Novo presidente do TRE-RJ quer combater candidatos ligados a facções

O desembargador Claudio de Mello Tavares tomou posse nesta semana como novo presidente do Tribunal Regional Eleitoral do Rio (TRE-RJ). Tavares disse que uma das prioridades de sua gestão será o combate a candidaturas ligadas ao crime organizado. O mandato vai até março de 2027. “Não haverá espaço no processo eleitoral do Estado do Rio de Janeiro para candidaturas patrocinadas pelo crime organizado, pelo tráfico de drogas ou pelas milícias. O voto popular é sagrado. Não pode ser comprado, coagido, manipulado”, afirmou, destacando que não “hesitará” em indeferir registros de candidatos com relação direta ou indireta com organizações criminosas. Claudio Tavares foi eleito por aclamação pelos sete membros do Colegiado do Tribunal Eleitoral fluminense para suceder o desembargador Peterson Barroso Simão. “Nenhuma nação se fortalece sem garantir ao cidadão o direito ao voto livre. Livre de pressão, de coerção, do medo. Neste tribunal, defenderemos com rigor o direito de o eleitor escolher seus representantes sem que forças paralelas interfiram na sua decisão. O voto pertence ao eleitor e somente a ele”, destacou. Claudio de Mello Tavares é desembargador do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro (TJRJ) desde 1998. Entre 2017 e 2018, atuou como corregedor-geral da Justiça e foi presidente do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro no biênio 2019-2020. De março a dezembro de 2025, ocupou a vice-presidência e a Corregedoria Regional Eleitoral no estado. Na solenidade, o desembargador Fernando Cerqueira Chagas tomou posse nos cargos de vice-presidente e corregedor regional eleitoral do TRE-RJ. Douglas Corrêa – Repórter da Agência Brasil
Ônibus voltam a circular em Campo Grande após quatro dias de greve

Após quatro dias de paralisação total, os ônibus do transporte coletivo de Campo Grande começaram a retornar às ruas no fim da tarde desta quinta-feira (18). A greve, iniciada na segunda-feira (15), afetou mais de 100 mil passageiros por dia e só foi encerrada após a antecipação de R$ 3,3 milhões de um convênio do Governo do Estado com a Prefeitura, recurso usado para quitar salários e benefícios atrasados dos motoristas. A liberação do serviço ocorreu depois de uma reunião no Tribunal Regional do Trabalho (TRT), que reuniu representantes do Consórcio Guaicurus, da Prefeitura, do Sindicato dos Trabalhadores em Transporte Coletivo Urbano (STTCU) e vereadores. O retorno da frota acontece de forma gradual, conforme explicou o presidente do sindicato, Demétrio Freitas, em razão da logística necessária para reorganizar as equipes. Pagamentos garantidos No acordo firmado no TRT, ficou definido que: O desembargador César Palumbo Fernandes afirmou, durante a reunião, que a multa aplicada ao sindicato deverá ser revista. Descumprimento de decisões judiciais Durante toda a paralisação, o STTCU descumpriu decisões judiciais que determinavam o retorno mínimo de 70% da frota. A Justiça chegou a aplicar multas progressivas, que somaram R$ 520 mil ao sindicato. Mesmo após as determinações do TRT e do Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul (TJMS), o transporte coletivo permaneceu 100% paralisado até o quarto dia de greve. Cronologia da greve Intervenção no Consórcio Guaicurus Na quarta-feira (17), o TJMS determinou que a Prefeitura de Campo Grande inicie, em até 30 dias, o processo de intervenção no transporte coletivo, com: A decisão foi motivada por uma ação popular e embasada em conclusões da CPI do Transporte Coletivo, que apontou: O juiz Eduardo Lacerda Trevisan destacou o risco de prejuízo contínuo à população e a necessidade de intervenção administrativa imediata, além de auditoria independente. O Consórcio Guaicurus informou que recorreu da decisão e que a situação segue sob análise judicial.
Projeto Ártemis avalia genética de pacientes que sofreram AVC

Estudo coordenado pelo Hospital Moinhos de Vento (HMV) e financiado pelo Ministério da Saúde, por meio do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do Sistema Único de Saúde (Proadi-SUS), vai procurar avaliar a genética dos pacientes que tiveram um acidente vascular cerebral isquêmico (AVC isquêmico). Esta é uma doença que ocorre quando há obstrução de uma artéria, impedindo a passagem de oxigênio para células cerebrais, que acabam morrendo. Essa obstrução pode acontecer devido a um trombo (trombose) ou a um êmbolo (embolia). O AVC isquêmico é o mais comum e representa 85% de todos os casos, de acordo com o Ministério da Saúde. “Hoje, a gente tem um entendimento melhor do quanto esse risco genético pode influenciar a chance de eu ter um AVC. Mas não somente isso, mas outras doenças que podem provocar um AVC, como pressão alta, problemas com o colesterol, diabetes”. A informação foi dada nesta quinta-feira (18) à Agência Brasil pela neurologista do Hospital Moinhos de Vento e investigadora principal do projeto Ártemis-Brasil, Ana Cláudia de Souza. “Uma vez a gente podendo mapear melhor, analisando o que se chama hoje de genoma humano, que é esse grande livro de receitas que coordena e comanda como o nosso organismo funciona, a gente acha que vai ser muito bom para que, no futuro, possamos desenvolver novos medicamentos, ser mais precisos quando estamos indicando algum tratamento para alguém. Porque além de conseguir ver o risco de a pessoa ter um AVC, a gente também consegue ver como um organismo responde a um tratamento com base no seu perfil genético”, completou. Segundo Ana Cláudia de Souza, o projeto Ártemis-Brasil vai abrir a porta da medicina de precisão, principalmente no Sistema Único de Saúde (SUS). A partir desses dados, os pesquisadores pretendem contribuir para modelos de cuidado mais personalizados dentro do SUS. Participantes Onze centros de referência no atendimento ao AVC, distribuídos por todas as regiões brasileiras, participam do estudo. “São todos centros de alta complexidade que atendem pacientes com AVC no SUS. Vai ser uma boa contribuição para o nosso SUS”. O estudo já foi iniciado e incluiu o primeiro participante em novembro passado. O objetivo, disse a doutora Ana Cláudia, é chegar a mil participantes até o final de 2026. Serão incluídos 500 pacientes que tiveram AVC isquêmico e 500 pessoas saudáveis que nunca tiveram histórico de AVC. “Para que a gente possa fazer uma comparação entre as alterações que realmente levam à doença, é preciso comparar pessoas que tiveram AVC com outras que nunca apresentaram a doença”. O tratamento do AVC, principalmente na fase aguda, evoluiu muito no Brasil, nos últimos 20 anos, muito em razão do trabalho da Rede Brasil AVC e da Sociedade Brasileira de AVC, que conseguiram trazer para o SUS tratamento que ajuda as pessoas na fase aguda, para desentupir um vaso cerebral quando um coágulo está entupindo, e leva aos sintomas do AVC e, mais recentemente, outro tratamento feito em alguns centros do SUS que fazem o que se denomina de cateterismo cerebral, que é a trombectomia mecânica, que remove o coágulo. “É muito parecido com o cateterismo que a gente faz no coração, só que nos vasos do cérebro”, explicou Ana Cláudia. Admitindo que o tratamento precisa muito ainda expandir para áreas de vazio assistencial do país, em especial das regiões Norte e Nordeste. “Mas a gente evoluiu bastante nos últimos anos,” explicou. Impacto O impacto do AVC no Brasil é muito alto. Dados da Rede Brasil AVC mostram que 85.427 pessoas morreram em decorrência da doença, em 2024. Nos anos anteriores, os registros também foram altos: 81.822 óbitos em 2021, 87.749 em 2022 e 84.931 em 2023. De acordo com o Ministério da Saúde, o AVC segue como a principal causa de morte e incapacidade no país, com 11 óbitos por hora. “Os últimos dados mostram que ele voltou a ser a primeira causa de morte no nosso país e é a causa de maior incapacidade de todas as doenças”, indicou Ana Cláudia. Após um AVC, a pessoa pode ficar sem falar, sem se movimentar, e isso traz um impacto elevado para as famílias, para o próprio doente e para a nação, refletindo em custo alto também no SUS, acrescentou a neurologista. Daí a importância da prevenção, não só dos principais fatores de risco, que aumentam a chance de a pessoa ter um AVC, como pressão alta, diabetes, fumo, maus hábitos de vida, má alimentação, mas também estratégias para depois que a pessoa teve um AVC, de modo a prevenir para que não tenha um segundo acidente desse tipo. “Aí acaba entrando também o projeto Ártemis-Brasil, porque cada indivíduo é único na sua genética. E a gente, entendendo melhor como são essas características, consegue fazer uma prevenção muito mais precisa para essa pessoa. Pode indicar um tratamento específico, um regime de exercícios, alimentação, com base nesse perfil,” disse. Na avaliação de Ana Cláudia de Souza, vai ser um estudo único porque grande parte das pesquisas de genômica é feita nos países desenvolvidos, envolvendo populações europeias, norte-americana e até parte asiática. Não existem muitos estudos mostrando a diversidade da população latino-americana e brasileira. Com o Ártemis-Brasil, o país passa a integrar um grupo limitado de nações que investigam, em larga escala, a relação entre fatores genéticos e doenças cerebrovasculares. Uma vez concluído com sucesso no Brasil, a médica acredita que o estudo poderá ser estendido para a América Latina, por exemplo. “Ele tem potencial grande de, no futuro, a depender dos resultados, ser expandido para outras regiões que possam se juntar na iniciativa”. O projeto também integra o Programa Genomas Brasil, que busca ampliar a diversidade genômica nacional, hoje pouco representada em estudos globais. Essa lacuna dificulta a construção de políticas e práticas clínicas que dialoguem diretamente com a realidade tão diversa da genética da população brasileira. Além da produção científica, a iniciativa prevê a capacitação de equipes do SUS em genética, aconselhamento genético e conceitos de medicina de precisão. Fonte: Alana Gandra – Repórter da Agência Brasil Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil
Reajuste escalonado para servidores da saúde de Campo Grande é sancionado e passa a valer até 2028

O reajuste salarial para os profissionais da saúde de Campo Grande foi oficializado nesta quinta-feira (18). A prefeita Adriane Lopes (PP) sancionou a Lei Complementar nº 553, aprovada por unanimidade na Câmara Municipal e publicada no Diário Oficial do Município, garantindo aumentos anuais no salário-base até 2028. A medida beneficia servidores da saúde em início de carreira, incluindo farmacêuticos, fisioterapeutas, assistentes sociais, nutricionistas, entre outros cargos de nível superior. Como será o reajuste O aumento será aplicado de forma escalonada e incorporado diretamente ao salário-base, conforme o seguinte cronograma: Com a incorporação ao vencimento básico, o reajuste passa a refletir em outros direitos vinculados à remuneração, ampliando a valorização dos profissionais. Impacto financeiro Segundo a Prefeitura, o reajuste foi estruturado dentro dos limites da Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) e não compromete o equilíbrio das contas públicas. A administração municipal informou ainda que a mudança inclui uma redução no valor do auxílio-alimentação, embora o percentual ou valor dessa diminuição ainda não tenha sido detalhado oficialmente.
Justiça suspende greve de odontologistas da rede municipal em Campo Grande

Uma decisão liminar do Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul (TJMS) suspendeu a greve dos odontologistas da rede municipal de saúde de Campo Grande, anunciada pelo Sindicato dos Odontologistas do Estado de Mato Grosso do Sul (SIOMS) e prevista para começar nesta quarta-feira (17). A liminar foi concedida nesta terça-feira (16) pelo Órgão Especial do TJMS, após análise de ação ajuizada pela Prefeitura de Campo Grande. No entendimento da Justiça, não houve esgotamento das negociações entre o Município e o sindicato, uma vez que a administração apresentou contraproposta formal em 5 de dezembro, mantendo aberto o canal de diálogo. Fundamentos da decisão O relator destacou que a paralisação estava baseada em alegação de descumprimento de decisão judicial por parte do Município. No entanto, segundo o TJMS, o prazo concedido pela própria Justiça para cumprimento da determinação ainda está em curso, não havendo, portanto, descumprimento que justificasse a deflagração da greve. Outro ponto considerado foi a ausência de acordo prévio sobre a manutenção de um contingente mínimo de profissionais, exigência legal em serviços essenciais como a saúde. Para o Judiciário, a paralisação poderia provocar prejuízos diretos à população, especialmente a pacientes em situação de maior vulnerabilidade. Efeito imediato Com a liminar, o sindicato fica impedido de iniciar a greve ou, caso já tivesse sido deflagrada, deverá cessar imediatamente o movimento, com o retorno integral dos profissionais às atividades. Em caso de descumprimento, foi fixada multa diária de R$ 50 mil. A decisão tem efeito imediato.
Dezembro Vermelho reforça prevenção ao HIV e alerta para avanço da doença no MS

O Dezembro Vermelho volta a mobilizar Mato Grosso do Sul no combate ao HIV, à Aids e a outras Infecções Sexualmente Transmissíveis (ISTs). No Estado, a campanha ganhou caráter permanente em 2021, quando passou a integrar o Calendário Oficial de Eventos por meio da Lei nº 5.684, de autoria do deputado estadual Zé Teixeira, vice-presidente da Assembleia Legislativa. A medida garante que, todos os anos, ações de conscientização e prevenção sejam intensificadas em todo o território sul-mato-grossense. Os dados mais recentes do Boletim Epidemiológico 2024/2025 do Ministério da Saúde mostram avanços importantes no cenário nacional. O Brasil registrou, nos últimos cinco anos, uma média de 33 mil novos casos de HIV por ano, com queda no coeficiente de mortalidade, que passou de 4,1 óbitos por 100 mil habitantes em 2022 para 3,9 em 2024. Situação em Mato Grosso do Sul preocupa Apesar da redução gradual da mortalidade, Mato Grosso do Sul ainda apresenta indicadores preocupantes. Em 2024, o Estado registrou 20,7 casos de Aids por 100 mil habitantes, ocupando a 9ª posição no ranking nacional. No mesmo ano, foram contabilizados 162 óbitos relacionados à doença, mesmo com uma queda de 7,8% na mortalidade ao longo da última década. Atualmente, cerca de 11,2 mil pessoas vivem com HIV em MS e recebem tratamento gratuito pelo Sistema Único de Saúde (SUS), conforme dados da Secretaria de Estado de Saúde. Em relação às novas infecções, foram registrados 321 casos em 2024, número inferior aos 365 de 2023, mas ainda acima da média histórica. A maior concentração de novos diagnósticos ocorre na faixa etária de 15 a 29 anos, cenário atribuído, em parte, à redução da percepção de risco entre os jovens. Alerta para prevenção contínua Para o deputado Zé Teixeira, os avanços no tratamento não podem levar ao relaxamento das medidas preventivas.“Os avanços científicos são uma conquista, mas não significam ausência de risco. A prevenção continua sendo essencial, principalmente entre os jovens”, alerta. O parlamentar destaca ainda que o Estado precisa ampliar o alcance das campanhas educativas e facilitar o acesso aos testes rápidos.“O diagnóstico precoce aumenta significativamente a expectativa e a qualidade de vida de quem vive com o vírus. Mato Grosso do Sul ainda aparece entre os estados com maiores taxas de detecção, e isso precisa ser enfrentado”, reforça. Desafio permanente Embora o Brasil já tenha alcançado duas das três metas globais da ONU para eliminar a Aids como problema de saúde pública — com 96% das pessoas vivendo com HIV diagnosticadas e 95% com carga viral indetectável —, o desafio permanece na adesão contínua ao tratamento, atualmente em 82%. No cenário global, segundo o UNAIDS, cerca de 39,9 milhões de pessoas vivem com HIV. Em 2023, aproximadamente 630 mil pessoas morreram por doenças relacionadas à Aids, número bem inferior ao pico de 2,1 milhões em 2004. A meta mundial para 2025 é reduzir esse total para menos de 250 mil mortes anuais. Para Zé Teixeira, o Dezembro Vermelho vai além do simbolismo.“A camisinha continua sendo a forma mais simples e eficaz de prevenir o HIV e outras ISTs. O Dezembro Vermelho é um alerta coletivo. Precisamos unir esforços para reduzir novos casos e salvar vidas”, conclui.
INSS: PF faz nova operação contra descontos ilegais de pensionistas

Polícia Federal deflagrou, na manhã desta quinta-feira (18), nova fase da Operação Sem Desconto, que investiga um esquema de descontos ilegais de aposentados e pensionistas do Instituto Nacional de Seguro Social (INSS). Policiais estão cumprindo 52 mandados de busca e apreensão, 16 mandados de prisão preventiva além de outras medidas cautelares, em quatro estados: São Paulo, Rio Grande do Sul, Pernambuco, Minas Gerais, além do Distrito Federal. A operação tem autorização do Supremo Tribunal Federal (STF). Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
Luz, Cultura e Poesia transformam a Praça das Américas em Rio Verde

A cidade de Rio Verde (MS) recebeu em 15/12 uma das mais sensíveis e potentes celebrações natalinas já realizadas na região. O Projeto “Natal Raízes Pantaneiras – Luz, Cultura e Poesia” chegou em dezembro de 2025 para transformar a Praça das Américas em um espaço de encantamento, identidade e profunda conexão com o imaginário pantaneiro. Com o tema “Natal das Mãos que Tecem os Sonhos Pantaneiros”, o projeto propõe uma vivência artística que une fé, ancestralidade, memória afetiva e sustentabilidade. A direção artística e curadoria são assinadas pela artista Eli Tosta Menasce, da Ateliê Brasil A2, nascida em Campo Grande e formada em artes na Europa, que traz ao projeto um olhar sensível capaz de unir dois mundos: o Natal europeu e a essência poética do Pantanal. Percurso Cenográfico e Sensorial – Um caminho que nasce do algodão e floresce em luz A Praça das Américas foi toda ambientada como um grande percurso de descobertas. Cada entrada se tornou um portal simbólico, representando elementos da natureza e da espiritualidade pantaneira — do vento às águas, do sol ao silêncio da terra fértil. Os materiais utilizados, como tule, madeira, cipó, cerâmica, couro e galhos secos, foram escolhidos pelas texturas orgânicas e pelo compromisso de reaproveitamento sustentável, reforçando o respeito à natureza pantaneira. A experiência é contínua: o visitante caminha por um cenário que remete às plantações de algodão da região, onde o branco — ao invés da neve — simboliza a pureza da terra, o trabalho humano e a luminosidade do amanhecer pantaneiro. Justificativa Conceitual – Raízes, Luz e Pertencimento Mais do que uma decoração natalina, o projeto apresenta uma imersão poética e identitária.A proposta transforma a praça em um espaço onde fé, arte e memória se entrelaçam, refletindo o encontro entre o que nasce da terra e aquilo que é tecido pelas mãos do povo pantaneiro. A artista Eli Tosta Menasce, que passou a primeira infância em Rio Verde, vivenciou de perto as cores, texturas e musicalidades do Pantanal. Na Europa, absorveu a estética delicada e luminosa dos natais tradicionais. Em “Natal Raízes Pantaneiras”, ela devolve ao Brasil a fusão dessas vivências: um Natal nascido da terra, tecido de luz e bordado de pertencimento. Inspirado na obra de Manoel de Barros, o projeto transforma poesia em forma e música em matéria. Cada instalação dialoga com o ritmo das águas, o canto das aves, o som do vento e o dourado do entardecer, despertando lembranças e celebrando a ancestralidade viva da região. Sustentabilidade e Materiais Todo o projeto se fundamenta em práticas de reutilização e baixo impacto ambiental.Entre os materiais utilizados estão: A estética do brilho — composta por purpurinas, laminados e pigmentos — é aplicada de forma simbólica, evocando o brilho do orvalho sobre a terra ao amanhecer, e não apenas uma ornamentação decorativa. SERVIÇO Projeto: Natal Raízes Pantaneiras – Luz, Cultura e PoesiaTema: Natal das Mãos que Tecem os Sonhos PantaneirosLocal: Praça das Américas – Rio Verde (MS)Data: 15/12/2025 a 06/01/2026 Direção Artística e Curadoria: Eli Tosta Menasce (11) 95551-9242 Ateliê Brasil A2
Novo status sanitário projeta suinocultura de MS no mercado global e amplia exportações

O reconhecimento do Brasil como área livre de febre aftosa sem vacinação, oficializado em 2025, colocou a suinocultura de Mato Grosso do Sul em um novo patamar de competitividade no cenário internacional. O avanço sanitário fortaleceu a confiança de importadores, abriu portas em mercados mais rigorosos e já se reflete no desempenho das exportações do setor. Somente em novembro, o Estado exportou 1,84 mil toneladas de carne suína in natura, com receita de US$ 4,49 milhões. No acumulado de janeiro a novembro, os embarques alcançaram 20,7 mil toneladas, totalizando US$ 49,2 milhões, crescimento de 11,76% em relação ao mesmo período do ano passado. Selo estratégico e responsabilidade da cadeia Para a consultora de economia da Famasul, Eliamar de Oliveira, o reconhecimento sanitário funciona como um diferencial estratégico, mas também impõe responsabilidades adicionais ao setor.“A certificação amplia oportunidades de mercado, mas exige compromisso permanente com padrões elevados de biosseguridade e gestão sanitária em toda a cadeia produtiva”, afirma. O avanço ocorre em um momento de forte desempenho produtivo. Em novembro, os frigoríficos sul-mato-grossenses abateram 311,1 mil suínos, volume 4,96% superior ao registrado no mesmo mês de 2024, demonstrando a capacidade do Estado de atender à demanda internacional. Mercados exigentes e profissionalização Segundo a consultora técnica da Famasul, Fernanda Lopes, competir em mercados como Singapura, Filipinas e Emirados Árabes Unidos exige evolução constante das granjas.Ela destaca a adoção rigorosa de práticas de biosseguridade, como controle de acesso, monitoramento do plantel, planos de contingência e gestão sanitária permanente. Fernanda ressalta ainda que o novo status sanitário, embora relevante, atua de forma indireta na valorização do suíno vivo.“O equilíbrio entre oferta e demanda, aliado ao bom ritmo das exportações, sustenta os preços. O status sanitário mantém mercados abertos e reforça a confiança dos compradores”, explica. Cadeia em processo contínuo de modernização Com maior exposição internacional, a suinocultura de Mato Grosso do Sul passa por um ciclo de modernização e elevação de padrões. Para Fernanda Lopes, a certificação consolida esse movimento.“Ela impõe normas mais rigorosas, vigilância constante e reforça o compromisso do Estado com qualidade, fortalecendo toda a cadeia produtiva”, conclui.
Brasil confirma primeiro caso da chamada “gripe K”, novo subclado do vírus influenza A

O Brasil confirmou o primeiro registro do subclado K do vírus influenza A (H3N2), popularmente apelidado de “gripe K” ou “supergripe”. A identificação ocorreu em amostras analisadas no estado do Pará, conforme o Informe de Vigilância das Síndromes Gripais, referente à Semana Epidemiológica 49, divulgado pelo Ministério da Saúde no dia 12 de dezembro. Além do subclado K, o monitoramento também identificou a circulação do subclado J.2.4 da influenza A (H3N2), variante que já vem sendo registrada em países da América do Norte, Europa e Ásia. O Ministério da Saúde ressalta, no entanto, que o aumento da influenza A H3 sazonal no Brasil ocorreu antes da detecção desses subclados no país. Casos são importados Em nota oficial, o Ministério informou que todos os casos do subclado K identificados até o momento são importados, ou seja, contraídos fora do Brasil. Apesar disso, a pasta mantém vigilância ativa da influenza em todo o território nacional, com acompanhamento contínuo dos casos de síndrome gripal e de SRAG (Síndrome Respiratória Aguda Grave). “A principal forma de prevenção é a vacinação contra a influenza, disponível gratuitamente pelo SUS. Medidas como uso de máscara por pessoas sintomáticas, higienização das mãos e ventilação dos ambientes continuam recomendadas”, destacou o Ministério. Apesar da repercussão do termo “supergripe”, essa nomenclatura não é reconhecida oficialmente pelas autoridades de saúde. O que é o subclado H3N2-K Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), o vírus da influenza sofre mutações constantes. Desde agosto de 2025, foi observado um crescimento acelerado do subtipo A (H3N2) J.2.4.1, conhecido como subclado K, em diversos países. Essa variante apresenta mutações relevantes, que dificultam o reconhecimento pelo sistema imunológico de parte da população, favorecendo sua disseminação. No entanto, não há evidências de aumento da gravidade clínica dos casos até o momento. Os sintomas mais comuns incluem: A OMS afirma que a atividade da gripe segue dentro do esperado para a temporada, embora algumas regiões tenham apresentado aumento mais precoce. As vacinas disponíveis continuam eficazes, especialmente na prevenção de casos graves e hospitalizações. Cenário epidemiológico no Brasil O informe do Ministério da Saúde aponta aumento da influenza B nos estados de Alagoas e Paraíba, no Nordeste, exigindo atenção redobrada da vigilância local. Em relação à covid-19, a Rede Nacional de Laboratórios de Saúde Pública realizou 3.343.009 testes RT-PCR em 2025, com 27.037 resultados positivos. Na Semana Epidemiológica 49, a taxa de positividade foi de 0,50%, indicando estabilidade. O mesmo cenário se mantém para o VSR (vírus sincicial respiratório). Por outro lado, houve aumento da detecção do rinovírus nas últimas quatro semanas epidemiológicas. A influenza A segue estável em nível nacional, mas ainda apresenta elevação da positividade do subtipo H3 sazonal em estados das regiões Centro-Oeste, Sudeste, Norte, Nordeste e Sul.