Agroindústrias atendidas pelo Senar/MS conquistam Selo ARTE e ampliam valorização de produtos artesanais

Duas agroindústrias de Mato Grosso do Sul, atendidas pela ATeG Agroindústria do Senar/MS, conquistaram o Selo ARTE, certificação nacional que autoriza a comercialização de produtos artesanais de origem animal em todo o Brasil. Ao todo, três produtos receberam o reconhecimento, que atesta a qualidade, a segurança alimentar e a preservação do modo de fazer artesanal. Foram certificados o Salame Pantaneiro, da agroindústria Nostra Charcuterie, de Campo Grande, e o Queijo Nicola e a Manteiga de Garrafa, da agroindústria Vaca Braba, do município de Anastácio. A certificação amplia o acesso a novos mercados e fortalece a identidade cultural e os sabores regionais presentes em cada produto. Para a produtora Lúcia Maria Oliveira Monteiro, da agroindústria Vaca Braba, atendida pela técnica de campo Bruna Rocha, o Selo ARTE representa um marco na trajetória do empreendimento. A parceria com o Senar/MS teve início em 2022, por meio da ATeG Bovinocultura de Leite e ATeG Agroindústria. “Mais do que um certificado, é a valorização da nossa história e do nosso cuidado em cada etapa da produção. É o reconhecimento de um trabalho feito com as mãos e com o coração”, destaca a produtora. O acompanhamento da técnica de campo Natália Trindade também foi decisivo para a agroindústria Nostra Charcuterie. Segundo o proprietário Everson Fleck, o processo exigiu ajustes e planejamento, sempre com o suporte da equipe do Senar/MS. “O caminho foi longo, com várias reuniões e algumas mudanças estruturais pontuais, mas sempre contando com a assistência da equipe do Senar, atenta aos detalhes e com a certeza de que iríamos conseguir, e conseguimos. A certificação representa uma alegria muito grande, pois hoje temos na nossa agroindústria um produto que representa todo um estado e que nos permite alcançar o Brasil inteiro” destacou Everson. Criado para reconhecer e valorizar produtos artesanais de origem animal, o Selo ARTE permite que agroindústrias legalizadas comercializem seus produtos nacionalmente, desde que cumpram critérios de qualidade, identidade regional e exigências sanitárias. A certificação respeita tradições, saberes locais e o uso de matérias-primas regionais, aliando tradição e segurança alimentar. Do campo ao mercado nacional: o papel da ATeG Agroindústria De acordo com a coordenadora da ATeG Agroindústria, Camila Lima, o Senar MS através da ATeG Agroindústria tem o objetivo de fortalecer as agroindústrias artesanais de Mato Grosso do Sul e, acima de tudo, reconhecer a nossa identidade. “O Selo ARTE representa nossas tradições, do uso consciente das nossas matérias-primas regionais e do cuidado da produção artesanal. Quando um produto conquista essa certificação, é a história do nosso Estado que ganha visibilidade, dignidade e espaço nos mercados do Brasil inteiro” frisou. A conquista do Selo ARTE é resultado de um trabalho construído ao longo do tempo, com o envolvimento direto dos produtores e o apoio técnico do Senar/MS, por meio da ATeG Agroindústria. O programa atua com orientações técnicas e gerenciais voltadas à formalização, adequações sanitárias, organização dos processos produtivos, gestão do negócio e agregação de valor aos produtos. Segundo a técnica especialista em certificação Selo ARTE do Senar/MS, Emylia Gabriella, o processo de formalização começa com informação, planejamento e acompanhamento contínuo. Ela destaca que o trabalho conjunto com as técnicas de campo da ATeG Agroindústria, que acompanham as agroindústrias no dia a dia, torna o caminho mais acessível ao produtor. “A orientação que eu daria para o produtor que tem interesse em se certificar e se formalizar é, primeiro, visitar propriedades que já são certificadas. O ideal é buscar uma realidade parecida com a sua, conversar, procurar o sindicato rural do município e entrar em contato com um técnico de campo que possa visitar a propriedade e avaliar os próximos passos. O Senar tem todas as ferramentas para orientar esse sonho, e a formalização não é o fim do caminho, é só o começo, com novas oportunidades, participação em feiras, expansão da comercialização e outros projetos que vêm junto com esse processo”, destaca. A certificação dos três produtos foi conquistada no final do ano passado e, com essas novas conquistas, o total de Selos ARTE conquistados com o auxílio do Senar MS até o fim de 2025 chega a cinco. Além disso, já estão protocolados 36 processos para 2026, que seguem em tramitação, demonstrando a continuidade e o fortalecimento do trabalho de apoio à agroindústria artesanal no Estado. Assessoria de Comunicação do Sistema Famasul – Johnny Gomes
Teste rápido amplia cuidado a contactantes de pacientes com hanseníase

Tratada como tabu por muitos anos, a hanseníase ainda mantém números elevados no Brasil, que ocupa o segundo lugar em número de casos no mundo. Em Campo Grande, pessoas que mantêm contato com pacientes diagnosticados com a doença têm acesso a um teste rápido, que identifica se houve ou não exposição ao agente causador da infecção. O exame, que leva menos de 15 minutos para apresentar o resultado, está disponível na rede pública de saúde há três anos e já foi realizado em 93 contactantes de pacientes com hanseníase, todos com resultado negativo até o momento. “Após a avaliação clínica, onde é identificado se há algum sinal ou sintoma da doença, e observada a inexistência de lesão ou quando não há a possibilidade de diagnóstico clínico, o contactante realiza o teste rápido para identificar se já houve o contato com a bactéria que causa a hanseníase”, explica o responsável técnico pela vigilância epidemiológica da doença na Sesau, Michael Cabanhas. FOTO: Divulgação/ PrefCG Segundo o enfermeiro, quando o resultado é positivo, a pessoa passa a realizar acompanhamento por cinco anos, com o objetivo de identificar precocemente o surgimento de lesões características da doença. Somente no último ano, foram registrados 35 novos casos de hanseníase em Campo Grande. Dos 68 pacientes acompanhados no período, a maioria já apresentava múltiplas lesões pelo corpo no momento do diagnóstico. A transmissão da hanseníase ocorre por via respiratória, por meio da fala, tosse ou espirro, mas de forma diferente de outras doenças. Para que haja o contágio, é necessário um contato íntimo e prolongado, como morar na mesma casa ou compartilhar o mesmo ambiente de trabalho. A transmissão não se dá apenas pelo toque. O compartilhamento de utensílios e toalhas também pode favorecer a transmissão. Por isso, pessoas que mantêm esse vínculo mais próximo com pacientes diagnosticados também precisam de acompanhamento contínuo, com atenção especial ao surgimento de possíveis lesões. Michael reforça que tanto o tratamento dos pacientes quanto o acompanhamento dos contactantes são realizados na própria unidade de saúde. “Quando se tem o conhecimento de um novo caso que não está em tratamento, o contactante deve buscar a unidade de referência da região onde mora, para que seja feita a investigação”, explica. FOTO: Divulgação/ PrefCG DADOS E TRATAMENTO Tanto a testagem rápida quanto o tratamento da hanseníase são disponibilizados na rede pública, pelo SUS. Seguir corretamente o esquema terapêutico é fundamental para evitar complicações futuras e reduzir a transmissão da doença — que é interrompida apenas 24 horas após o início do tratamento. Entre os principais sinais de alerta estão manchas na pele, que podem ser avermelhadas, acastanhadas ou esbranquiçadas, associadas à diminuição da sensibilidade, redução dos pelos e do suor. Também podem ocorrer perda de força muscular em face, mãos e pés, além do surgimento de caroços, que em alguns casos são avermelhados e dolorosos. Em Campo Grande, parte dos pacientes ainda procura atendimento quando a doença já apresenta sequelas irreversíveis. No último ano, dos 68 pacientes em acompanhamento, 54 apresentavam múltiplas lesões, enquanto 14 tinham apenas uma ou poucas manchas pelo corpo. Do total, 35 eram casos novos.
Fim do exame de baliza no pátio do Detran marca mudança no processo de habilitação

As novas regras para o exame prático de direção veicular do Detran-MS começaram a valer ontem, segunda-feira (26). Entre as principais mudanças estão o aumento da pontuação máxima permitida para erros durante a prova e o fim da etapa de baliza realizada dentro do pátio do Detran. Na última sexta-feira (24) foi realizado o último exame com o modelo antigo, o que teve um simbolismo especial para a jovem Maria Eduarda Franciozi, de 18 anos. Ela foi a última candidata a realizar o tradicional teste de baliza nas dependências do Detran. O processo de habilitação começou em outubro do ano passado e, para ela, a baliza nunca foi o maior desafio. “Não achei a baliza difícil. O que mais prejudica é o nervosismo”, contou. Ainda assim, Maria Eduarda avalia com cautela as mudanças. “Acho que por mais que tenha mais pontos para poder errar, com menos horas-aula obrigatórias, quem não dirigia antes não teria facilidade em passar na prova com a extensão dela para 10 minutos de prova”, afirmou. As alterações foram oficializadas pela Portaria Detran-MS “N” nº 202, publicada no dia 20 de janeiro. A medida se antecipa à Resolução CONTRAN nº 1.020/2025, que prevê a criação do Manual Brasileiro de Exames de Direção Veicular, documento que deverá padronizar os exames em todo o país. Segundo a gerente de Exames do Detran-MS, Lina Zeinab, as mudanças têm caráter provisório, até que o manual nacional seja publicado. Outro ponto central da nova regulamentação é a mudança na pontuação. Antes, conforme a Resolução CONTRAN nº 789/2020, o candidato poderia perder no máximo três pontos, somando faltas leves, médias ou graves. Agora, o limite passa a ser de 10 pontos, com a classificação dos erros alinhada ao Código de Trânsito Brasileiro (CTB): infração leve (1 ponto), média (2 pontos), grave (4 pontos) e gravíssima (6 pontos). A prova passa a acontecer exclusivamente em percurso, em situações reais de tráfego, sob acompanhamento do examinador. Para Lina, a mudança não significa flexibilização dos critérios. “A avaliação continua baseada em parâmetros objetivos de condução segura, domínio do veículo, respeito às normas de circulação, tomada de decisão em situações reais de tráfego e comportamento preventivo, assegurando que a aprovação do candidato esteja vinculada à sua real capacidade de conduzir com responsabilidade e segurança”, destacou. Fonte e foto: Gov MS
Boletim Epidemiológico fortalece o planejamento das ações de enfrentamento ao câncer de mama

Com o objetivo de qualificar o planejamento e fortalecer as estratégias de prevenção e cuidado, a SES (Secretaria de Estado de Saúde) lançou o Boletim Epidemiológico do Câncer de Mama, documento que reúne dados estratégicos para orientar ações de enfrentamento da doença em Mato Grosso do Sul. Instrumento estratégico voltado ao acompanhamento da situação epidemiológica da doença e ao fortalecimento das ações de prevenção, diagnóstico e cuidado no Estado, o boletim foi produzido pela Gerência de Atenção Oncológica e Cuidados Paliativos, vinculada à Coordenadoria das Doenças Crônicas, reafirmando o compromisso da SES com o uso qualificado da informação em saúde. O câncer de mama permanece como um importante desafio para a saúde pública, exigindo ações contínuas de promoção, prevenção, diagnóstico precoce, tratamento oportuno e cuidado integral à saúde da mulher. Nesse contexto, a elaboração e a divulgação de um boletim epidemiológico representam uma ferramenta fundamental para apoiar a gestão e a organização da rede de atenção à saúde. Mais do que reunir informações, o boletim permite compreender o comportamento da doença nos últimos anos, identificar tendências e desigualdades regionais. A análise sistemática desses dados contribui para uma visão ampliada da situação epidemiológica, subsidiando decisões mais qualificadas e alinhadas às necessidades reais da população feminina. Para os gestores de saúde, o boletim epidemiológico é um instrumento essencial de apoio ao planejamento. A partir dele, é possível direcionar ações de forma mais eficiente, priorizar territórios com maior necessidade, organizar fluxos assistenciais, qualificar o acesso ao rastreamento e ao diagnóstico precoce, além de orientar a alocação de recursos e o fortalecimento da rede oncológica. No campo da saúde da mulher, o boletim também se destaca como instrumento de apoio às equipes da Atenção Primária à Saúde e aos serviços especializados. As informações possibilitam o planejamento de estratégias de promoção da saúde, prevenção dos fatores de risco, busca ativa da população-alvo para o rastreamento e acompanhamento adequado das mulheres com exames alterados, contribuindo para a redução de diagnósticos tardios. A apropriação dessas informações pelos profissionais de saúde favorece uma atuação mais integrada, baseada em evidências, fortalecendo a educação em saúde, o monitoramento dos indicadores e a avaliação contínua das ações desenvolvidas nos territórios. Dessa forma, o boletim deixa de ser apenas um documento técnico e passa a ser um instrumento vivo de gestão, cuidado e qualificação das práticas em saúde. Ao investir na produção e disseminação de boletins epidemiológicos, a SES reafirma seu compromisso com a transparência, com o fortalecimento das políticas públicas e com a promoção da saúde da mulher, reconhecendo que informação de qualidade é essencial para o planejamento de ações e para a redução do impacto do câncer de mama. André Lima, Comunicação SESFoto: Reprodução/Agência Câmara
Presidente do TSE alerta para aumento de desinformação nas eleições

A ministra Cármen Lúcia, presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), alertou nesta terça-feira (27) para o crescimento da circulação de desinformação com a proximidade das eleições de 2026, promovida com objetivos maliciosos de gerar descrença e “capturar a vontade livre do eleitor”. Ao abrir um seminário sobre desinformação, segurança e comunicação no processo eleitoral, a ministra observou que as tecnologias não são más em si, dependendo do mau uso que se faz delas para provocarem o dano. “Nenhuma dúvida que as tecnologias podem levar à contaminação de eleições, pela captura da vontade livre do eleitor, com as mentiras tecnologicamente divulgadas”, avaliou. Em outro momento, a ministra criticou “pessoas que tentam de alguma forma contaminar a vontade do eleitor para conduzir a um resultado”. “A dúvida corrói as bases democráticas de um processo eleitoral”, afirmou Cármen Lúcia. Ela defendeu a necessidade de assegurar que a eleição seja um processo “pelo qual cada eleitora e cada eleitor livremente escolhe seu representante, sem que se submeta nem a pressões externas, nem a ataque a sua liberdade de escolha”. Cármen Lúcia pregou ainda tranquilidade no combate à desinformação. “O processo eleitoral precisa de ser garantido de maneira íntegra, de maneira tranquila, que isso não seja um momento de tumulto e muito menos de violência”, ressaltou. A presidente do TSE discursou na abertura de um seminário da própria Justiça Eleitoral sobre Segurança, Comunicação e Desinformação, voltado a servidores dos Tribunais Regionais Eleitorais, que se preparam para o ciclo eleitoral deste ano. Cármen Lúcia segue no comando da Justiça Eleitoral até agosto, quando o ministro Nunes Marques deverá tomar posse como presidente do TSE. Eleições 2026 O primeiro turno das eleições de 2026 está marcado para 4 de outubro, e o segundo turno, se houver, para 25 de outubro. Neste ano, os eleitores devem votar para os cargos de presidente, governador, senador, deputado federal e deputado estadual ou distrital. No momento, o TSE promove um consulta pública sobre as regras eleitorais deste ano, que devem ser aprovadas pelo tribunal até 5 de março. Entre os temas debatidos está o combate à desinformação no processo eleitoral e o uso de tecnologias como Inteligência Artificial (IA) durante a campanha.
“Graças à representatividade da Famasul, conseguimos achar o caminho”: Após 34 anos, produtores rurais e indígenas assinam acordo fundiário

Foi publicada nesta segunda-feira (26), no Diário da Justiça, a homologação do acordo que coloca fim a um conflito fundiário que durou mais de 30 anos, envolvendo proprietários rurais e indígenas da Terra Indígena Jarará, localizada no município de Juti, no sul de Mato Grosso do Sul. Para o presidente do Sistema Famasul, Marcelo Bertoni, a homologação é mais um exemplo de que, com diálogo, é possível construir soluções que tragam segurança jurídica ao campo. “Esse acordo mostra que é possível encontrar um caminho resolutivo quando há maturidade de todas as partes envolvidas que estão dispostas a conversar. Estamos falando de uma família que aguardou por mais de 30 anos uma definição da justiça em busca de seus direitos, assim como os indígenas”, afirma Bertoni. A área em litígio, com 479 hectares e demarcada como terra indígena em 1992, permaneceu por décadas sob disputa judicial. O desfecho representa o encerramento de um longo período de incertezas.“O papel da Famasul, através do presidente Marcelo Bertoni, foi fundamental para chegarmos a uma negociação. Foi graças a essa representatividade da Famasul perante o governo federal, e outras partes do processo, que a gente conseguiu achar o caminho. Embora estivesse judicializado o processo, nós temos as sentenças a nosso favor, em todas as instâncias onde já tramitou o processo, a solução definitiva ainda estava por vir e sabe lá quanto tempo ainda ia demorar”, afirma a proprietária. Com o acordo judicial, a União pagará R$ 6 milhões de indenização pela propriedade rural, encerrando definitivamente o processo. Caberá à Funai promover a transferência do domínio da área no cartório de Caarapó, enquanto a União deverá adotar, até 31 de janeiro, as providências para expedição do precatório, com pagamento previsto para 2027 pelo TRF da 3ª Região. O caso de Jutí é o segundo acordo realizado em Mato Grosso do Sul, envolvendo proprietários e indígenas. Em 2024, o Estado foi palco de um marco histórico ao registrar, pela primeira vez, um acordo fundiário firmado de forma consensual no município de Antônio João, na região de fronteira com o Paraguai, e envolveu produtores rurais e indígenas da Terra Indígena Ñande Ru Marangatu. A solução, inédita no país, foi resultado mediação institucional e participação ativa das entidades representativas, entre elas a Famasul. “Há mais de 30 anos, a Famasul e a CNA (Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil), trabalham incansavelmente como intermediadores para chegar a estes acordos. Somente assim os produtores estarão seguros para investir em suas propriedades e contribuir para o desenvolvimento econômico do setor e da região”, ressalta Bertoni. “Existe um sentimento de alívio, por ter encontrado uma parceria como a Famasul. De ter encontrado, na gestão atual do presidente Marcelo Bertoni, essa disposição de nos ouvir, compreender, ajudar e orientar. Porque senão a gente ia estar batendo de porta em porta, como já fizemos em outras ocasiões, sem conseguir uma resolução. É um trabalho que eu acho que realmente justifica, enriquece a atuação da federação”. Assessoria de Comunicação Sistema Famasul – Camilla Jovê e Laura Toledo
Abertas as inscrições para Programa de Educação no Trânsito do Detranzinho

Nesta segunda-feira (26/01), o Detran-MS (Departamento Estadual de Trânsito de Mato Grosso do Sul) abriu inscrições para escolas participarem do Programa de Educação para o Trânsito, desenvolvido pela Cidade Escola de Trânsito – Detranzinho. O programa foca no ensino de conteúdos e na promoção de atividades relacionadas ao trânsito, segurança e prevenção de sinistros, abordando temas como: pedestres, passageiros e ciclistas; comportamento seguro no trânsito; travessia segura; uso de dispositivos de retenção; regras de circulação; meio ambiente, cidadania e saúde. As inscrições para novas escolas participarem vão até dia 13 de fevereiro. As escolas interessadas devem acessar o portal do Detran-MS (www.detran.ms.gov.br/detranzinho). Os representantes das escolas interessadas devem seguir o passo a passo descrito no site. A participação é aberta às Escolas Públicas e Privadas. O objetivo do programa é proporcionar aos alunos das séries iniciais do Ensino Fundamental I uma experiência educativa e interativa para compreender e internalizar as regras de circulação, preparando-os para uma convivência segura no trânsito. As vagas são limitadas, por isso, é importante que as escolas públicas e privadas realizem a inscrição o quanto antes, para garantir a participação de seus alunos. Emmanuelly Castro, Comunicação do Detran-MSFotos: Mireli Obando/Detran
Bioparque Pantanal oferece oficinas gratuitas para crianças nas férias

O Bioparque Pantanal montou uma programação especial para o recesso escolar, com atividades gratuitas voltadas para crianças e famílias. A iniciativa, que já começou e vai até 30 de janeiro, oferece oficinas, teatro, jogos e contação de histórias em sessões de uma hora, tanto pela manhã quanto à tarde. As ações têm o objetivo de transformar as férias em um momento de aprendizado sobre meio ambiente e sustentabilidade, com foco nos “cinco R’s” (repensar, reduzir, reutilizar, reciclar e recuperar). Segundo o biólogo Dilan Hugo, “as crianças se envolvem com mais facilidade quando o aprendizado acontece por meio de jogos, teatro e histórias”. O Bioparque também destaca sua estrutura inclusiva, com acessibilidade para pessoas com deficiência e atendimento para visitantes neurodivergentes. Além das oficinas, o local é conhecido por abrigar o maior aquário de água doce do mundo, com mais de cinco milhões de litros de água e cerca de 470 espécies. A programação inclui atividades em diferentes espaços do parque, como a Passarela de Contemplação e o setor de Educação Ambiental. “A ideia é que essas ações ultrapassem o espaço do Bioparque e sejam levadas para casa”, afirma o educador, reforçando a proposta de multiplicar o conhecimento entre famílias e escolas.
Curso de Medicina do Mato Grosso do Sul está entre os melhores do Brasil

O curso de Medicina da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS), campus de Três Lagoas, alcançou 100% de proficiência no Enamed (Exame Nacional de Avaliação da Formação Médica) e passou a integrar o topo do ranking nacional divulgado pelo Ministério da Educação (MEC). O resultado coloca a instituição empatada com a Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) e à frente da Universidade de São Paulo (USP), que obteve 98,8% de proficiência. As três universidades receberam conceito 5, a nota máxima da avaliação. Ao todo, 49 estudantes da UFMS de Três Lagoas participaram do exame e todos atingiram o nível esperado de desempenho, garantindo o índice máximo. Já o curso de Medicina da UFMS em Campo Grande ficou na 29ª posição, com 92,7% de proficiência, também com conceito 5. A diretora do campus de Três Lagoas, Larissa Barcellos, celebrou o resultado e destacou o impacto regional da conquista. Segundo ela, o desempenho consolida o município como referência nacional na formação médica, com potencial para atrair novos estudantes e docentes. A coordenação do curso também ressaltou que a localização fora dos grandes centros contribui para a formação. Em Três Lagoas, os alunos têm contato precoce com pacientes e acompanham de perto a rede pública de saúde desde os primeiros semestres, o que fortalece a preparação prática. A médica Kellyane Zambom, formada no fim de 2025 e participante do Enamed, afirmou que o resultado superou as expectativas da turma. Para ela, a conquista coloca Três Lagoas “no mapa” da excelência acadêmica e reflete a dedicação coletiva de alunos e professores. Já o estudante Marcelo Bocato, do terceiro ano, destacou a evolução do curso e afirmou que a clínica-escola integrada, recém-inaugurada, deve ampliar ainda mais a prática médica ao longo da graduação. A divulgação do Enamed reacendeu debates nacionais sobre a possibilidade de um exame obrigatório para o exercício da medicina, nos moldes do exame da OAB, além de discussões jurídicas sobre eventuais penalizações a cursos com baixo desempenho. Mesmo nesse cenário, a UFMS de Três Lagoas comemora o resultado e trabalha para manter o padrão de excelência entre os melhores cursos do país.
No Supremo, PF colhe depoimentos no caso da compra do Master pelo BRB

A Polícia Federal (PF) começou a ouvir nesta segunda-feira (26) oito pessoas ligadas ao caso do Banco Master. Os depoimentos ocorrem no Supremo Tribunal Federal (STF), por determinação do relator, ministro Dias Toffoli. As oitivas são sigilosas. Por volta das 8h começou a falar Dario Oswaldo Garcia Júnior, o diretor de Finanças e Controladora do BRB, banco estatal do Distrito Federal (DF) que se envolveu na negociação de ativos fraudulentos que pertenciam ao Master. Mais três depoimentos estão marcados para esta segunda: André Felipe de Oliveira Seixas Maia (diretor de empresa investigada), Henrique Souza e Silva Peretto (empresário) e Alberto Felix de Oliveira (superintendente executivo de Tesouraria do Banco Master). Na terça (27), será a vez de Robério Cesar Bonfim Mangueira (superintendente de Operações Financeiras do BRB) e Luiz Antonio Bull (diretor de Compliance do Banco Master). Eles vão falar presencialmente no Supremo Tribunal Federal. Angelo Antonio Ribeiro da Silva, um dos sócios do Master, e o ex-sócio Augusto Ferreira Lima serão ouvidos por videoconferência. >> Siga o canal da Agência Brasil no WhatsApp A PF informou que apura suspeitas de crimes como organização criminosa; gestão fraudulenta de instituição financeira; induzimento ou manutenção em erro de investidores; uso de informação privilegiada e manipulação de mercado; e lavagem de dinheiro. Os depoimentos são colhidos em apenas dois dias por ordem de Toffoli, o que frustrou o planejamento inicial da PF de realizar as oitavas ao longo de vários dias. Essa é uma das decisões do ministro que desagradaram os investigadores. O relator já havia, antes, determinado o envio do material apreendido sobre o caso diretamente para o Supremo, procedimento não usual, já que o mais comum é que os itens sejam primeiro periciados nas dependências da PF. O ministro depois recuou e enviou o material para análise da Procuradoria-Geral da República (PGR). O ministro tem sido alvo de pressões devido à sua condução do processo. Pesam contra Toffoli uma viagem feita por ele num jatinho particular com um dos advogados da causa, quando já era relator do caso. Outra revelação feita pela imprensa foi a ligação de irmãos e de um primo do ministro com um fundo de investimentos aplicado na construção de um resort no Paraná e que tem ligações com o Master. Entenda As investigações apuram as circunstâncias em torno da aquisição pelo BRB de carteiras de crédito do Master sem nenhum lastro, ou seja, papeis que prometiam retornos muito acima do mercado, mas na verdade não tinham garantias de pagamento para os credores. A suspeita é que as irregularidades envolvam até R$ 12 bilhões. A suspeita é que diretores e ex-diretores do BRB estejam envolvidos no esquema para maquiar os ativos podres. O banco estatal chegou a negociar a compra do Master, mas o negócio acabou sendo barrado pelo Banco Central. Pouco depois, o BC decidiu também liquidar o Master por causa da situação de insolvência do banco. Investidores que tinham títulos da instituição foram socorridos pelo Fundo Garantidor de Crédito (FGC), que já pagou mais de R$ 26 bilhões. O dono do Master, Daniel Vorcaro, chegou a ser preso em novembro, na primeira fase da Operação Compliance Zero, mas foi solto dias depois por ordem do Tribunal Regional Federal da 1a Região. Ele teve bens apreendidos na segunda fase da operação. O caso começou a ser investigado na primeira instância da Justiça Federal, mas subiu ao Supremo após a PF ter apreendido um documento com uma menção a um deputado federal, que tem prerrogativa de foro na Corte em função do cargo. As suspeitas de envolvimento do parlamentar, entretanto, ainda não se confirmaram. As investigações em torno do Master foram prorrogadas por 60 dias por Toffoli, no último dia 16 de janeiro. Felipe Pontes – Repórter da Agência Brasil Foto: Marcello Casal JrAgência Brasil