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Robótica Educacional transforma a aprendizagem nas escolas estaduais de Mato Grosso do Sul

A SED (Secretaria de Estado de Educação) tem investido de forma estratégica na qualidade do ensino e da aprendizagem, acompanhando as transformações do mundo digital e reconhecendo o papel das tecnologias na formação do cidadão sul-mato-grossense. Entre as ações que marcam essa nova fase, destaca-se o Programa de Robótica Educacional, que vem sendo implantado em diversas escolas da Rede Estadual de Ensino. A iniciativa tem como objetivo estimular o pensamento computacional, a criatividade e a solução de problemas reais, promovendo uma aprendizagem significativa e colaborativa. A robótica é uma ferramenta essencial para desenvolver as habilidades relacionadas ao pensamento científico, crítico e criativo, bem como à cultura digital, constantes na BNCC (Base Nacional Comum Curricular (BNCC) e na BNCC Computação (2022). Por meio dela, os estudantes aprendem a programar, criar protótipos e compreender a aplicação prática da tecnologia em diferentes áreas do conhecimento. As escolas contempladas receberam Laboratórios de Robótica Educacional em formato de kits, compostos por maletas com peças de encaixe, conectores, motores, pilhas, baterias e sensores. Esses materiais permitem a criação de artefatos programáveis, orientados pela intencionalidade pedagógica de cada professor, e transformando a sala de aula em um espaço de experimentação e descoberta. A PCPI (Professora Coordenadora de Práticas Inovadoras) Rita de Cássia Lanza, explica que o projeto de Robótica Educacional começou em 2022, quando a escola recebeu os kits enviados pelo Estado e passou por uma formação para utilização dos materiais. “Os kits são compostos por controladoras, placas Arduino, sensores de presença, toque e de linha, além de livros didáticos. Com eles, os estudantes constroem diferentes tipos de robôs e desenvolvem projetos que envolvem física, matemática e programação”, detalha. Ela destaca que a robótica vai muito além da ideia tradicional de robô, pois integra conhecimentos de diversas áreas e estimula a criatividade, o raciocínio lógico e o trabalho em equipe. “Depois da implantação do projeto, observamos melhora no desempenho dos estudantes, principalmente em física, e um entusiasmo maior em aprender”, conta. Segundo Rita, a escola agora prepara a inauguração de um espaço maker, que permitirá ampliar as atividades e realizar o primeiro campeonato interno de robótica, com a participação de jurados da OBR (Olimpíada Brasileira de Robótica). Caroline e seus colegas em fase de criação nas aulas de robótica O projeto também reflete o compromisso da SED com a Política Nacional de Educação Digital, instituída pela Lei Federal nº 14.533/2023, que garante a inserção da educação digital nos ambientes escolares. A iniciativa dialoga ainda com o Plano Estadual de Educação, especialmente com a meta 7, estratégia 7.15, que propõe o fortalecimento de práticas inovadoras e o uso de tecnologias na educação básica. A estudante Caroline Lopes Alves da Silva, de 16 anos, conta que o interesse pela robótica surgiu de forma inesperada. “No começo, eu só acompanhava um colega nas aulas, mas acabei gostando. A robótica não estimula só o raciocínio, mas também a criatividade. Às vezes, começo a montar as peças e, de repente, surge uma ideia nova”, relata. Ela explica que a experiência tem ajudado a compreender melhor outras disciplinas, especialmente física e matemática, que são aplicadas nas atividades práticas do laboratório. “Quando a professora usa a robótica como exemplo nas aulas de física, fica muito mais fácil entender. A gente reconhece na teoria o que vivencia nas montagens”, comenta. Caroline também reflete sobre o impacto da tecnologia no cotidiano e nas futuras profissões. “Os robôs podem facilitar a vida das pessoas, principalmente de quem tem alguma deficiência. Isso mostra como a robótica pode ser usada para o bem”, afirma. Willer é outro aluno que comenta sobre o interesse pela robótica O estudante Willer Gomes dos Santos, de 17 anos, conta que o interesse pela robótica vem desde a infância. “Sempre gostei de montar e desmontar coisas, e quando cheguei à escola fui convidado por um colega para participar do projeto. Aceitei na hora, porque era algo que eu já tinha vontade de aprender”, relembra. Ele explica que a rotina nas aulas envolve criatividade e trabalho em equipe. “Gosto principalmente da parte de montar os robôs. A gente pode criar os modelos que quiser usando as peças dos kits. Já construí um robô de limpeza e aprendi bastante sobre motores e montagem com a ajuda dos colegas”, destaca. Para Willer, o mais interessante é ver o resultado das ideias ganhando forma. “É muito legal ver o robô funcionando depois de tanto esforço. A cada aula a gente aprende algo novo e percebe que tudo depende da nossa dedicação”, conclui o estudante. João gosta da forma como é feito o aprendizado da robótica nas escolas estaduais O estudante João Augusto Rossato da Silva, de 16 anos, destaca que o que mais chama sua atenção na robótica é a possibilidade de aprender de forma prática e colaborativa. “A robótica é uma aula diferente, porque a gente aprende fazendo. Usamos equipamentos, programamos os robôs e trabalhamos em grupo, o que torna tudo mais divertido e desafiador”, conta. Ele revela ter facilidade na área de programação, o que o motivou a se dedicar aos projetos do grupo. “Neste ano, construímos um robô seguidor de linha, que utiliza sensores de cor para identificar o caminho e se mover de forma autônoma. Foi o projeto que mais gostei, porque conseguimos aplicar o que aprendemos sobre lógica e tecnologia”, explica o estudante. Mais do que uma ferramenta tecnológica, a Robótica Educacional é uma ponte entre teoria e prática, que desperta o protagonismo dos alunos e estimula o aprendizado por meio da curiosidade, da cooperação e da experimentação. A SED segue, assim, consolidando uma educação conectada ao futuro, na qual os estudantes não apenas consomem tecnologia, mas aprendem a criá-la e transformá-la em soluções reais para o mundo ao seu redor. Jackeline Oliveira, Comunicação SEDFotos: Ricardo Agra/SED

China suspende proibição de compra de carne de frango do Brasil

A China suspendeu a proibição de compra de carne de frango brasileira, medida adotada em maio após o primeiro registro de contaminação por gripe aviária, em uma granja comercial no município gaúcho de Montenegro. O comunicado da suspensão, feito pela administração das alfândegas chinesas nesta sexta-feira (7), foi confirmado e comemorado pela Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), que creditou o resultado à “competência técnica e diplomática do Brasil”. “A suspensão ocorreu no contexto do único foco registrado – e que já foi totalmente superado – de Influenza Aviária de Alta Patogenicidade (IAAP) na produção comercial de carne de frango do Brasil”, recorda a nota da associação. A suspensão da compra do produto, pela China, foi anunciada em maio, quando o país era, segundo a associação, o maior comprador da carne de frango brasileira, com embarques de 562,2 mil toneladas em 2024, cerca de 10,8% do total. “Até maio [de 2025], mês da ocorrência de IAAP, a China era a maior importadora de carne de frango do Brasil. Apenas entre janeiro e maio, o país havia importado 228,2 mil toneladas de carne de frango (10,4% do total exportado pelo Brasil até então), gerando receita de US$ 545,8 milhões”, detalhou a ABPA, após o anúncio da suspensão chinesa. No dia 18 de junho, o Brasil se declarou livre da doença após a desinfecção da granja afetada e não ter registrado nenhum outro caso pelo prazo de 28 dias. Em setembro, foi a vez de a União Europeia reconhecer que o país estava livre da doença, permitindo a retomada das exportações para o bloco. “Gradativamente, todos os grandes importadores de carne de frango retomaram as compras. Hoje, a China, último grande importador de carne de frango fechado, reabriu seus portos para o produto brasileiro”, comemorou nesta sexta-feira a ABPA. Segundo a entidade, “as autoridades brasileiras dedicaram amplos esforços diplomáticos para o restabelecimento do fluxo comercial dos mercados suspensos”, afirmou, em tom elogioso dirigido ao ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, seu secretariado, bem como ao Planalto e ao Itamaraty. “Houve um amplo e altamente profissional trabalho de negociação neste processo, que incluiu a renegociação de certificados sanitários para evitar suspensões totais de países em eventuais novas ocorrências”, acrescentou ao afirmar que a reabertura “coroa o sucesso” dessas ações. Foto: Arquivo/Agência Brasi

Vacina contra dengue mantém proteção contra hospitalizações mesmo após sete anos, revela estudo

Um estudo internacional divulgado nesta segunda-feira (3) pela farmacêutica Takeda, responsável pela vacina Qdenga, apontou que o imunizante mantém alta eficácia contra internações por dengue mesmo sete anos após a vacinação. A pesquisa, conduzida com mais de 20 mil crianças e adolescentes em oito países endêmicos, confirmou que o esquema de duas doses oferece proteção prolongada e abrangente contra os quatro sorotipos do vírus. De acordo com os resultados, após 4,5 anos, a vacina apresentou eficácia de 61,2% na prevenção da dengue sintomática. Já uma dose de reforço aplicada nesse período elevou a eficácia para 74,3% dois anos depois. Mais importante, a Qdenga demonstrou 84,1% de eficácia na prevenção de hospitalizações relacionadas à doença, índice que subiu para 90,6% após o reforço. O pesquisador Edson Moreira, da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), destacou a relevância dos dados diante do avanço da dengue no país. “O Brasil está entre os países mais afetados pela doença, com aumento de casos graves e mortes. Isso reforça a importância de métodos de prevenção como a Qdenga”, afirmou. Segundo ele, a inclusão da vacina no programa público de imunização tem contribuído para reduzir significativamente os casos sintomáticos e as internações. A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) indica a Qdenga para pessoas de 4 a 60 anos, com duas doses aplicadas em um intervalo de três meses. Diferente de vacinas anteriores, ela pode ser administrada mesmo em quem nunca teve contato prévio com o vírus. O estudo TIDES, responsável pela análise, foi conduzido em países da América Latina — incluindo o Brasil — e da Ásia. Ele avaliou não apenas a eficácia e a segurança da vacina, mas também o desempenho a longo prazo, confirmando a durabilidade da resposta imunológica e a proteção contínua contra hospitalizações e formas graves da doença. Os pesquisadores ressaltam que, além da imunização, o controle do mosquito Aedes aegypti continua sendo fundamental para conter a propagação do vírus. A combinação de vacinação, ações preventivas e conscientização da população é considerada o caminho mais eficaz para reduzir o impacto da dengue em regiões tropicais.

Uso prolongado de melatonina pode aumentar riscos cardíacos, indica novo estudo

Um novo estudo apresentado na Scientific Sessions 2025 da American Heart Association acendeu o alerta sobre os possíveis efeitos do uso prolongado de suplementos de melatonina na saúde do coração. A pesquisa analisou registros médicos de milhares de pessoas com insônia crônica e encontrou um aumento de 90% no risco de insuficiência cardíaca entre aqueles que tomaram o hormônio do sono por um ano ou mais, em comparação com quem não usava o suplemento. Os usuários também apresentaram três vezes mais hospitalizações por insuficiência cardíaca e duas vezes mais mortes por qualquer causa ao longo de cinco anos. O estudo, liderado pelo médico Ekenedilichukwu Nnadi, do SUNY Downstate/Kings County Primary Care, em Nova York, ainda não foi revisado por pares, e os especialistas pedem cautela na interpretação dos resultados. “Embora a associação que encontramos levante preocupações sobre a segurança deste suplemento amplamente utilizado, nosso estudo não pode provar uma relação direta de causa e efeito”, explicou Nnadi, ressaltando que mais pesquisas serão necessárias antes de qualquer conclusão definitiva. A melatonina, produzida naturalmente pela glândula pineal em resposta à escuridão, ajuda o corpo a se preparar para o sono. No entanto, os suplementos vendidos no mercado — produzidos sinteticamente ou extraídos de glândulas animais — podem conter doses superiores às recomendadas e até aditivos prejudiciais, já que, nos Estados Unidos, não passam pelo mesmo controle de qualidade exigido pela FDA (Food and Drug Administration) para medicamentos. No Brasil, a Anvisa autoriza a venda apenas para adultos a partir de 19 anos, limitando a dosagem diária a 0,21 mg. Mesmo assim, o uso indiscriminado vem crescendo, impulsionado pela popularidade da melatonina como alternativa “natural” para tratar a insônia. Segundo o médico espanhol Carlos Egea, presidente da Federação Espanhola de Sociedades de Medicina do Sono, é importante considerar que o estudo avaliou pessoas com insônia crônica — condição que, por si só, já está ligada a maior risco de doenças cardíacas e derrames. Ele lembra que a gravidade da insônia e fatores como estresse e doenças mentais não foram detalhados na análise. Pesquisas anteriores, inclusive uma publicada em março deste ano, apontaram o oposto: que a melatonina poderia melhorar a função cardíaca e reduzir o estresse oxidativo por atuar como antioxidante. Essa divergência reforça a necessidade de mais evidências científicas antes de qualquer recomendação. A médica Marie-Pierre St-Onge, da Universidade Columbia, orienta que a suplementação não deve ser feita de forma crônica e sem diagnóstico adequado. “Antes de recorrer à melatonina, é fundamental investigar as causas do distúrbio do sono e considerar alternativas comportamentais e terapias específicas”, explicou. Ela reforça que o uso prolongado pode causar tontura, dores de cabeça, náusea, sonolência diurna, confusão e até depressão leve. Para quem enfrenta dificuldades para dormir, os especialistas recomendam práticas de higiene do sono, como reduzir o tempo de tela à noite, manter o quarto escuro e fresco e evitar refeições pesadas antes de dormir. A melatonina, quando necessária, deve ser prescrita por um profissional de saúde e utilizada por tempo limitado.

Bairros em todas as regiões de Campo Grande ficam sem energia após tempestade

O temporal que atingiu Campo Grande no fim da manhã desta quarta-feira (5) causou uma série de transtornos, deixando dezenas de bairros sem energia elétrica. De acordo com dados meteorológicos, foram registrados 23,8 milímetros de chuva e rajadas de vento de até 88,9 km/h, provocando a queda de árvores, galhos e postes, além de danos em redes de distribuição. Moradores relataram falta de energia em diferentes regiões da capital, incluindo Jardim Panamá, Santa Luzia, Jardim Itamaracá, Rita Vieira, Jardim Imá, Estrela do Sul, Alves Pereira, Carandá Bosque, Jardim dos Estados, Vila Sobrinho, Jardim Itatiaia, Jardim Noroeste e Vila Morumbi. Em algumas localidades, o fornecimento foi interrompido ainda durante o pico da tempestade. A reportagem questionou a Energisa, concessionária responsável pelo fornecimento, sobre o plano de ação para restabelecimento, número de equipes em campo e prioridade de atendimento. Em resposta inicial, a empresa afirmou estar “trabalhando no levantamento de todas as informações” e prometeu divulgar detalhes sobre as medidas adotadas ao longo do dia. Em nota anterior, a distribuidora informou que o volume de ocorrências exigiu a mobilização total das equipes técnicas: “As fortes tempestades que atingem Mato Grosso do Sul, especialmente Campo Grande, provocaram danos severos à rede elétrica. Árvores, galhos, placas e telhas foram lançados sobre a fiação, causando queda de postes e rompimento de cabos. A Energisa está com toda nossa força de trabalho dedicada para restabelecer o atendimento o mais rápido possível”, destacou a nota. A empresa também reforçou o alerta de segurança para que a população não se aproxime de cabos partidos e acione os canais oficiais de atendimento: Apesar da forte chuva e dos ventos intensos, não há registro de feridos. O restabelecimento total da energia elétrica ainda depende do avanço das equipes de campo e das condições climáticas nas próximas horas.

Omeprazol pode causar demência? Entenda o que dizem os especialistas

O omeprazol, um dos medicamentos mais prescritos para refluxo e gastrite, voltou ao centro do debate após estudos sugerirem uma possível ligação com o risco de demência. No entanto, especialistas afirmam: não há comprovação científica de que o uso de omeprazol cause Alzheimer ou outras formas de demência. 💊 De onde vem essa preocupação Os medicamentos conhecidos como inibidores de bomba de prótons (IBPs) — grupo que inclui omeprazol, pantoprazol, esomeprazol e lansoprazol — atuam reduzindo a acidez estomacal.Um estudo alemão publicado em 2014 no JAMA Neurology observou uma associação estatística entre o uso prolongado desses fármacos e uma maior incidência de demência em idosos.Contudo, a pesquisa não comprovou relação de causa e efeito, apenas uma correlação — ou seja, não significa que o medicamento cause a doença. “Esses estudos mostraram associação, não causa. A maioria dos pacientes avaliados já tinha outros fatores de risco para demência, como idade avançada, diabetes e hipertensão”, explica Dr. Diogo Haddad, neurologista do Hospital Alemão Oswaldo Cruz. 🧩 Por que o omeprazol pode afetar a cognição indiretamenteA hipótese mais aceita entre os médicos é que o uso prolongado do omeprazol pode reduzir a absorção de vitamina B12, importante para a saúde do sistema nervoso.A deficiência crônica dessa vitamina está relacionada a problemas de memória, atenção e até neuropatia, o que poderia confundir os diagnósticos. “O uso diário por muitos anos pode estar associado a pior desempenho de memória, principalmente em idosos, que costumam tomar vários remédios ao mesmo tempo — o que também afeta a cognição”, observa a endocrinologista Alessandra Rascovski, diretora médica da Atma Soma. ⚠️ Riscos reais do uso prolongado Embora o risco de demência não seja comprovado, o uso contínuo de IBPs pode trazer outros efeitos adversos, como: Segundo o cirurgião do aparelho digestivo Dr. Lucas Nacif, da clínica Hepatoclin, o segredo está na duração e na supervisão médica: “Quando o uso é bem indicado e acompanhado, os riscos são mínimos. O problema está na automedicação e no uso contínuo sem necessidade clínica.” 🍽️ Como reduzir riscos Usar sob prescrição médica. Evite tomar omeprazol por conta própria. “Apesar de seguro, o omeprazol deve ser usado com responsabilidade. A medicação é um apoio, não uma solução permanente”, reforça Nacif. 📲 Resumo prático ✅ Omeprazol não causa demência comprovadamente.⚠️ O uso prolongado pode levar à deficiência de B12 e afetar a cognição indiretamente.💊 Use sob orientação médica e, se possível, sob demanda.🥗 Adote mudanças no estilo de vida para tratar a causa do refluxo.

Em Belém, Lula abre Cúpula do Clima nesta quinta-feira

O Presidente Luiz Inácio Lula da Silva começa a receber em Belém, capital do Pará, os líderes que chegam para a Cúpula do Clima, que acontece nesta quinta (6) e sexta-feira (7). Nesses dois dias serão três plenárias temáticas, com abertura feita pelo presidente. A primeira delas vai ser na quinta-feira à tarde, com o tema ‘Clima e Natureza, Florestas e Oceanos’. Na sexta-feira mais duas estão previstas. Nesta quinta, ainda pela manhã, Lula vai seguir com os chefe de Estado que forem chegando para o espaço onde vai ser aberta a Plenária Geral de Líderes. A fala de abertura é do presidente brasileiro. Ao longo do dia, os demais seguem fazendo os discursos formais sobre o clima por até cinco minutos. Também são previstas falas de líderes de organizações internacionais durante essa plenária, que vai ocorrer ao longo do dia de hoje e de amanhã. Também hoje, depois de abrir a plenária, o Presidente Lula vai receber as lideranças mundiais em um almoço oficial para o lançamento do Fundo Florestas Tropicais para Sempre (TFFF, sigla em inglês). Durante este almoço que Lula vai argumentar diante dos líderes sobre a importância da manutenção desse fundo para auxílio aos países que mantêm florestas tropicais, como é o caso do Brasil e outros oito que têm a floresta amazônica em seus territórios. Preparativos Belém passou por muitas obras de infraestrutura, algumas ainda em andamento. Além disso, a cidade passou a ser a capital do país de forma simbólica, efeito que vai durar até o fim da COP30, que se encerra em 21 de novembro. No começo desta semana, Lula decretou a Garantia da Lei e da Ordem (GLO), a pedido do governador do Pará, Helder Barbalho. O decreto segue os mesmos procedimentos de grandes eventos internacionais realizados no país, como a Cúpula do G20 e a reunião dos BRICS no Rio de Janeiro. Agência Brasil Foto: Reuters/Anderson Coelho

Alerta de tempestades em MS: granizo, ventos fortes e 40 mm de chuva nesta quarta e quinta

O estado de Mato Grosso do Sul entra em alerta para possíveis tempestades intensas entre quarta-feira (5) e quinta-feira, segundo previsão meteorológica. O cenário foi gerado pela combinação de calor e umidade elevados em baixos níveis da atmosfera com a aproximação de uma frente fria oceânica e áreas de baixa pressão — fatores que favorecem a formação de instabilidades com potencial para chuvas exageradas, ventos fortes e até granizo. Nos últimos registros, a cidade de Dourados acumulou 30,2 mm de chuva nas últimas seis horas, seguida por Ivinhema com 20 mm e Mundo Novo com 18,6 mm no mesmo período. Meteorologistas projetam que o volume de chuva pode ultrapassar 40 mm em 24 horas, principalmente durante o dia de quarta-feira, com risco de quedas de granizo, rajadas de vento e descargas elétricas. 🌡️ Previsão de temperaturas por região ⚠️ O que fazer para se proteger

Vacinação sem fronteiras: MS, PR e Paraguai assinam acordo para campanhas simultâneas de vacinação

Mato Grosso do Sul a partir de agora fará parte de um dia único, ao lado do estado vizinho Paraná e do Paraguai: é o Dia D Binacional de Imunização, ação que visa ampliar a cobertura vacinal e fortalecer as ações de vigilância e prevenção em saúde na região fronteiriça brasileira e paraguaia. O documento que firma tal cooperação internacional à partir de 2026 foi assinado sexta-feira (31), durante o III Encontro Internacional de Saúde nas Fronteiras Brasil-Paraguai, realizado na cidade paraguaia de Salto del Guairá. SES-MS (Secretaria de Estado de Saúde de Mato Grosso do Sul), Secretaria de Saúde do Paraná, Ministério da Saúde, Conass (Conselho Nacional de Secretários de Saúde) e o Governo do Paraguai assinaram conjuntamente o documento que permite a realização de tal iniciativa, consolidando os avanços obtidos desde o segundo encontro, realizado em Ponta Porã, em abril deste ano, quando autoridades dos dois países pactuaram o Projeto de Monitoramento para Vigilância em Saúde na Fronteira Brasil-Paraguai. “Esse acordo é resultado de um diálogo contínuo entre os estados e o país vizinho. Mato Grosso do Sul tem uma posição estratégica e desempenha papel central na cooperação em saúde, especialmente nas ações de vigilância e imunização, explica a secretária-adjunta de Estado de Saúde, Crhistinne Maymone, que representou o Estado no encontro. Maymone ainda completou que a iniciativa “reforça nosso compromisso de proteger as populações de fronteira e promover uma resposta conjunta às demandas sanitárias e faz parte da rede integrada de atenção e vigilância que temos estruturado”. Nessa rede integrada, está prevista a troca de informações epidemiológicas, capacitação de profissionais e resposta rápida a emergências sanitárias. O novo acordo amplia o escopo de cooperação, fortalecendo a integração entre os dois países. De acordo com o secretário de Estado da Saúde do Paraná, Beto Preto, a harmonização das campanhas de vacinação representa mais um passo no fortalecimento da cooperação transfronteiriça. “As regiões de fronteira exigem um olhar especial. Essa ação conjunta reforça o compromisso de proteger a população que vive nesses territórios e garantir que todos tenham acesso à imunização, independentemente do lado da fronteira em que estejam”, disse. Piloto para outras fronteiras Gerente do Cieges (Centro de Inteligência Estratégica para a Gestão do Sistema Único de Saúde) do Conass (Conselho Nacional dos Secretários de Saúde), Sandro Terabe adianta que o modelo de atuação pode servir de piloto para outras fronteiras. “Como o Conass representa os 27 estados, o que a gente desenvolver aqui pode ser replicado para outras áreas de fronteira do Brasil. Todo o processo de análise, organização e construção dessa tecnologia física e social pode ser aplicado em outros estados e em outros países”, afirmou. Além de MS e de representantes da Secretaria de Saúde do Paraná, participaram do encontro o vice-ministro da Saúde e Bem-Estar Social do Paraguai, José Ortellado; representantes do Ministério da Saúde; o coordenador nacional de saúde de fronteiras do Paraguai, Juan Carlos Coronel; além de equipes da Itaipu Binacional, do município de Foz do Iguaçu e da 20ª Regional de Saúde de Toledo. Danúbia Burema, Comunicação SES*com informações da Secretaria de Saúde do ParanáFotos: Sesa/PR

Radares voltam a funcionar em Campo Grande a partir desta terça-feira; primeiros 15 dias serão educativos

Os radares de fiscalização eletrônica voltam a operar em Campo Grande a partir desta terça-feira (4), após quase um mês fora de funcionamento. O retorno marca o fim da suspensão iniciada em 9 de outubro, quando o contrato com a antiga empresa responsável pelos equipamentos chegou ao fim. De acordo com a Agência Municipal de Transporte e Trânsito (Agetran), os primeiros 15 dias de operação terão caráter educativo, sem aplicação de multas. O objetivo é permitir que os motoristas se adaptem à nova fase de monitoramento. “Nesse período inicial, as infrações serão registradas apenas de forma pedagógica. A fiscalização punitiva começa a valer a partir de 19 de novembro”, informou a Agetran. 🚦 Avisos e sinalização Durante o período educativo, placas de aviso foram instaladas nos pontos de fiscalização, informando sobre o retorno dos radares e o prazo de adaptação. Esses avisos serão retirados no dia 18 de novembro, data que marca o início da autuação oficial. A Agetran também alerta que os motoristas devem redobrar a atenção nos trechos onde houve alterações nos locais de instalação dos equipamentos. Os novos pontos foram definidos com base em estudos técnicos que identificaram as áreas de maior índice de acidentes e excesso de velocidade. 🧠 Tecnologia aprimorada e integração com videomonitoramento Os novos radares são mais modernos e contam com maior precisão na leitura de placas e detecção de infrações, além de integração com o sistema de videomonitoramento urbano. Essa modernização permitirá uma resposta mais rápida das autoridades em casos de incidentes e um controle mais eficiente da mobilidade. A nova empresa contratada também é responsável pela manutenção contínua dos equipamentos, garantindo o funcionamento ininterrupto e a segurança dos dados coletados. 📊 Por que os radares ficaram inativos A suspensão da fiscalização ocorreu em 9 de outubro devido ao fim do contrato com a antiga concessionária, o que interrompeu a aplicação de multas por quase 30 dias. Durante o período, o município concluiu o processo de licitação para contratação de uma nova administradora. Mesmo com a paralisação, a Agetran informou que o monitoramento do trânsito continuou de forma manual em pontos estratégicos da cidade.