Veja regras para ser instrutor de CNH sem vínculo com autoescola

O Ministério dos Transportes divulgou os requisitos para instrutor autônomo de trânsito. Esses profissionais poderão oferecer serviço de aulas práticas de direção sem vínculo com uma autoescola. A categoria está prevista nas mudanças para obtenção da Carteira Nacional de Habilitação (CNH), que estão em fase de consulta pública até 2 de novembro. Curso Para se tornar um instrutor, é preciso realizar um curso específico. Essa capacitação incluirá aulas com foco no desenvolvimento de habilidades pedagógicas, no conhecimento técnico das leis de trânsito e na condução responsável. Haverá uma prova de avaliação, e os aprovados irão receber certificado de conclusão. O instrutor autônomo deve estar apto a garantir que o aluno observe as normas de mobilidade urbana, condições de segurança, reforçar os conceitos abordados nas aulas teóricas durante a prática, monitorar seu comportamento e oferecer feedback construtivo sobre o desempenho. Autorização Depois de realizar o curso de formação, o instrutor deverá receber autorização do Detran para exercer a atividade. A partir daí, o nome será registrado no Ministério dos Transportes, que manterá uma lista dos instrutores habilitados. Veículo O veículo (carro ou moto) usado nas aulas poderá ser do aluno ou do instrutor e deverá cumprir as condições de segurança previstas no Código de Trânsito Brasileiro (CTB), como estar dentro do limite de anos de fabricação permitido para a frota. É necessário ter uma identificação (como um adesivo, por exemplo) de que o veículo é de ensino. As aulas ministradas pelo instrutor devem ser informadas ao Detran da região. Contratação O modelo permite diferentes opções de contratação para os instrutores. Aqueles que atuam hoje junto à uma autoescola poderão seguir as atividades e, paralelamente, trabalhar de maneira autônoma. Os profissionais serão fiscalizados pelo Detran. Durantes as aulas práticas, devem portar CNH, Credencial de Instrutor ou crachá fornecido pelo órgão competente; Licença de Aprendizagem Veicular e Certificado de Registro e Licenciamento de Veículo. A Carteira de Identificação Profissional de instrutor autônomo será disponibilizada, de forma gratuita, no site da Secretaria Nacional de Trânsito (Senatran), desde que o profissional tenha cumprido todos os requisitos necessários. Novas regras para a CNH A proposta do governo federal de mudar o processo de obtenção da Carteira Nacional de Habilitação (CNH), que desobriga o candidato de frequentar aulas em autoescola e cria a figura do instrutor autônomo, visa modernizar o processo e tornar o documento mais acessível e barato para a população, especialmente nas categorias A (motocicletas) e B (veículos de passeio). O governo estima que o custo para tirar o documento, que hoje chega a R$ 3,2 mil, poderá cair em 80%. Os exames teórico e prático continuarão obrigatórios para a emissão da CNH.
Com reconhecimento nacional, MS poderá captar recursos internacionais para conservar florestas e reduzir emissões de carbono

Mato Grosso do Sul está elegível para certificação e futura comercialização de 86 milhões de toneladas de carbono no bioma Cerrado. O passo importante para tornar o território do Estado, “Carbono Neutro” até 2030, ocorre após reconhecimento e aprovação – na terça-feira (14) – da elegibilidade pela Comissão Nacional para REDD+ (Redução de Emissões por Desmatamento e Degradação Florestal / CONAREDD+), do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima. Com isso, o Estado passa a estar oficialmente habilitado a captar recursos internacionais voltados à conservação das florestas e à redução das emissões de gases de efeito estufa. A decisão reconhece a capacidade técnica e de governança ambiental de Mato Grosso do Sul, consolidando o estado entre os protagonistas nacionais na implementação de políticas de mitigação climática reconhecidas pela Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (UNFCCC). “Essa decisão reconhece a capacidade técnica, jurídica e institucional do Governo do Estado, por meio da Semadesc, para coordenar o programa jurisdicional de REDD+ no território sul-mato-grossense”, afirmou o secretário Jaime Verruck, da Semadesc (Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação). O Governo do Estado vai realizar o chamamento para parceria e iniciar o processo de verificação e certificação dos créditos gerados pela redução de desmatamento e degradação. “É justamente nesse movimento que o Estado avança agora. Não apenas com esses créditos do Cerrado, mas incorporando todo o território estadual em um chamamento público para estruturar o REDD+ jurisdicional. Nossa expectativa é de que, apenas em créditos de REDD+, o potencial esteja na casa de R$ 1 bilhão”, disse o secretário adjunto da Semadesc, Artur Falcette. O Estado também avança em um projeto voltado à restauração de áreas dentro das unidades de conservação estaduais. “Isso traz outro potencial relevante, que está sendo calculado. É importante lembrar que os recursos do REDD+ seguem um sistema de repartição de benefícios. Todos os entes da sociedade que contribuíram, direta ou indiretamente, para o desempenho desses créditos poderão acessar, conforme a governança criada, os recursos obtidos com a venda. Estamos estruturando esse modelo e o chamamento público deve ocorrer ainda este ano, para que o projeto avance em 2026”, finalizou. Reconhecimento do CONAREDD+ A resolução de oficialização da elegibilidade pelo CONAREDD+ será publicada nos próximos dias pelo Ministério do Meio Ambiente. O reconhecimento abrange a redução de emissões provenientes do desmatamento no bioma Cerrado e permitirá à Semadesc conduzir a captação dos recursos de REDD+ em nome do Estado. Na mesma reunião, também foi aprovada a elegibilidade do estado de Goiás. Com base em políticas públicas consolidadas, sistemas de monitoramento e salvaguardas socioambientais já em operação, Mato Grosso do Sul demonstrou estar preparado para acessar mecanismos financeiros internacionais com transparência, segurança e legitimidade. O engenheiro florestal Fábio Bolzan, da Secretaria-Executiva de Meio Ambiente da Semadesc, foi responsável pela defesa da proposta sul-mato-grossense durante a 6ª Reunião Ordinária da CONAREDD+. Ele destacou que o resultado é fruto de mais de um ano de trabalho técnico coordenado pela Semadesc, com apoio do Earth Inovation Institute. “Cumprimos todas as exigências legais e técnicas necessárias para organizar a estrutura do REDD+ institucional em Mato Grosso do Sul”, disse. A submissão reforçou a relevância ambiental do Estado, que abriga três biomas: Cerrado (62,2%), Pantanal (27,3%) e Mata Atlântica (10,5%). São mais de 110 mil km² de vegetação nativa remanescente, essenciais para a regulação do clima e para a oferta de serviços ecossistêmicos. No CONAREDD+, Mato Grosso do Sul comprovou que reduziu suas emissões de forma consistente, deixando o uso da terra como principal fonte e avançando rumo a um modelo sustentável de desenvolvimento. Marcelo Armôa, SemadescFoto: Arquivo/Secom
Governo acerta com empresa chinesa para produção de insulina no Brasil

Uma parceria firmada entre o Ministério da Saúde e biofarmacêutica chinesa Gan & Lee Pharmaceuticals vai tornar possível a produção nacional da insulina glargina, que tem ação prolongada e é usada no tratamento do diabetes tipo 1 e 2. A parceria, assinada pelo ministro Alexandre Padilha, reúne Bio-Manguinhos (Fiocruz), Biomm e a Gan & Lee, com previsão inicial de produzir 20 milhões de frascos para abastecimento do Sistema Único de Saúde (SUS). Transferência de tecnologia O acordo estabelece, inclusive, transferência de tecnologia e cooperação científica para o Brasil. Segundo o Ministério da Saúde, a parceria é estratégica para reduzir a dependência externa de insulinas e ampliar a oferta do medicamento no sistema público de saúde. O governo acrescentou que, inicialmente, o envase e a rotulagem ocorrerão no Brasil sob supervisão da Biomm, com uso de insumo farmacêutico ativo (IFA) importado da Gan & Lee. Depois, o produto passará a ser fabricado no país, no Centro Tecnológico em Insumos Estratégicos (CTIE) da Fiocruz, em Eusébio (CE). O ministro da Saúde considera que há um empenho dos governos do Brasil e da China para que essa parceria seja produtiva e capaz de gerar conhecimento conjunto a fim de garantir mais medicamentos ao povo brasileiro. Economia O governo entende que a parceria vai fortalecer a cadeia nacional de insumos estratégicos, com efeitos multiplicadores em fornecedores, logística, insumos químicos e biotecnologia. O acordo ainda deve gerar economia para o SUS, já que a produção nacional deve reduzir custos logísticos e de importação. A vice-presidente da Fiocruz, Priscila Ferraz, também assinou o acordo e defendeu que a iniciativa vai ampliar possibilidades de tratamento de doenças importantes para a saúde pública como cânceres e doenças autoimunes. “A insulina glargina já é utilizada na China há mais de 20 anos e essa cooperação abre novas possibilidades de desenvolvimento tecnológico e de estudos clínicos”, destacou, em divulgação do governo. Produto O governo informou que essa insulina glargina já é comercializada em mais de 30 países e deve impulsionar a produção local de medicamentos estratégicos. O objetivo é ainda que a parceria colabore no desenvolvimento de pesquisas e produtos para tratamento de cânceres, diabetes, obesidades e doenças autoimunes no SUS, além de reforçar estudos clínicos no Brasil. Tratamento da obesidade O diretor da empresa chinesa, Wei Chen, disse ao governo brasileiro que o acordo simboliza um novo patamar de cooperação tecnológica. “Acreditamos que este projeto será um modelo de colaboração internacional, capaz de incentivar novas alianças entre empresas chinesas e brasileiras.” A ideia, segundo Chen, é contribuir para que mais pacientes tenham acesso a terapias seguras e modernas. Outro exemplo de resultado do acordo é a possibilidade de desenvolvimento de pesquisas e medicamentos análogos ao hormônio GLP-1 produzido naturalmente no intestino que ajuda a regular o apetite, a glicose no sangue e a saciedade. Esses medicamentos imitam o hormônio para o tratamento de diabetes tipo 2 e obesidade. Luiz Claudio Ferreira – Repórter da Agência Brasil
Ventania causa apagão em bairros de Campo Grande, informa Energisa

Rajadas de vento que chegaram a 54,7 km/h, registradas pelo Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) na noite de quarta-feira (9), provocaram interrupções no fornecimento de energia elétrica em bairros de Campo Grande, segundo informou a Energisa. De acordo com a concessionária, o problema começou por volta das 21h30, após o avanço de uma frente de ventos que atingiu a capital sul-mato-grossense. Equipes técnicas foram mobilizadas para identificar os danos e restabelecer o serviço, que voltou ao normal por volta das 22h40. A empresa explicou que galhos e objetos levados pelo vento atingiram a rede elétrica, causando o desligamento automático de parte do sistema. “As equipes atuaram de forma imediata e o fornecimento está totalmente normalizado”, informou a Energisa em nota. O Inmet registrou que a ventania ocorreu após um dia de calor intenso, com temperaturas que chegaram a 34°C, e precedeu uma queda para 27°C, com possibilidade de chuvas isoladas. A Defesa Civil orienta que, em dias de ventos fortes, moradores evitem permanecer em áreas abertas, afastem-se de árvores e estruturas metálicas e desliguem aparelhos eletrônicos até a estabilização do fornecimento.
Mato Grosso do Sul decreta situação de emergência por incêndios florestais

O Governo de Mato Grosso do Sul decretou situação de emergência por 180 dias devido ao agravamento dos incêndios florestais que atingem diversas regiões do estado. O decreto foi publicado no Diário Oficial do Estado (DOE-MS) nesta quinta-feira (16) e tem como base o prolongamento da estiagem e o alto risco de queimadas identificado por órgãos técnicos. 🔥 Ações imediatas e abrangência A medida autoriza a mobilização de órgãos públicos, forças de segurança e voluntários para o combate direto às chamas, além de ações de prevenção e mitigação dos danos ambientais e à saúde da população.O decreto também permite dispensar licitações em contratações emergenciais, bem como o uso temporário de propriedades particulares em casos de risco público, mediante indenização posterior. A decisão foi amparada em nota técnica do Cemtec (Centro de Monitoramento do Tempo e do Clima) e em parecer da CEPDEC-MS (Coordenadoria Estadual de Proteção e Defesa Civil), que confirmaram a ocorrência de desastres ambientais registrados no Sistema Integrado de Informações sobre Desastres (S2iD). 🌎 Contexto climático O Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima já havia reconhecido, em fevereiro de 2025, o Estado de Emergência Ambiental para as mesorregiões Centro-Norte, Leste, Pantanais Sul e Sudoeste do estado. A Portaria GM/MMA nº 1.327 determinou o período de emergência de março a dezembro de 2025, reforçando a necessidade de medidas conjuntas entre União e estados. 🤝 Mobilização e campanhas O decreto estadual autoriza ainda a realização de campanhas de arrecadação de recursos e doações, além do uso de voluntários em ações de resposta, reabilitação e reconstrução das áreas atingidas. De acordo com o Governo, as medidas emergenciais visam garantir agilidade na contenção dos focos de incêndio, preservar vidas e reduzir os impactos sobre biomas sensíveis como o Pantanal e o Cerrado sul-mato-grossense, duramente afetados pela seca e pelas altas temperaturas.
Vacina nacional contra covid deve chegar ao SUS no 1º semestre de 2026

A primeira vacina contra a covid-19 totalmente nacional, chamada SpiN-TEC, deve estar disponível para a população via Sistema Único de Saúde (SUS) no primeiro semestre do ano que vem. A informação foi divulgada nesta quinta-feira (16) pela ministra da Ciência, Tecnologia e Inovação, Luciana Santos. Desenvolvida pelo Centro de Tecnologia de Vacinas da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), a dose conta com recursos do Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico. O ministério investiu R$ 140 milhões, por meio da RedeVírus, apoiando desde ensaios pré-clínicos até as fases clínicas 1, 2 e 3. Em entrevista a emissoras de rádio durante o programa Bom Dia, Ministra, produzido pelo Empresa Brasil de Comunicação (EBC), Luciana lembrou que o imunizante está em fase final de estudos – no início do mês, o Brasil publicou o primeiro artigo científico sobre testes de segurança que mostram que a vacina é segura. “Já vamos dar entrada na Anvisa [Agência Nacional de Vigilância Sanitária] para poder fazer a validação dessa vacina. Quem está fazendo a compra tecnológica é uma empresa também brasileira, a Libbs. Estive ontem (15) com eles, em São Paulo. Vão fazer o IFA [insumo farmacêutico ativo]. E quem vai envasar é outra empresa brasileira de Minas Gerais. É um orgulho nacional.”
Campo Grande deixará de oferecer ensino médio na rede municipal a partir de 2026

Escola Agrícola Arnaldo Estevão de Figueiredo será administrada pelo Governo do Estado; mudança deve impactar corpo docente e gestão da unidade A partir de 2026, Campo Grande deixará oficialmente de oferecer ensino médio pela Rede Municipal de Ensino (Reme). A mudança ocorre com a transferência da gestão da Escola Municipal Agrícola Arnaldo Estevão de Figueiredo, localizada na MS-040, para a responsabilidade do Governo de Mato Grosso do Sul. Atualmente, a escola é a única da Capital a ofertar turmas de ensino médio. Fundada há 40 anos, a instituição se tornou referência na educação rural, formando alunos com certificação técnica ao final do curso. Com a alteração, as turmas do 1º ao 3º ano do ensino médio passarão a ser administradas pela Secretaria de Estado de Educação (SED), atendendo a um pedido da Prefeitura de Campo Grande. “A gestão do município procurou o Governo do Estado, em especial a Secretaria de Estado de Educação, solicitando apoio para que sejam assumidas as turmas de ensino médio da referida unidade escolar”, informou a SED em nota. De acordo com a secretaria, as atividades continuarão no mesmo local, sem mudanças na logística para os estudantes. A SED também afirmou que as tratativas ainda estão em andamento. 📚 Impactos na rede e no corpo docente A mudança deve impactar a lotação dos professores e a gestão pedagógica da unidade. Parte dos docentes deve ser realocada para outras escolas municipais. Segundo o presidente da ACP (Sindicato Campo-Grandense dos Profissionais da Educação Pública), Gilvano Bronzoni, a transição está de acordo com a Constituição Federal, que estabelece que a educação infantil e o ensino fundamental são de responsabilidade dos municípios, enquanto o ensino médio cabe à rede estadual. “Essa divisão impacta diretamente financiamento, estrutura e gestão. A ACP defende uma escola pública de qualidade e valorizada, com atuação articulada entre as esferas de governo para garantir avanços reais para a categoria e para a população”, destacou Bronzoni. O dirigente afirmou ainda que solicitou uma reunião com a Semed (Secretaria Municipal de Educação) para discutir alternativas e preservar o modelo pedagógico da escola. “Queremos preservar o modelo pedagógico e os serviços oferecidos hoje”, completou. 🏫 Panorama da rede de ensino em Campo Grande Atualmente, Campo Grande possui 205 escolas municipais e 70 estaduais. Com a transferência da Escola Agrícola, o ensino médio na Capital ficará integralmente sob a responsabilidade da Rede Estadual de Ensino (REE).
Deputados aprovam criação do Protocolo Antirracista em Mato Grosso do Sul

Medida busca fortalecer ações de prevenção, acolhimento e combate ao racismo em locais de grande circulação de pessoas Os deputados estaduais de Mato Grosso do Sul aprovaram, em segunda discussão, o Projeto de Lei 104/2024, que institui o Protocolo Sul-Mato-Grossense Antirracista. A proposta, de autoria da deputada Gleice Jane (PT), tem como objetivo incentivar ações de sensibilização, prevenção e acolhimento às vítimas de injúria racial e racismo em espaços públicos e privados com grande fluxo de pessoas. Segundo a parlamentar, a iniciativa busca criar ambientes mais seguros e acolhedores. “A ideia é que os estabelecimentos possam oferecer capacitação aos servidores e um espaço de acolhimento para as vítimas. A gente precisa de um Estado seguro, e ampliar esse debate fortalece uma política de proteção às pessoas negras, indígenas e imigrantes”, destacou Gleice Jane. O texto agora segue para votação em redação final. Na mesma sessão, os parlamentares também aprovaram, em primeira discussão, o Projeto de Lei 172/2025, apresentado pelo presidente da Assembleia Legislativa, deputado Gerson Claro (PP). A proposta altera a Lei 5.806/2021, que criou o Programa Estadual CNH MS Social, permitindo o uso de recursos provenientes de multas de trânsito para o custeio do programa. Além disso, o plenário votou em bloco 19 projetos de homenagens, concedendo títulos de Cidadão Sul-Mato-Grossense e Comendas do Mérito Legislativo a personalidades que contribuíram com o desenvolvimento do Estado.
UEMS e Receita Federal iniciam parceria para reaproveitamento de lixo eletrônico em projetos educacionais

A Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul (UEMS), por meio do Centro de Pesquisas em Materiais (CEPEMAT), reforçou parceria firmada com a Alfândega da Receita Federal do Brasil em Mundo Novo. No dia 6 de outubro de 2025, reunião envolvendo representantes das duas instituições iniciou as tratativas para a utilização de resíduos eletrônicos. A ideia é aproveitar mercadorias eletrônicas apreendidas pela Receita Federal para execução de projetos na área da robótica. Participaram da reunião o doutorando Paulo Sidnei Stringhini Junior, professores da UEMS, Rony Gonçalves e Aguinaldo Lenine Alves, o delegado titular da Alfândega da Receita Federal do Brasil em Mundo Novo, Thiago André Hering, além do gerente da Unidade Universitária de Mundo Novo, Leandro Marra. O professor Aguinaldo Lenine Alves explica que o CEPEMAT desenvolve ações que unem ciência, sustentabilidade e responsabilidade social, transformando resíduos em oportunidades de ensino e pesquisa. Segundo o docente, o que antes era considerado descarte agora se transforma em ferramenta de aprendizado. “Os lixos eletrônicos que a Receita apreende — placas, TVs, computadores — para eles são resíduos. Para nós da UEMS, esse material vira material de ensino na robótica, nas escolas. É um descarte para a Receita, mas para nós é um material de estudo”, destaca. A iniciativa tem forte impacto ambiental e educacional. “Para o meio ambiente é interessantíssimo, porque o material vai ser reaproveitado. A parte do lixo eletrônico se transforma em matéria-prima para desenvolver robôs para as escolas. É um reaproveitamento, e nada disso vai para o descarte”, explica o professor. O trabalho também contribui significativamente para reduzir o acúmulo de materiais nos depósitos públicos. Em vez de serem descartados ou incinerados, os itens apreendidos pela Receita Federal passam a ser reaproveitados em projetos sociais e educacionais, especialmente nas atividades de robótica desenvolvidas pela UEMS, promovendo assim uma destinação sustentável e de impacto social positivo. Além do lixo eletrônico, o CEPEMAT também tem se destacado por projetos inovadores que envolvem o reaproveitamento de filtros de cigarro — resíduos produzidos em larga escala e de difícil destinação. Reconhecimento Essas experiências de reaproveitamento sustentável ganharão visibilidade nacional durante o III Congresso de Direito Tributário e Aduaneiro da Receita Federal do Brasil, que será realizado nos dias 29 e 30 de outubro de 2025, em Brasília (DF). O evento reunirá especialistas e representantes de diversas instituições para discutir o tema “Sustentabilidade, Cooperação, Cidadania e Inovação” na Administração Tributária, com foco na transformação digital e no fortalecimento do diálogo entre o fisco e a sociedade. Durante o evento, será realizada uma exposição nacional em Brasília, organizada pela Receita Federal, que apresentará diferentes iniciativas de reaproveitamento e transformação de materiais apreendidos. Entre os destaques, estarão a telha-sanduíche desenvolvida pelo CEPEMAT e um artigo científico produzido pela equipe da UEMS, ambos representando os resultados das pesquisas e práticas sustentáveis conduzidas pela Universidade. A participação da instituição na mostra reforça o reconhecimento nacional do trabalho realizado na área de inovação, sustentabilidade e cooperação entre ciência e sociedade. Comunicação UEMS
Lote extra de R$ 1,5 bi do abono salarial será pago nesta quarta-feira

Cerca de 1,6 milhão de trabalhadores com inconsistência nos dados enviados pelos empregadores que trabalharam de carteira assinada por pelo menos 30 dias em 2023 e com salário de até dois mínimos receberão um dinheiro extra. O governo federal inicia nesta quarta-feira (15) o pagamento de lote extra de R$ 1,5 bilhão do abono salarial do Programa de Integração Social (PIS) e do Programa de Formação do Patrimônio do Servidor Público (Pasep). A medida beneficia trabalhadores que ficaram de fora do calendário regular por falhas ou atrasos no envio de informações pelos empregadores à Relação Anual de Informações Sociais (Rais) ou ao e-Social. Segundo o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), o lote extraordinário foi autorizado pela Resolução Codefat nº 1.013/2025, que permitiu a correção dos dados pelas empresas até 20 de junho. Os pagamentos variam de R$ 126,50 a R$ 1.518,00, conforme o número de meses trabalhados em 2023, ano-base para o cálculo do benefício. Os recursos ficarão disponíveis para saque até 29 de dezembro de 2025. Quem tem direito Está inscrito no PIS/Pasep ou no CNIS há pelo menos cinco anos; Trabalhou com carteira assinada por, no mínimo, 30 dias em 2023; Recebeu remuneração média de até dois salários mínimos no período; Teve seus dados informados corretamente pelo empregador na Rais ou no eSocial; O lote extra contempla apenas trabalhadores que atendiam aos critérios gerais, mas tiveram as informações corrigidas e reenviadas até junho deste ano. Não têm direito ao abono salarial Empregados domésticos; Trabalhadores rurais e urbanos contratados por pessoa física; Empregados de pessoa física equiparada a jurídica. Como consultar se você vai receber Aplicativo Carteira de Trabalho Digital: basta acessar com CPF e senha do gov.br, ir até a aba “Benefícios” e selecionar “Abono Salarial”; Central Alô Trabalho (158): atendimento gratuito; Aplicativos Caixa Trabalhador e Caixa Tem, para trabalhadores da iniciativa privada. Como será feito o pagamento Para quem recebe PIS (trabalhadores da iniciativa privada): Crédito automático para quem tem conta na Caixa Econômica Federal; Poupança Social Digital acessada pelo Caixa Tem; Saque com Cartão Cidadão em terminais, lotéricas e correspondentes Caixa Aqui; Saque presencial nas agências da Caixa com documento de identificação. Para quem recebe Pasep (servidores públicos e trabalhadores de estatais) Crédito em conta corrente no Banco do Brasil (BB); Transferência via TED ou PIX para outras instituições; Saque presencial nas agências do BB. Prazo e recursos O saque pode ser feito até 29 de dezembro de 2025. Quem acredita ter direito, mas não foi incluído no lote, pode registrar recurso diretamente no aplicativo Carteira de Trabalho Digital. Dúvidas podem ser esclarecidas pelo telefone 158 (Alô Trabalho), pelo e-mail trabalho.uf@economia.gov.br (substituindo “uf” pela sigla do estado) ou nas superintendências regionais do Trabalho.