Ventania causa apagão em bairros de Campo Grande, informa Energisa

Rajadas de vento que chegaram a 54,7 km/h, registradas pelo Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) na noite de quarta-feira (9), provocaram interrupções no fornecimento de energia elétrica em bairros de Campo Grande, segundo informou a Energisa. De acordo com a concessionária, o problema começou por volta das 21h30, após o avanço de uma frente de ventos que atingiu a capital sul-mato-grossense. Equipes técnicas foram mobilizadas para identificar os danos e restabelecer o serviço, que voltou ao normal por volta das 22h40. A empresa explicou que galhos e objetos levados pelo vento atingiram a rede elétrica, causando o desligamento automático de parte do sistema. “As equipes atuaram de forma imediata e o fornecimento está totalmente normalizado”, informou a Energisa em nota. O Inmet registrou que a ventania ocorreu após um dia de calor intenso, com temperaturas que chegaram a 34°C, e precedeu uma queda para 27°C, com possibilidade de chuvas isoladas. A Defesa Civil orienta que, em dias de ventos fortes, moradores evitem permanecer em áreas abertas, afastem-se de árvores e estruturas metálicas e desliguem aparelhos eletrônicos até a estabilização do fornecimento.
Mato Grosso do Sul decreta situação de emergência por incêndios florestais

O Governo de Mato Grosso do Sul decretou situação de emergência por 180 dias devido ao agravamento dos incêndios florestais que atingem diversas regiões do estado. O decreto foi publicado no Diário Oficial do Estado (DOE-MS) nesta quinta-feira (16) e tem como base o prolongamento da estiagem e o alto risco de queimadas identificado por órgãos técnicos. 🔥 Ações imediatas e abrangência A medida autoriza a mobilização de órgãos públicos, forças de segurança e voluntários para o combate direto às chamas, além de ações de prevenção e mitigação dos danos ambientais e à saúde da população.O decreto também permite dispensar licitações em contratações emergenciais, bem como o uso temporário de propriedades particulares em casos de risco público, mediante indenização posterior. A decisão foi amparada em nota técnica do Cemtec (Centro de Monitoramento do Tempo e do Clima) e em parecer da CEPDEC-MS (Coordenadoria Estadual de Proteção e Defesa Civil), que confirmaram a ocorrência de desastres ambientais registrados no Sistema Integrado de Informações sobre Desastres (S2iD). 🌎 Contexto climático O Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima já havia reconhecido, em fevereiro de 2025, o Estado de Emergência Ambiental para as mesorregiões Centro-Norte, Leste, Pantanais Sul e Sudoeste do estado. A Portaria GM/MMA nº 1.327 determinou o período de emergência de março a dezembro de 2025, reforçando a necessidade de medidas conjuntas entre União e estados. 🤝 Mobilização e campanhas O decreto estadual autoriza ainda a realização de campanhas de arrecadação de recursos e doações, além do uso de voluntários em ações de resposta, reabilitação e reconstrução das áreas atingidas. De acordo com o Governo, as medidas emergenciais visam garantir agilidade na contenção dos focos de incêndio, preservar vidas e reduzir os impactos sobre biomas sensíveis como o Pantanal e o Cerrado sul-mato-grossense, duramente afetados pela seca e pelas altas temperaturas.
Vacina nacional contra covid deve chegar ao SUS no 1º semestre de 2026

A primeira vacina contra a covid-19 totalmente nacional, chamada SpiN-TEC, deve estar disponível para a população via Sistema Único de Saúde (SUS) no primeiro semestre do ano que vem. A informação foi divulgada nesta quinta-feira (16) pela ministra da Ciência, Tecnologia e Inovação, Luciana Santos. Desenvolvida pelo Centro de Tecnologia de Vacinas da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), a dose conta com recursos do Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico. O ministério investiu R$ 140 milhões, por meio da RedeVírus, apoiando desde ensaios pré-clínicos até as fases clínicas 1, 2 e 3. Em entrevista a emissoras de rádio durante o programa Bom Dia, Ministra, produzido pelo Empresa Brasil de Comunicação (EBC), Luciana lembrou que o imunizante está em fase final de estudos – no início do mês, o Brasil publicou o primeiro artigo científico sobre testes de segurança que mostram que a vacina é segura. “Já vamos dar entrada na Anvisa [Agência Nacional de Vigilância Sanitária] para poder fazer a validação dessa vacina. Quem está fazendo a compra tecnológica é uma empresa também brasileira, a Libbs. Estive ontem (15) com eles, em São Paulo. Vão fazer o IFA [insumo farmacêutico ativo]. E quem vai envasar é outra empresa brasileira de Minas Gerais. É um orgulho nacional.”
Campo Grande deixará de oferecer ensino médio na rede municipal a partir de 2026

Escola Agrícola Arnaldo Estevão de Figueiredo será administrada pelo Governo do Estado; mudança deve impactar corpo docente e gestão da unidade A partir de 2026, Campo Grande deixará oficialmente de oferecer ensino médio pela Rede Municipal de Ensino (Reme). A mudança ocorre com a transferência da gestão da Escola Municipal Agrícola Arnaldo Estevão de Figueiredo, localizada na MS-040, para a responsabilidade do Governo de Mato Grosso do Sul. Atualmente, a escola é a única da Capital a ofertar turmas de ensino médio. Fundada há 40 anos, a instituição se tornou referência na educação rural, formando alunos com certificação técnica ao final do curso. Com a alteração, as turmas do 1º ao 3º ano do ensino médio passarão a ser administradas pela Secretaria de Estado de Educação (SED), atendendo a um pedido da Prefeitura de Campo Grande. “A gestão do município procurou o Governo do Estado, em especial a Secretaria de Estado de Educação, solicitando apoio para que sejam assumidas as turmas de ensino médio da referida unidade escolar”, informou a SED em nota. De acordo com a secretaria, as atividades continuarão no mesmo local, sem mudanças na logística para os estudantes. A SED também afirmou que as tratativas ainda estão em andamento. 📚 Impactos na rede e no corpo docente A mudança deve impactar a lotação dos professores e a gestão pedagógica da unidade. Parte dos docentes deve ser realocada para outras escolas municipais. Segundo o presidente da ACP (Sindicato Campo-Grandense dos Profissionais da Educação Pública), Gilvano Bronzoni, a transição está de acordo com a Constituição Federal, que estabelece que a educação infantil e o ensino fundamental são de responsabilidade dos municípios, enquanto o ensino médio cabe à rede estadual. “Essa divisão impacta diretamente financiamento, estrutura e gestão. A ACP defende uma escola pública de qualidade e valorizada, com atuação articulada entre as esferas de governo para garantir avanços reais para a categoria e para a população”, destacou Bronzoni. O dirigente afirmou ainda que solicitou uma reunião com a Semed (Secretaria Municipal de Educação) para discutir alternativas e preservar o modelo pedagógico da escola. “Queremos preservar o modelo pedagógico e os serviços oferecidos hoje”, completou. 🏫 Panorama da rede de ensino em Campo Grande Atualmente, Campo Grande possui 205 escolas municipais e 70 estaduais. Com a transferência da Escola Agrícola, o ensino médio na Capital ficará integralmente sob a responsabilidade da Rede Estadual de Ensino (REE).
Deputados aprovam criação do Protocolo Antirracista em Mato Grosso do Sul

Medida busca fortalecer ações de prevenção, acolhimento e combate ao racismo em locais de grande circulação de pessoas Os deputados estaduais de Mato Grosso do Sul aprovaram, em segunda discussão, o Projeto de Lei 104/2024, que institui o Protocolo Sul-Mato-Grossense Antirracista. A proposta, de autoria da deputada Gleice Jane (PT), tem como objetivo incentivar ações de sensibilização, prevenção e acolhimento às vítimas de injúria racial e racismo em espaços públicos e privados com grande fluxo de pessoas. Segundo a parlamentar, a iniciativa busca criar ambientes mais seguros e acolhedores. “A ideia é que os estabelecimentos possam oferecer capacitação aos servidores e um espaço de acolhimento para as vítimas. A gente precisa de um Estado seguro, e ampliar esse debate fortalece uma política de proteção às pessoas negras, indígenas e imigrantes”, destacou Gleice Jane. O texto agora segue para votação em redação final. Na mesma sessão, os parlamentares também aprovaram, em primeira discussão, o Projeto de Lei 172/2025, apresentado pelo presidente da Assembleia Legislativa, deputado Gerson Claro (PP). A proposta altera a Lei 5.806/2021, que criou o Programa Estadual CNH MS Social, permitindo o uso de recursos provenientes de multas de trânsito para o custeio do programa. Além disso, o plenário votou em bloco 19 projetos de homenagens, concedendo títulos de Cidadão Sul-Mato-Grossense e Comendas do Mérito Legislativo a personalidades que contribuíram com o desenvolvimento do Estado.
UEMS e Receita Federal iniciam parceria para reaproveitamento de lixo eletrônico em projetos educacionais

A Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul (UEMS), por meio do Centro de Pesquisas em Materiais (CEPEMAT), reforçou parceria firmada com a Alfândega da Receita Federal do Brasil em Mundo Novo. No dia 6 de outubro de 2025, reunião envolvendo representantes das duas instituições iniciou as tratativas para a utilização de resíduos eletrônicos. A ideia é aproveitar mercadorias eletrônicas apreendidas pela Receita Federal para execução de projetos na área da robótica. Participaram da reunião o doutorando Paulo Sidnei Stringhini Junior, professores da UEMS, Rony Gonçalves e Aguinaldo Lenine Alves, o delegado titular da Alfândega da Receita Federal do Brasil em Mundo Novo, Thiago André Hering, além do gerente da Unidade Universitária de Mundo Novo, Leandro Marra. O professor Aguinaldo Lenine Alves explica que o CEPEMAT desenvolve ações que unem ciência, sustentabilidade e responsabilidade social, transformando resíduos em oportunidades de ensino e pesquisa. Segundo o docente, o que antes era considerado descarte agora se transforma em ferramenta de aprendizado. “Os lixos eletrônicos que a Receita apreende — placas, TVs, computadores — para eles são resíduos. Para nós da UEMS, esse material vira material de ensino na robótica, nas escolas. É um descarte para a Receita, mas para nós é um material de estudo”, destaca. A iniciativa tem forte impacto ambiental e educacional. “Para o meio ambiente é interessantíssimo, porque o material vai ser reaproveitado. A parte do lixo eletrônico se transforma em matéria-prima para desenvolver robôs para as escolas. É um reaproveitamento, e nada disso vai para o descarte”, explica o professor. O trabalho também contribui significativamente para reduzir o acúmulo de materiais nos depósitos públicos. Em vez de serem descartados ou incinerados, os itens apreendidos pela Receita Federal passam a ser reaproveitados em projetos sociais e educacionais, especialmente nas atividades de robótica desenvolvidas pela UEMS, promovendo assim uma destinação sustentável e de impacto social positivo. Além do lixo eletrônico, o CEPEMAT também tem se destacado por projetos inovadores que envolvem o reaproveitamento de filtros de cigarro — resíduos produzidos em larga escala e de difícil destinação. Reconhecimento Essas experiências de reaproveitamento sustentável ganharão visibilidade nacional durante o III Congresso de Direito Tributário e Aduaneiro da Receita Federal do Brasil, que será realizado nos dias 29 e 30 de outubro de 2025, em Brasília (DF). O evento reunirá especialistas e representantes de diversas instituições para discutir o tema “Sustentabilidade, Cooperação, Cidadania e Inovação” na Administração Tributária, com foco na transformação digital e no fortalecimento do diálogo entre o fisco e a sociedade. Durante o evento, será realizada uma exposição nacional em Brasília, organizada pela Receita Federal, que apresentará diferentes iniciativas de reaproveitamento e transformação de materiais apreendidos. Entre os destaques, estarão a telha-sanduíche desenvolvida pelo CEPEMAT e um artigo científico produzido pela equipe da UEMS, ambos representando os resultados das pesquisas e práticas sustentáveis conduzidas pela Universidade. A participação da instituição na mostra reforça o reconhecimento nacional do trabalho realizado na área de inovação, sustentabilidade e cooperação entre ciência e sociedade. Comunicação UEMS
Lote extra de R$ 1,5 bi do abono salarial será pago nesta quarta-feira

Cerca de 1,6 milhão de trabalhadores com inconsistência nos dados enviados pelos empregadores que trabalharam de carteira assinada por pelo menos 30 dias em 2023 e com salário de até dois mínimos receberão um dinheiro extra. O governo federal inicia nesta quarta-feira (15) o pagamento de lote extra de R$ 1,5 bilhão do abono salarial do Programa de Integração Social (PIS) e do Programa de Formação do Patrimônio do Servidor Público (Pasep). A medida beneficia trabalhadores que ficaram de fora do calendário regular por falhas ou atrasos no envio de informações pelos empregadores à Relação Anual de Informações Sociais (Rais) ou ao e-Social. Segundo o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), o lote extraordinário foi autorizado pela Resolução Codefat nº 1.013/2025, que permitiu a correção dos dados pelas empresas até 20 de junho. Os pagamentos variam de R$ 126,50 a R$ 1.518,00, conforme o número de meses trabalhados em 2023, ano-base para o cálculo do benefício. Os recursos ficarão disponíveis para saque até 29 de dezembro de 2025. Quem tem direito Está inscrito no PIS/Pasep ou no CNIS há pelo menos cinco anos; Trabalhou com carteira assinada por, no mínimo, 30 dias em 2023; Recebeu remuneração média de até dois salários mínimos no período; Teve seus dados informados corretamente pelo empregador na Rais ou no eSocial; O lote extra contempla apenas trabalhadores que atendiam aos critérios gerais, mas tiveram as informações corrigidas e reenviadas até junho deste ano. Não têm direito ao abono salarial Empregados domésticos; Trabalhadores rurais e urbanos contratados por pessoa física; Empregados de pessoa física equiparada a jurídica. Como consultar se você vai receber Aplicativo Carteira de Trabalho Digital: basta acessar com CPF e senha do gov.br, ir até a aba “Benefícios” e selecionar “Abono Salarial”; Central Alô Trabalho (158): atendimento gratuito; Aplicativos Caixa Trabalhador e Caixa Tem, para trabalhadores da iniciativa privada. Como será feito o pagamento Para quem recebe PIS (trabalhadores da iniciativa privada): Crédito automático para quem tem conta na Caixa Econômica Federal; Poupança Social Digital acessada pelo Caixa Tem; Saque com Cartão Cidadão em terminais, lotéricas e correspondentes Caixa Aqui; Saque presencial nas agências da Caixa com documento de identificação. Para quem recebe Pasep (servidores públicos e trabalhadores de estatais) Crédito em conta corrente no Banco do Brasil (BB); Transferência via TED ou PIX para outras instituições; Saque presencial nas agências do BB. Prazo e recursos O saque pode ser feito até 29 de dezembro de 2025. Quem acredita ter direito, mas não foi incluído no lote, pode registrar recurso diretamente no aplicativo Carteira de Trabalho Digital. Dúvidas podem ser esclarecidas pelo telefone 158 (Alô Trabalho), pelo e-mail trabalho.uf@economia.gov.br (substituindo “uf” pela sigla do estado) ou nas superintendências regionais do Trabalho.
Taxação de bets, bancos e bilionários só é injusta para desinformados

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, disse nesta terça-feira (14) que a chamada tributação BBB, que taxa bancos, rendimentos de aplicações financeiras e apostas esportivas, “só é injusta na cabeça de pessoas desinformadas sobre o que está acontecendo no Brasil”. “Sem querer maldizer qualquer atividade econômica que tem amparo legal. Não é disso que se trata. São atividades reguladas. Mas nós temos que buscar que essas atividades correspondam, em relação à tributação, com aquilo que é o padrão da economia brasileira”, avaliou. Durante audiência pública na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado, Haddad lembrou que ninguém acha injusto sobretaxar cigarro ou bebida alcoólica e que “setores que produzem externalidades muito negativas para a sociedade” são sobretaxados no mundo inteiro. “O Brasil é até tímido na sobretaxação. Em determinados países, é quase inacessível você comprar uma bebida alcoólica”, disse, ao citar, como exemplo, a Escandinávia. “Você vai pagar caro porque todo cidadão lá entende que essas atividades precisam ter um outro tipo de regulação”. “É a maneira correta de combater tabagismo, alcoolismo, dependência psicológica. Não necessariamente proibir porque, às vezes, tem coisas que são difíceis de proibir. Embora, no caso das bets, tenhamos tecnologia hoje para, se essa queda de braço continuar, ir para um embate mais firme com o setor”, completou. Para o ministro, as bets, por exemplo, têm que dar algum tipo de contribuição para o que ele chamou de efeitos colaterais de um entretenimento que pode gerar dependência. “Não é ir a um parque de diversão ou a um show. É um outro tipo de entretenimento, que gera dependência, tem que ser tratado dessa maneira”. “Não é demonizar. É dar o nome à coisa. Sem nenhum tipo de dificuldade”, concluiu. Paula Laboissière – Repórter da Agência Brasil Foto: Lula Marques/ Agência Brasil.
Campo Grande realiza Dia D da Multivacinação neste sábado

A campanha nacional de multivacinação terá seu Dia D neste sábado (18), em Campo Grande. A ação faz parte do esforço conjunto do Ministério da Saúde e da Secretaria Municipal de Saúde (Sesau) para ampliar a cobertura vacinal, especialmente entre crianças e adolescentes de até 15 anos. Segundo a Sesau, dois pontos de vacinação estarão abertos à população: Para se vacinar, é necessário apresentar um documento pessoal. A equipe de saúde verificará no Prontuário Eletrônico do Cidadão (PEC) quais vacinas estão pendentes. No caso de crianças e adolescentes, recomenda-se levar a caderneta de vacinação, embora não seja obrigatória. 📅 Campanha segue até o fim de outubro A multivacinação começou em 6 de outubro e segue até o dia 31 em todo o estado. O foco é a atualização das vacinas previstas no Calendário Nacional de Vacinação 2025, incluindo imunizantes contra poliomielite, HPV, febre amarela, sarampo, influenza e covid-19. O gerente de imunização da Secretaria de Estado de Saúde, Frederico Moraes, reforça que todos os municípios estão abastecidos. “A campanha vem em boa hora, pois há risco de reintrodução do sarampo em razão de casos registrados em países vizinhos”, alertou. 💉 Doses disponíveis Entre os imunizantes ofertados estão:BCG, Hepatite B, Penta (DTP/Hib/HB), Poliomielite, Rotavírus, Pneumocócica 10-valente, Meningocócica C e ACWY, Influenza, Covid-19, Febre Amarela, Tríplice Viral (Sarampo, Caxumba e Rubéola), Varicela, DTP, Hepatite A e HPV. Pais e responsáveis também podem acompanhar a situação vacinal das crianças pelo aplicativo Meu SUS Digital, que oferece a Caderneta Digital de Saúde da Criança, com histórico, alertas e lembretes automáticos. “Vacinar é um ato de amor e responsabilidade coletiva. Cada dose aplicada ajuda a proteger toda a comunidade”, reforça a Sesau.
MP investiga ambulâncias novas paradas enquanto prefeitura mantém aluguel no Samu

O Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS) abriu investigação para apurar por que a Prefeitura de Campo Grande mantém contratos de aluguel de ambulâncias para o Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência), mesmo após o recebimento de 12 veículos novos do Ministério da Saúde. Segundo o órgão, o município gasta cerca de R$ 70 mil por mês com cinco viaturas locadas. 🚑 Ambulâncias paradas e vistoria do MPMS Conforme a investigação, seis ambulâncias novas — entregues em duas remessas, uma em dezembro de 2024 e outra em abril de 2025 — permanecem sem uso na base do Samu. Durante uma vistoria técnica, o MP constatou que os veículos estão estacionados e fora de operação, mesmo com a prefeitura mantendo o contrato de locação ativo. O Ministério Público questiona a justificativa apresentada pela prefeitura de que faltam equipes para ativar as novas viaturas. O órgão argumenta que os mesmos profissionais que hoje operam as ambulâncias alugadas poderiam ser realocados para os veículos próprios, o que reduziria despesas públicas e garantiria o uso adequado da frota. Para o MPMS, a situação contraria os princípios da economicidade e da eficiência na administração pública, além de representar risco de deterioração dos veículos novos, que permanecem parados há meses. 🏛️ Prefeitura alega medida emergencial Em nota, a Secretaria Municipal de Saúde (Sesau) afirmou que o aluguel das ambulâncias foi uma ação emergencial para evitar desassistência à população enquanto aguardava a chegada das novas unidades do Ministério da Saúde.Segundo a pasta, metade das viaturas alugadas já foi devolvida, e as novas ambulâncias estão sendo gradualmente integradas ao serviço, à medida que novas equipes são formadas. A prefeitura explicou que as viaturas doadas destinam-se à ampliação da frota de suporte básico, e não à reposição direta das antigas. “As unidades já estão devidamente documentadas e asseguradas. Elas entrarão em operação assim que as novas equipes forem integradas”, informou a Sesau. Ainda conforme a secretaria, o Samu enfrentou um colapso operacional em 2021, quando oito ambulâncias doadas anteriormente precisaram ser desativadas por desgaste e falta de peças. A contratação emergencial teria sido a alternativa encontrada para garantir a continuidade dos atendimentos. ⚖️ Próximos passos da investigação O MPMS deve analisar os contratos de locação, relatórios de manutenção e escalas de trabalho das equipes do Samu. Caso sejam confirmadas irregularidades, o município poderá ser responsabilizado por mau uso de recursos públicos e improbidade administrativa.