 anos. Oscilação nas doações aumenta preocupação Segundo Sidney, as doações variam muito e, por isso, mesmo quando a sala de triagem parece cheia, o estoque não é suficiente para muitos dias.“O consumo é grande e a fralda é fundamental, não só pela higiene, mas pela prevenção de infecções. Precisamos de uma quantidade significativa para garantir o cuidado adequado aos idosos”, destaca. Ele conta que ações solidárias de empresas, escolas e grupos de voluntários ajudam a criar momentos de alívio, mas reforça que a demanda é diária.“Graças a Deus sempre aparece alguém para ajudar, mas é uma luta constante”, afirma. O Asilo mantém campanhas frequentes nas redes sociais para lembrar a população sobre a necessidade permanente. Segundo Sidney, manter uma margem de segurança é essencial para que o produto nunca falte aos moradores. Qualidade de vida e segurança A fralda tem papel direto na autonomia dos idosos. “Temos muitos cadeirantes, e a fralda dá segurança para que eles se movimentem pelo espaço, evitando acidentes e desconfortos. Isso proporciona qualidade de vida, principalmente em um ambiente grande como o nosso”, completa.

Campo Grande recebe Encontro Nacional de Qualidade Ambiental

Campo Grande sedia, nos dias 04 e 05 de dezembro, o 3º Encontro Nacional de Qualidade Ambiental (ENQA 2025), promovido pelo Instituto Aegea. O evento reúne profissionais de diversas unidades da Aegea para debates e atividades voltadas ao fortalecimento da gestão ambiental, inovação e práticas sustentáveis. A escolha da Capital reforça o protagonismo da cidade na preservação ambiental, impulsionado pelo trabalho da Águas Guariroba ao longo de 25 anos na proteção dos mananciais e na ampliação do saneamento básico. “Um dos nossos destaques pela concessionária é a conservação da Bacia do Guariroba, principal fonte de abastecimento da cidade, com ações de reflorestamento, proteção de nascentes, manejo sustentável e investimentos contínuos em esgotamento sanitário. Essas iniciativas ocorrem por meio do Viveiro Isaac de Oliveira, que tem capacidade de produção de 80 mil mudas nativas por ano”, explica o gerente de Meio Ambiente da Águas Guariroba, Fernando Garayo. O evento conta com a presença de Édison Carlos, presidente do Instituto Aegea e ex-presidente do Instituto Trata Brasil, onde liderou estudos e ações de referência nacional em saneamento. A programação conta com palestras, debates e painéis. Também ocorrerá uma visita de campo, onde os participantes conhecerão o Viveiro Isaac de Oliveira e o PRADA (Projeto de Recuperação de Áreas Degradadas) da captação Lageado. Ao receber o ENQA 2025, Campo Grande reafirma sua posição de referência nacional em gestão ambiental e destaca o compromisso da Águas Guariroba com a preservação dos recursos hídricos e práticas sustentáveis que contribuem para o futuro da cidade. As visitas de campo serão abertas à imprensa: Viveiro Isaac de Oliveira – Dentro da Estação de Tratamento de Esgoto (ETE) Los Angeles.Horário: 08h30Local: Rua Assis Brasil, s/nº, Jardim Colorado.

Servidores de Campo Grande terão acréscimo no salário-base até 2028

A Câmara Municipal de Campo Grande aprovou por unanimidade o projeto de lei nº 1.005/25, que incorpora ao salário-base dos servidores da terceira classe da prefeitura um valor antes pago como auxílio-alimentação. O acréscimo será feito de forma escalonada até 2028. A medida contempla profissionais de nível superior da área da saúde, como fisioterapeutas, psicólogos, fonoaudiólogos, assistentes sociais, entre outros cargos. Como será o aumento O valor total de R$ 750 será incorporado ao salário-base nas seguintes etapas: Segundo a prefeitura, a proposta foi aprovada pela categoria e está alinhada às normas da Lei de Responsabilidade Fiscal. A mudança representa ganho real aos servidores, já que o valor deixa de ser um benefício acessório e passa a compor o vencimento básico. Como o texto foi aprovado em primeira votação, ainda precisará passar por nova análise antes de seguir para sanção da prefeita Adriane Lopes (PP).

Operação tapa-buracos chega a 3 mil reparos diários e muda rotina dos bairros de Campo Grande

A operação tapa-buracos da Prefeitura de Campo Grande atingiu a marca de 3 mil reparos por dia, com equipes da Sisep atuando em ritmo intensificado para recuperar vias deterioradas em diversos bairros da Capital. Caminhões, máquinas e operários têm percorrido regiões como Universitário, Coronel Antonino, Nova Lima e Jardim Morumbi, e novas áreas seguem recebendo intervenções ao longo da semana.“Nossas equipes estão empenhadas para garantir boas condições de tráfego e cumprir a meta até o fim do ano”, afirmou o secretário Marcelo Miglioli. Nos locais já atendidos, moradores relatam melhora imediata na circulação. A autônoma Cristiane Santana disse que o trajeto ficou mais seguro depois dos reparos:“Antes estava cheio de buracos, era difícil passar. Agora já melhorou bastante. Dá para ver que o serviço está acontecendo em vários pontos da cidade”, afirmou. O motociclista Matheus Gonzales também notou diferença no dia a dia:“Ando muito pela cidade e era complicado, bem precário. Agora melhorou bastante.” A mobilização também avançou para o Mata do Jacinto, onde equipes atuaram logo cedo na Avenida Marquês de Herval e vias próximas. Moradores acompanharam os trabalhos e destacaram a importância da ação antes do período de chuvas.“É importante que a prefeita está tentando resolver esses problemas. Tem que aproveitar agora que deu uma estiada”, comentou Célio José de Arruda Leite. Apesar dos avanços, alguns trechos ainda preocupam quem mora nas regiões mais afetadas.“O tapa-buraco ajuda muito, mas tem ruas em que o asfalto está bem degradado”, avaliou Marcelo de Souza. A Prefeitura afirma que, conforme os pontos mais críticos forem sendo corrigidos, o ritmo deve acelerar, ampliando a abrangência da operação e garantindo mais segurança e fluidez no trânsito.

Vereador Landmark pede ao TJMS diagnóstico oficial das favelas de Campo Grande

O vereador Landmark Rios levou ao Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul (TJMS), nesta quarta-feira (26.nov.25), as demandas discutidas na audiência pública sobre a regularização das favelas realizada em 14 de novembro na Câmara Municipal. A reunião contou com a presença do corregedor-geral de Justiça, desembargador Ruy Celso Barbosa Florence, da juíza auxiliar Jacqueline Machado e da equipe jurídica do mandato. Durante o encontro, Landmark apresentou ao Judiciário um panorama inicial das ocupações urbanas de Campo Grande, destacando a disparidade entre os dados oficiais — que apontam entre 60 e 65 áreas irregulares — e as informações levantadas por movimentos sociais, que relatam mais de 200 locais de moradia precária. Muitas dessas famílias vivem próximas a córregos e áreas de alta vulnerabilidade, e parte significativa dos domicílios é chefiada por mulheres. A principal demanda foi a necessidade de um diagnóstico oficial e institucionalmente validado, preferencialmente executado pelo IBGE, para dimensionar com precisão quantas famílias vivem em situação de favela na Capital. Para o vereador, a falta de dados estruturados prejudica a formulação de políticas públicas.“Sem informações confiáveis, não há política pública eficaz. É impossível planejar investimentos ou construir soluções sólidas sem saber quantas famílias aguardam por dignidade”, afirmou. Landmark informou ainda que protocolou ofício solicitando que o Tribunal articule formalmente o levantamento junto ao IBGE, em atendimento às deliberações da audiência. O objetivo é oferecer base técnica para ações de regularização fundiária, habitação e proteção social. Outro tema abordado foi o projeto de lei apresentado pelo vereador que cria a Reurb Municipal, mecanismo alinhado à legislação federal para acelerar a regularização de áreas consolidadas. Ele solicitou apoio técnico da Corregedoria para aprimorar o texto e garantir segurança jurídica às famílias. Desde a audiência, o gabinete intensificou articulações com órgãos públicos e comunidades. Entre as ações, estão o envio de ofícios à Emha, SPU, Energisa e Águas Guariroba; a organização da Comissão Popular das Favelas; e a realização de novas reuniões para avançar nos encaminhamentos.

Projeto que une arte, ciência e sustentabilidade ganha espaço no museu do Bioparque Pantanal

O Museu Interativo da Biodiversidade (Mibio) do Bioparque Pantanal agora conta com uma obra artística contextualizada no conceito arte/ciência. Com o objetivo de reforçar a cultura, educação ambiental e a sustentabilidade no maior aquário de água doce do mundo, a obra denominada “Interações”, integra o Programa de Pesquisa em Biodiversidade (PPBio) e dialoga diretamente com a arte contemporânea ao explorar novas materialidades, formas e percepções sensoriais. A obra é uma instalação têxtil que investiga as relações de interdependência entre organismos, memórias e territórios. O trabalho ainda propõe ao público perceber-se como parte de um organismo maior, no qual criação, transformação e convivência são processos inseparáveis. Por reaproveitar materiais, o projeto destaca o potencial da arte sustentável e está alinhada ao “Programa ESG Bioparque”, reforçando o compromisso com reciclagem, responsabilidade socioambiental e inovação. Além de trazer consciência ambiental, a exposição dialoga com o visitante sobre os 5R´S (Reciclar, reduzir, recusar, reutilizar e repensar). Luana Taminato Roque, conhecida como Pitchuqué é formada no Centro de Belas Artes de São Paulo, ela fala sobre sua criação artística. “Esta obra é um convite para perceber as interações. Ela foi construída com retalhos de roupas da minha avó, da minha família e de pessoas desconhecidas. Carrega essa memória afetiva, mas também revela o potencial do que um simples retalho pode se tornar”. De acordo com dados do Sebrae, o Brasil produz cerca de 170 mil toneladas de resíduos têxteis por ano, sendo que apenas 20% desse material é reciclado. As outras 135 mil toneladas, acabam em aterros sanitários ou no meio ambiente. Para a professora de biologia, Paula Machado, a primeira impressão que ela teve, além de ver com bons olhos a reutilização de tecidos, foi a obra representar com clareza os manguezais. “Me remeteu bastante os manguezais, com suas raízes pneumáticas que se desenvolvem em locais alagadiços e saem para fora das árvores”. A diretora-geral do Bioparque Pantana, Maria Fernanda Balestieri, explica que a obra será uma grande ferramenta de aprendizagem. “A obra dialoga diretamente com a ciência ao representar, por meio das raízes das árvores, a complexa rede de interações que sustenta a vida. Assim como as raízes se entrelaçam no solo para manter um ecossistema saudável, os tecidos reutilizados simbolizam pessoas, histórias e identidades diversas que se conectam para formar um todo. No Bioparque Pantanal, valorizamos iniciativas que aproximam cultura, ciência e educação ambiental, fortalecendo a percepção de que a natureza e a sociedade estão profundamente interligadas”. Caio Henrique Romero e Gabriel Issagawa, Comunicação Bioparque PantanalFotos: Lara Miranda

Campo Grande sanciona programa permanente de castração com prioridade para animais de rua

A Prefeitura de Campo Grande sancionou, nesta segunda-feira (24), a criação do Programa Permanente de Manejo Ético-Populacional de Cães e Gatos, que passa a regulamentar o controle reprodutivo de animais na Capital. A nova legislação estabelece como prioridade a castração de cães e gatos de rua, ampliando ações de proteção e saúde pública. O controle populacional será feito por meio de esterilização cirúrgica em cães a partir dos 5 meses de idade e em gatos com mais de 2 kg. Segundo o Executivo, os procedimentos deverão ser minimamente invasivos, utilizando técnicas como ovariosalpingohisterectomia (OSH) para fêmeas e orquiectomia para machos. Após cada cirurgia, o Município deverá fornecer um comprovante ao responsável ou cuidador. Metas e funcionamento A lei determina que a prefeitura ofereça, mensalmente, vagas gratuitas de castração equivalentes a 0,6% a 1% da população total de cães e gatos, com base no último censo do CCZ. A intenção é manter um ritmo constante de esterilização para reduzir o número de animais abandonados nas ruas. Quem será priorizado? A fila de atendimento deverá priorizar: Transparência e continuidade A lei também obriga o Município a publicar relatórios mensais com estatísticas dos procedimentos por espécie, sexo e idade, em plataforma digital aberta ao público. Além disso, a prefeitura deverá garantir recursos no orçamento anual para assegurar a continuidade do programa.

Galhos caem, danificam muro e interditam trecho da Rua das Garças em Campo Grande

A queda de galhos de uma árvore provocou a interdição parcial da Rua das Garças, no Jardim Autonomista, em Campo Grande, na manhã desta segunda-feira. A estrutura atingiu a rede elétrica, entortou o padrão de energia de uma residência e ainda danificou parte do muro do imóvel. O bloqueio ocorreu no cruzamento com a Rua Hermelita de Oliveira Gomes. Apesar do impacto, a fiação não se rompeu, o que permitiu que os serviços de energia e internet continuassem funcionando normalmente na região. Equipes da Sisep (Secretaria Municipal de Infraestrutura e Serviços Públicos) chegaram ao local por volta das 8h para realizar a remoção do galho, que interrompeu os dois sentidos da via. Motoristas que precisam circular pela área podem utilizar a Rua Abrão Júlio Rahe como rota alternativa.