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Corpo humano não funciona como deveria em temperatura acima de 35°C

A onda de calor que elevou as temperaturas na semana do Natal, no Rio de Janeiro, São Paulo e em outros seis estados ao redor, no Sudeste, Centro-Oeste e Sul, de acordo com o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), deve se estender até a próxima segunda-feira (29). Para essas áreas, o órgão emitiu aviso vermelho, de grande perigo, o que significa temperaturas 5º C acima da média por mais de 5 dias e alta probabilidade de risco à vida, danos e acidentes. Com aumento do calor extremo, resultado especialmente das mudanças climáticas induzidas pelo homem, uma série de medidas são necessárias para diminuir o impacto na saúde. De acordo com o clínico geral e coordenador do Pronto Atendimento dos Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo, Luiz Fernando Penna, esse quadro tem potencial de gerar a falência térmica do corpo. “Essa é uma emergência médica caracterizada pela confusão mental, pele quente e seca e temperatura corporal acima de 40º C”, explicou o profissional de saúde. Pessoas se protegem do sol na região central do Rio de Janeiro durante onda de calor – Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil Se o corpo apresentar esses sinais e sintomas, é necessário buscar atendimento médico de imediato, advertiu o médico. Na avaliação do médico do Sírio, o impacto do calor na saúde é subestimado. “Muitas pessoas acreditam que causa apenas mal-estar, mas estamos falando de riscos reais, que incluem desde quedas de pressão até falência térmica”, alertou. Quando está muito quente, Penna explica que o corpo humano trabalha no limite. O organismo aumenta a sudorese, o que faz acelerar os batimentos cardíacos e dilata os vasos sanguíneos. “Esses mecanismos, porém, têm limite. E, quando falham, instala-se a falência térmica”, explicou. O calor extremo também agrava o quadro de quem convive com doenças crônicas, tais como hipertensão, insuficiência cardíaca, diabetes, doença pulmonar obstrutiva crônica (Dpoc) e doença renal crônica. Pessoas que fazem uso de diuréticos, anti-hipertensivos, antidepressivos, anticolinérgicos e antipsicóticos também precisam redobrar a atenção. Os medicamentos podem aumentar a dilatação ou descontrolar a regulação térmica natural do corpo.  “Para quem já tem uma condição de base, o calor impõe uma sobrecarga perigosa”, acrescentou o médico. As altas temperaturas interferem ainda no sono, prejudicando o humor, aumentando a irritabilidade e reduzindo a produtividade, já que afetam o tempo de descanso, a memória e a tomada rápida de decisões. Para essas situações, não basta se hidratar, é preciso se proteger, evitar a exposição entre 10h e 16h, usar roupas leves e claras, priorizar ambientes ventilados e não fazer exercícios físicos. Aqueles trabalhadores que não podem evitar sair no calor extremo, como profissionais da construção civil, de entregas e da coleta de lixo, devem fazer pausas frequentes nas horas mais quentes, recomenda. “Não existe adaptação completa para ondas de calor extremas e repetidas”, explica Fernando Penna. “Acima de 35°C com alta umidade, o corpo humano simplesmente não consegue funcionar como deveria”.  A recomendação do coordenador de pronto-socorro é evitar situações de riscos e reconhecer sinais precoces de falência térmica para evitar o colapso. Cariocas e turistas vão à praia em dia de forte calor no Rio de Janeiro – Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil No Rio de Janeiro, já foi comprovado por pesquisa da Fundação Oswaldo Cruz, de fevereiro de 2025, que as altas temperaturas estão relacionadas ao aumento da mortalidade. O risco é maior para idosos e pessoas com alguma doença, como diabetes e hipertensão, além de Alzheimer, insuficiência renal e infecções urinárias. O trabalho da Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca (Ensp) analisou mais de 800 mil mortes entre 2012 e 2024. “A maioria dos estudos sobre calor e mortalidade concentra suas análises em doenças cardiovasculares e respiratórias”, disse, em nota, o pesquisador João Henrique de Araujo. “Todavia, há estudos que relatam esses efeitos também para doenças metabólicas, do trato urinário e doenças como Alzheimer, sobre as quais dissertamos”, acrescenta. O que fazer em casos de calor * Mantenha sua casa fresca Proteja-se do calor Mantenha-se fresco e hidratado * Fonte: Unicef e Hospital Sírio-Libanês Isabela Vieira – Repórter da Agência Brasil Fernando Frazão/Agência Brasil

Campo Grande reafirma liderança nacional em arborização urbana e recebe selo internacional

Campo Grande encerra 2025 consolidada como referência nacional e internacional em arborização urbana. Pela sexta vez consecutiva, a Capital foi reconhecida como a cidade mais arborizada do Brasil e recebeu o selo Tree City of the World, concedido pela Arbor Day Foundation em parceria com a FAO. Ao longo do ano, o município ampliou ações de educação ambiental, intensificou o plantio de árvores, aprimorou o monitoramento do patrimônio arbóreo e passou a projetar metas mais ambiciosas para 2026. Entre elas, estão a adoção da Regra 3-30-300, a expansão do Projeto Via Verde e a modernização da gestão com o sistema Arbolink. Inovação e reconhecimento Em 2025, Campo Grande foi premiada no 3º Congresso Sul-Mato-Grossense de Cidades Digitais e Inteligentes, com o Prêmio Projeto Inovador 2025. O reconhecimento veio pela digitalização do processo de avaliação de risco de queda de árvores e pela implantação do Arbolink, ferramenta que fortaleceu o mapeamento e a tomada de decisões técnicas sobre a arborização urbana. No cenário internacional, o modelo de governança ambiental da Capital também ganhou visibilidade ao integrar o Catálogo de Iniciativas Climáticas Urbanas no Brasil, iniciativa reconhecida por ONU-Habitat e GIZ. Educação ambiental e participação da comunidade Durante a Semana da Árvore 2025, a cidade promoveu plantios, mobilização popular e distribuição de mudas em diferentes regiões. Na cerimônia oficial, foram lançados a Cartilha de Arborização, o Guia de Identificação de Árvores de Campo Grande e o Manual de Arborização Urbana, atualizado conforme a Lei Complementar nº 184/2011. A programação incluiu ainda a distribuição de 15 mil mudas frutíferas, o lançamento do projeto Miniflorestas Urbanas e plantios comunitários em praças, escolas e no canteiro central da Avenida Mato Grosso. Números que sustentam o título Os resultados de 2025 reforçam o avanço das políticas públicas no setor: Também foram realizados tratamentos fitossanitários em figueiras centenárias das avenidas Afonso Pena e Mato Grosso, além da formalização de Termos de Compromisso de Compensação Ambiental, reforçando o compromisso da Capital com a sustentabilidade urbana e a qualidade de vida.

Governo libera saldo do FGTS retido pelo saque-aniversário

O governo federal publicou uma Medida Provisória (MP) nesta terça-feira (23) liberando o saque do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) retido para aqueles que haviam optado pelo saque-aniversário. A liberação do saque valerá para quem foi demitido entre janeiro de 2020 e 23 de dezembro de 2025. Segundo o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), o saque será feito em duas parcelas. A primeira parcela, de até R$ 1.800, será paga até o dia 30 de dezembro. A segunda parcela vai liberar o valor restante na conta do trabalhador até o dia 12 de fevereiro de 2026. A consulta do saldo pode ser feita diretamente no aplicativo do FGTS e o calendário de liberação do valor referên será divulgado pela Caixa. “Estamos corrigindo injustiças criadas pela lei do Saque-Aniversário, que castiga o trabalhador quando ele é demitido. Estamos fazendo isso enquanto não surgem as condições políticas para que essa lei seja revogada”, afirmou o ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho. De todos aqueles beneficiados com a medida, 87% receberão o dinheiro diretamente na conta bancária cadastrada no aplicativo do FGTS. Quem não tem conta cadastrada poderá sacar o valor nos caixas eletrônicos do banco, em casas lotéricas ou nos pontos Caixa Aqui. No total, 14,1 milhões de trabalhadores serão beneficiados com a MP. O valor liberado chegará a R$ 7,8 bilhões. Empréstimos Parte dos beneficiados pela MP não poderão sacar o valor integral porque o saldo está comprometido com empréstimos bancários. “Além disso, há trabalhadores que têm todo o saldo comprometido e não possuem valores disponíveis para saque”, explicou o MTE. Em novembro, foram anunciadas novas regras limitando a antecipação do saque-aniversário. A mudança altera o funcionamento dos empréstimos que permitem ao trabalhador antecipar valores futuros do fundo. Saque-aniversário Criada em 2019, a modalidade permite ao trabalhador sacar uma parte do saldo do FGTS todos os anos, no mês do seu aniversário. A adesão é opcional e pode ser feita pelo aplicativo FGTS, no site da Caixa ou nas agências. Ao optar pelo saque-aniversário, o trabalhador abre mão de sacar o saldo total do fundo em caso de demissão sem justa causa – mantendo apenas o direito à multa rescisória de 40%. Foto: José Cruz/Agência Brasil

Caixa Encantada conclui entregas presenciais em Dourados e leva magia do Natal às crianças de MS

Popularizadas por influenciadores e celebridades, as chamadas canetas emagrecedoras, como Mounjaro e Ozempic, vêm sendo cada vez mais buscadas por pessoas que desejam emagrecer de forma rápida, muitas vezes sem orientação médica e sem nenhum critério. Diante da procura desenfreada, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) emitiu um alerta sobre a compra e consumo desses medicamentos. Segundo a Anvisa, a venda e o uso de canetas emagrecedoras falsas representam um sério risco à saúde e é considerado um crime hediondo no país. A farmacêutica Natally Rosa esclarece que o uso de versões manipuladas ou de origem desconhecida é uma prática perigosa. “Uma pessoa que ela se submete, que ela é exposta ao uso de um medicamento fora dessas regulamentações, os riscos dela, com certeza, estão exacerbados. Desde a ausência de uma resposta ideal, como as contaminantes.” A farmacêutica destaca o que observar na embalagem e no produto para conferir sua autenticidade: “Temos alguns sinais. A própria embalagem já chama a atenção, já que as bulas são de fácil acesso na internet. Então, qual é a apresentação física dessa embalagem? De que forma que ela se apresenta? Como está o rótulo? O rótulo está no idioma do Brasil? Do nosso idioma aqui? Não deve estar em outras línguas, por exemplo. Existe lote e validade de fácil acesso? Você consegue identificar? A leitura, a descrição do medicamento, o princípio ativo, ela precisa estar bem legível. Todas as informações precisam estar bem claras.” Ela também chama a atenção para valores: preços muito abaixo do praticado no mercado são sinal de alerta grave. O medicamento só é vendido com apresentação e retenção da receita médica.

Anvisa alerta para riscos de canetas emagrecedoras manipuladas

Popularizadas por influenciadores e celebridades, as chamadas canetas emagrecedoras, como Mounjaro e Ozempic, vêm sendo cada vez mais buscadas por pessoas que desejam emagrecer de forma rápida, muitas vezes sem orientação médica e sem nenhum critério. Diante da procura desenfreada, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) emitiu um alerta sobre a compra e consumo desses medicamentos. Segundo a Anvisa, a venda e o uso de canetas emagrecedoras falsas representam um sério risco à saúde e é considerado um crime hediondo no país. A farmacêutica Natally Rosa esclarece que o uso de versões manipuladas ou de origem desconhecida é uma prática perigosa. “Uma pessoa que ela se submete, que ela é exposta ao uso de um medicamento fora dessas regulamentações, os riscos dela, com certeza, estão exacerbados. Desde a ausência de uma resposta ideal, como as contaminantes.” A farmacêutica destaca o que observar na embalagem e no produto para conferir sua autenticidade: “Temos alguns sinais. A própria embalagem já chama a atenção, já que as bulas são de fácil acesso na internet. Então, qual é a apresentação física dessa embalagem? De que forma que ela se apresenta? Como está o rótulo? O rótulo está no idioma do Brasil? Do nosso idioma aqui? Não deve estar em outras línguas, por exemplo. Existe lote e validade de fácil acesso? Você consegue identificar? A leitura, a descrição do medicamento, o princípio ativo, ela precisa estar bem legível. Todas as informações precisam estar bem claras.” Ela também chama a atenção para valores: preços muito abaixo do praticado no mercado são sinal de alerta grave. O medicamento só é vendido com apresentação e retenção da receita médica.

Meteorologia projeta verão com chuvas irregulares e temperaturas acima do normal

Previsão elaborada por técnicos do Cemtec/MS (Centro de Monitoramento do Tempo e do Clima), órgão vinculado à Semadesc (Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação), aponta para a ocorrência de um Verão com chuvas irregulares, podendo ficar abaixo ou acima da média histórica, porém com temperaturas ligeiramente elevadas para o período. O verão teve início nesse domingo (21) no Hemisfério Sul e se estende até dia 20 de março de 2026. Devido ao movimento natural do globo terrestre, há maior incidência de raios solares no Hemisfério Sul nesse período do ano, o que provoca aumento das temperaturas e, consequentemente, maior evaporação e disponibilidade de umidade na atmosfera que se converte em chuvas intensas. Os dias são mais longos e que as noites em função da maior radiação solar. Outra característica marcante do verão é a ocorrência de rápidas e frequentes mudanças nas condições do tempo. “São comuns as chuvas de curta duração e forte intensidade, conhecidas como chuvas de Verão, pancadas de chuva ou, tecnicamente, chuvas convectivas. Dependendo do ambiente atmosférico atuante, esses eventos podem evoluir para tempestades intensas, acompanhadas de descargas elétricas, rajadas de vento e, ocasionalmente, granizo”, descrevem os meteorologistas do Cemtec/MS. Baseando-se em dados históricos dos últimos 30 anos, os meteorologistas do Cemtec/MS concluem que o acumulado de chuvas em grande parte do Estado no verão varia entre 400 milímetros e 600 milímetros, sendo um pouco maior na região do extremo-nordeste, que inclui cidades como Costa Rica e Chapadão do Sul, onde as médias ficam entre 500 milímetros e 700 milímetros. No verão 2025/2026 “os volumes de precipitação tendem a oscilar em torno da média histórica, podendo apresentar totais ligeiramente acima ou abaixo da média histórica”. Já com relação às temperaturas, as médias históricas variam entre 24°C e 26°C, com valores ligeiramente mais elevados nas regiões Noroeste e Nordeste (26°C e 28°C) e um pouco menor na região extremo sul (22°C e 24°C), isso para o trimestre compreendido entre janeiro a março, que abarca quase todo o Verão. Para esse verão, a previsão climática aponta que, de modo geral, as temperaturas devem permanecer ligeiramente acima da média histórica no Estado. “Essa condição favorece a ocorrência de períodos mais quentes, sobretudo em dias com menor nebulosidade e ausência de precipitação”. Dezembro Na primeira quinzena de dezembro, em apenas três pontos monitorados pelo Cemtec/MS a quantidade de chuvas ultrapassou a média. Foram em Mundo Novo, onde choveu 326,4 milímetros entre 1º e 15 de dezembro (eram esperados 179,9mm); em Sete Quedas (choveu 254,2mm e a média é 178,8mm) e em Três Lagoas (233,4mm contra média de 191,3mm). Em Campo Grande, Bela Vista e Ponta Porã, as chuvas no período ultrapassam em muito pouco a média (7mm na Capital e apenas 1mm nas outras duas cidades). Nos demais 44 pontos monitorados pelo Cemtec/MS o nível de precipitação ocorrido na primeira quinzena de dezembro ficou abaixo da média histórica. Em Chapadão do Sul choveu apenas 20% do que era esperado para o período. João Prestes, Comunicação Semadesc Foto: Bruno Rezende/Secom

Atraso no 13º leva funcionários da Santa Casa a paralisar atividades em Campo Grande

Funcionários da Santa Casa de Campo Grande iniciaram paralisação a partir das 6h30 desta segunda-feira (22) após a direção do hospital comunicar que o 13º salário não será pago em dezembro. A mobilização envolve enfermeiros e trabalhadores do setor administrativo, com redução no quadro de atendimento. A decisão foi tomada após reunião interna realizada na sexta-feira (19), quando a administração informou enfrentar grave crise financeira. Em ata, a direção propôs o pagamento do benefício em três parcelas, previstas para janeiro, fevereiro e março de 2026. Enfermagem questiona atraso O presidente do Siems, Lázaro Santana, criticou a proposta e reforçou o caráter legal do pagamento.“Décimo terceiro é um direito do trabalhador. É justo trabalhar sem receber?”, afirmou em mensagem enviada à categoria. Os profissionais de enfermagem realizam assembleia para avaliar se a paralisação poderá evoluir para greve, a depender do avanço das negociações com a direção do hospital. Médicos também avaliam mobilização Os médicos da Santa Casa também não receberam o 13º salário e marcaram assembleia para esta segunda-feira, às 19h30, na sede do SinMed-MS. Segundo o presidente da entidade, Marcelo Santana Silveira, o clima entre os profissionais é de insatisfação.“A categoria está bastante chateada. É uma situação que se repete”, afirmou. Ele informou ainda que já foi ajuizada ação judicial para cobrar o pagamento do benefício em atraso. Cenário segue indefinido Até o momento, a direção da Santa Casa mantém a proposta de parcelamento e não anunciou nova data para pagamento integral do 13º. A paralisação segue com impacto nos atendimentos, enquanto as categorias avaliam os próximos passos.

MP investiga degradação ambiental em área rural de Bonito e impõe medidas de recuperação

O Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS) instaurou inquérito civil para apurar degradação ambiental em uma propriedade rural no município de Bonito, um dos principais destinos turísticos do Estado. O proprietário foi notificado a cumprir uma série de exigências ambientais, com prazos que variam entre 30 e 60 dias, para conter danos aos cursos d’água da região. Entre as medidas determinadas estão o cercamento das Áreas de Preservação Permanente (APPs), a recuperação da vegetação nativa e a adequação de travessias utilizadas por gado e veículos, que atualmente ocorrem de forma direta dentro dos córregos. Segundo a fiscalização, essas intervenções são essenciais para conter o “turvamento dos cursos d’água”, fenômeno que compromete a qualidade ambiental e o equilíbrio dos ecossistemas. As exigências decorrem de uma autuação do Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul (Imasul), que identificou falhas no manejo do solo e no uso irregular das APPs. O laudo técnico aponta acesso irrestrito de gado aos córregos, ausência de mata ciliar em diversos trechos e processos erosivos agravados pelo tráfego dentro da água. Durante a vistoria, também foi constatado armazenamento inadequado de combustíveis na propriedade. Apesar disso, o relatório destaca que não houve constatação de contaminação do solo no momento da fiscalização. Com base nos apontamentos, a 2ª Promotoria de Justiça de Bonito deu início ao inquérito civil e notificou o responsável para apresentação de defesa e documentos, incluindo a matrícula atualizada do imóvel rural. O MP também requisitou apoio de núcleos técnicos especializados para aprofundar o acompanhamento do caso. Segundo o Ministério Público, as condutas identificadas podem, em tese, configurar crime ambiental, a depender da conclusão da análise técnica e jurídica. O órgão, no entanto, informou que prioriza uma solução consensual, por meio da celebração de um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC), com foco na recuperação das áreas degradadas. Caso não haja acordo ou se as exigências não forem cumpridas dentro dos prazos estabelecidos, o MP poderá adotar medidas judiciais. Técnicos ambientais ressaltam que ações como cercamento de APPs, recomposição da vegetação nativa e armazenamento correto de combustíveis são medidas simples, eficazes e fundamentais para preservar os rios de Bonito, cuja economia depende diretamente da conservação ambiental.

Calor pode aumentar risco de casos de AVC, alerta médico

Casos de acidente vascular cerebral (AVC) tendem a aumentar no verão, disse à Agência Brasil o neurocirurgião e neurorradiologista intervencionista do Hospital Quali Ipanema, no Rio de Janeiro, Orlando Maia. Segundo o médico, uma série de fatores predispõem o ser humano nessa época do ano ao AVC. Um dos principais é o próprio calor que gera uma desidratação natural das células que, por sua vez, causam um aumento da possibilidade de coagulação do sangue. “E isso tem um maior potencial de gerar AVC, porque o AVC está ligado a coágulo”, disse o médico. Existem dois tipos de AVC. Um é o AVC hemorrágico, que é o rompimento de um vaso cerebral e representa a minoria dos casos, em torno de 20%. O outro tipo, que domina o número de casos, é o AVC isquêmico, causado pela formação de um coágulo e entupimento de um vaso. Orlando Maia explicou que, como o sangue fica mais espesso, mais concentrado devido à desidratação, isso favorece a trombose, que é a formação de um coágulo e, por isso, tem maior predisposição ao AVC. Pressão arterial Há outras causas que seriam relacionadas à pressão arterial. “A nossa pressão arterial no verão tem uma tendência, pelo calor, a diminuir por conta da vasodilatação. Ou seja, nossos vasos, para poder compensar o calor, se dilatam. E essa dilatação causa uma diminuição da pressão, o que favorece também a formação de coágulo e de uma outra situação cardiológica, chamada arritmia. É o coração batendo fora do ritmo”, explica o médico. Quando isso acontece, favorece também no coração a formação de um coágulo que, entrando dentro da circulação sanguínea, tem grande predisposição de ir ao cérebro porque 30% de todo o sangue que sai do coração vão para o cérebro. Uma outra causa do AVC, também comum no verão, é que as pessoas se cuidam menos por conta das férias, o que promove um aumento do consumo de bebida alcoólica, que, por sua vez, amplia a desidratação. Orlando Maia afirmou que a bebida alcoólica também aumenta a possibilidade de arritmia. A negligência pode levar ainda a pessoa a esquecer de tomar remédio, o que contribui para elevar o risco de um AVC. Doenças típicas A isso se somam as doenças típicas de verão, como gastroenterite relacionada ao calor, o que dá diarreia, insolação e esforço físico. “Tudo isso associado faz com que a pessoa tenha uma maior tendência a ter um AVC no verão”, enfatiza. O neurocirurgião lembrou que o tabagismo também colabora para isso. “O tabagismo hoje é uma das maiores causas externas para AVC”. O fumo contribui para a formação de uma doença cerebrovascular chamada aneurisma, que está muito ligada à nicotina. “A nicotina bloqueia uma proteína do nosso vaso chamado elastina, diminui a elasticidade do vaso, então  pode favorecer ao AVC hemorrágico, como também causa um processo inflamatório no vaso em si, favorecendo a aderir as placas de colesterol a longo prazo e o entupimento dos vasos. Então, o tabaco é diretamente proporcional à situação tanto do AVC hemorrágico como do AVC isquêmico”, preconiza o médico. Para o médico, o estilo de vida moderno – aliado ao tabagismo e a doenças crônicas não controladas – faz com que cada vez mais pessoas com menos de 45 anos desenvolvam a doença. Nessa época de verão, o Hospital Quali Ipanema, por exemplo, atende cerca de 30 pacientes por mês, o dobro de épocas normais do ano. Maia diz que o AVC é uma doença muito comum. “Se você pegar o AVC como uma doença isolada, esquecendo que há vários tipos de câncer que podem ser separados, a doença mais frequente na humanidade é o AVC. E uma em cada seis pessoas vai ter um AVC na vida”, salienta. O médico disse ser muito importante a pessoa averiguar na sua família, entre os amigos, quem teve AVC porque não são casos isolados. Médico Orlando Maia alerta para riscos de doenças no verão   Foto: Arquivo Pessoal Mortes O AVC é uma das principais causas de morte e incapacidade no mundo. “Quando não mata, deixa a pessoa incapaz. Eu digo que é uma doença que não é na pessoa, mas na família, porque pelo menos duas pessoas vão ter que se dedicar a cuidar daquele doente com AVC. Além da mortalidade, ela é uma doença extremamente desabilitadora. A pessoa fica sem andar direito, sem falar direito, sem condições de se alimentar sozinha. É uma doença extremamente crítica. Quando você vê uma pessoa andando com dificuldade é porque ela já teve uma sequela ou consequência de um AVC. Ficou paralisada de um lado ou sem conseguir falar direito, sem enxergar, se pegar a área da visão, porque o cérebro é um grande computador. Vai depender da área afetada pelo problema”, assegura o médico. De acordo com Orlando Maia, a prevenção pode evitar um AVC. “É uma doença que a gente tem que gritar para todo mundo ouvir que há prevenção e tratamento. A prevenção [envolve] o hábito de vida saudável, prática de exercício físico regular pelo menos três vezes na semana, alimentação saudável, controle da pressão arterial, tomar os remédios direitinho e não fumar. E existe tratamento”. No passado, como não havia tratamento, quando a pessoa chegava com AVC, não havia o que fazer, a não ser controlar a pressão. Hoje, há duas formas de tratamento e quanto mais rápido a pessoa chegar a um hospital, mais eficaz será o tratamento. O primeiro é a infusão de um remédio. “Você coloca um remédio na veia que dissolve o coágulo e, na maioria dos casos, o remédio resolve”, ensina. Quando isso não acontece, ou em outros casos mais selecionados, Maia disse que os médicos entram com um cateter na virilha da pessoa e passam um desentupidor. Esse método retira aquele coágulo, por meio de uma aspiração dentro do vaso, liberando a circulação de volta. Com isso, a pessoa retorna ao normal. Cateter Orlando Maia esclarece, também, que o remédio tem uma característica: “só pode ser dado até quatro horas e meia desde o

Materiais escolares têm itens com variação de até 300% em Campo Grande

Levantamento do Procon Mato Grosso do Sul revelou variação de preços de até 300% em itens que compõem as listas de materiais escolares, em Campo Grande. Oito empresas participaram da pesquisa, realizada entre os dias 1º e 9 de dezembro. Os dados estão sujeitos a alterações, em razão da disponibilidade de estoque ou da realização de promoções. As maiores oscilações foram identificadas nos produtos caneta Bic Cristal Fashion com quatro cores (326,5%), apontador Faber-Castell com depósito (317,5%) e lápis Bic HB Evolution nº 2 redondo, sem borracha (284,62%). Na comparação com a pesquisa realizada em 2024, determinados itens apresentaram redução na média de preços. É o caso do caderno universitário de 10 matérias e 200 folhas, cuja média passou de R$ 25,79 para R$ 21,00 no levantamento atual. A cola Tenaz 110 g também manteve estabilidade, com preço médio de R$ 13,00. Orientações O Procon Mato Grosso do Sul, instituição vinculada à Sead (Secretaria de Estado de Assistência Social e dos Direitos Humanos), esclarece que as escolas podem solicitar somente itens de uso exclusivo e restrito ao processo didático pedagógico do aluno ou aluna. As quantidades devem ser específicas e razoáveis, sem indicação de preferência por marca, modelo e fornecedor. A Lei 12.886/2013 proíbe que as listas escolares exijam a compra de materiais de uso coletivo, como produtos de limpeza e itens de uso administrativo da instituição de ensino, uma vez que esses custos devem constar no valor da mensalidade. É fundamental, ainda, comparar os preços em diferentes estabelecimentos, considerando a qualidade dos produtos a serem adquiridos. Exigir a nota fiscal comprova a relação de consumo e determina a contagem do prazo de garantia do que foi comprado. Em caso de dúvidas, denúncias e reclamações, os pais ou responsáveis podem recorrer ao Procon Mato Grosso do Sul pelo site www.procon.ms.gov.br e pelo Disque Denúncia 151. Serviço Pesquisa Materiais Escolares (Campo Grande):https://tinyurl.com/2heemze5 Kleber Clajus, Comunicação Procon/MSFoto: Kleber Clajus