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Mulheres do agro desenvolvem protagonismo e liderança com programas do Senar/MS

Desenvolver liderança, empreendedorismo e protagonismo no agro foi o que motivou o 3° Encontro de Mulheres dos Programas Mulheres em Campo e Donas do Agro, realizado nesta terça-feira (26), na Casa Rural, em Campo Grande. O evento reuniu participantes dos programas, além de presidentes e representantes de Sindicatos Rurais e autoridades convidadas. A programação marcou o encerramento de um ciclo de capacitações e contou com a entrega de certificados às participantes, reconhecendo o aprendizado e o esforço ao longo do ano. As atividades ajudaram as mulheres a aplicar gestão estratégica, inovação e liderança no dia a dia das propriedades e negócios rurais. Na abertura, a diretora técnica do Senar/MS, Mariana Urt, e a diretora administrativa e financeira, Milene Nantes, destacaram a importância do evento para fortalecer a presença feminina no agro e reconhecer o avanço das participantes ao longo de 2025. “Celebramos a dedicação de todas vocês, que decidiram transformar suas vidas e fortaleceram o agro do nosso estado.” Em seu discurso, Mariana também transmitiu uma mensagem do presidente do Sistema Famasul, Marcelo Bertoni, que está em Brasília defendendo pautas do setor rural. Ela ressaltou o recado deixado pelo presidente. “Destaco que o futuro do agro passa necessariamente pelas mãos das mulheres, que têm se consolidado como gestoras, empreendedoras, produtoras e líderes nas propriedades rurais […] Reforço que investir nas formações de mulheres é investir em um campo mais produtivo, inovador, sustentável e humano, e que o Sistema Famasul seguirá comprometido em abrir caminhos e oportunidades para que esse protagonismo cresça ainda mais.” A presidente da Comissão Nacional das Mulheres do Agro da CNA, Stéphanie Ferreira Gobato, também participou da programação e apresentou o trabalho desenvolvido pela CNA para fortalecer a atuação feminina no campo. Em sua fala sobre “Como mulheres podem atuar com liderança e representatividade”, destacou a importância de ocupar espaços estratégicos e ampliar a participação das produtoras nas decisões do setor. Na sequência, a palestra “Mulheres que Inspiram e Lideram”, conduzida pela psicóloga Tatiana Garcia, trouxe reflexões sobre autoconhecimento, confiança e as habilidades necessárias para conduzir equipes, tomar decisões e liderar negócios rurais com segurança. Milena Junqueira foi uma das participantes do programa Donas do Agro e acompanhou de perto como o cronograma do programa possibilita uma mudança de visão nas habilidades de liderança. “Foi um programa de muita capacitação. Não foi só sobre ser mulher ou sobre o agronegócio. Aprendemos sobre liderança, gestão, economia. Aprendemos muita coisa que vou levar para a vida.” O Donas do Agro trabalha temas como liderança, sucessão familiar, gestão moderna e inovação, sempre conectado ao desenvolvimento das participantes e ao fortalecimento das comunidades rurais. Neste ano, 35 mulheres de 19 municípios fizeram parte do programa, que estimula a criação de iniciativas empreendedoras e o protagonismo dentro das propriedades. Já o Mulheres em Campo foca na gestão e no empreendedorismo rural. Nele, as participantes aprendem sobre planejamento estratégico, custos de produção, comercialização e desenvolvimento pessoal. Ao longo de 2025, o programa formou 274 mulheres em 20 turmas, ampliando a visão de gestão e incentivando o crescimento profissional no campo. Sandra Prestes participou do Mulheres em Campo e destacou a importância do conteúdo para fortalecer a atuação no dia a dia da propriedade. “O programa chega nas mulheres que estão mais afastadas nas áreas rurais que precisam desse gás e aprendizado. Tanto esse que tivemos hoje, quanto aqueles que desenvolvemos juntas durante o programa.” Novas turmas em 2026 Para quem tem interesse em participar, o programa Mulheres em Campo está com formação de turmas para 2026. As inscrições são feitas diretamente nos Sindicatos Rurais dos municípios, que organizam e encaminham as participantes para as capacitações. Clique e confira as fotos do evento. Assessoria de Comunicação do Sistema Famasul – Pâmela Machado

SES emite alerta sobre riscos das canetas emagrecedoras irregulares em Mato Grosso do Sul

A Secretaria Estadual de Saúde de Mato Grosso do Sul (SES) divulgou um alerta à população sobre os riscos associados ao uso de canetas emagrecedoras irregulares, que têm circulado de forma clandestina no Estado, especialmente devido ao fluxo na fronteira com o Paraguai. Segundo a pasta, o tratamento para perda de peso deve seguir protocolos clínicos reconhecidos, uma vez que medicamentos sem registro ou controle sanitário representam perigo real à saúde. Versões manipuladas, importadas sem receita ou comercializadas em clínicas, lojas on-line e redes sociais não passam por testes de qualidade e podem conter impurezas, toxinas e até bactérias. A Coordenação de Vigilância Sanitária Estadual (Cvisa) reforça que o uso desses produtos pode provocar reações adversas severas, intoxicações e até levar à morte.“Essas canetas importadas irregularmente não têm qualquer garantia de eficácia ou segurança. É fundamental que as pessoas busquem orientação médica e evitem produtos sem origem confiável”, destacou o farmacêutico da Vigilância Sanitária, Alexandre Tutes. A SES orienta ainda que denúncias sobre comercialização clandestina podem ser feitas pelo Disque Denúncia 181.

Prévia de 0,20% faz inflação oficial voltar para meta do governo

A prévia da inflação oficial de novembro ficou em 0,20%, resultado que faz o acumulado de 12 meses do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15) marcar 4,5%, limite da meta do governo. Nos 12 meses terminados em outubro, o IPCA-15 registrava 4,94%. Este é o primeiro acumulado de 12 meses dentro da meta desde janeiro de 2025, quando também estava em 4,5%. Em abril, o ponto mais alto desde então, chegou a 5,49%. Os dados foram divulgados nesta quarta-feira (26) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A meta do governo é de 3% ao ano com tolerância de 1,5 ponto percentual para mais ou para menos, ou seja, indo no máximo a 4,5%. Instituições financeiras ouvidas pelo boletim Focus, do Banco Central, divulgado na segunda-feira (24), estimam que o IPCA deve terminar o ano em 4,45%, dentro da tolerância da meta. Influências Em outubro, o IPCA-15 havia sido de 0,18%. Dos nove grupos de produtos e serviços pesquisados pelo IBGE, sete tiveram alta na passagem de outubro para novembro: A alta do grupo despesas pessoais representou o maior impacto no IPCA-15, 0,09 ponto percentual. Dentro do grupamento, as maiores pressões foram exercidas pela hospedagem (4,18%) e pacote turístico (3,90%). Avião e gasolina No grupo dos transportes, a principal influência para aumento dos preços ficou com as passagens aéreas, que subiram 11,87%. Dessa forma, de todos os 377 produtos e serviços pesquisados pelo IBGE, o bilhete de avião foi o subitem que mais forçou para cima o IPCA-15. Por outro lado, os combustíveis tiveram queda no mês (-0,46%). A gasolina, produto que mais pesa na cesta de consumo dos brasileiros, recuou 0,48%, sendo o subitem que mais ajudou a segurar o IPCA-15 (impacto de -0,02 ponto percentual), ao lado do leite longa vida, arroz e energia elétrica residencial. Alimentos A alta do grupo alimentação e bebidas interrompe uma sequência de cinco esses de queda. No entanto, especificamente a alimentação no domicílio recuou 0,15%. Essa é o sexto recuo seguido desse item. Em 12 meses, apresenta alta de 3,61%, abaixo do IPCA-15 geral. Os principais impactos para esse resultado de baixa no preço da alimentação no domicílio na passagem de outubro para novembro foram: Na outra ponta, subiram: Prévia x mês cheio O IPCA-15 tem basicamente a mesma metodologia do IPCA, a chamada inflação oficial, que serve de base para a política de meta de inflação do governo.  A diferença está no período de coleta de preços e na abrangência geográfica. Na prévia, a pesquisa é feita e divulgada antes mesmo de acabar o mês de referência. Em relação à divulgação atual, o período de coleta foi de 14 de outubro a 13 de novembro. Ambos os índices levam em consideração uma cesta de produtos e serviços para famílias com rendimentos entre um e 40 salários mínimos. Atualmente o valor do mínimo é R$ 1.518. O IPCA-15 coleta preços em 11 localidades do país (as regiões metropolitanas do Rio de Janeiro, de Porto Alegre, Belo Horizonte, do Recife, de São Paulo, Belém, Fortaleza, Salvador e Curitiba, além de Brasília e Goiânia.); e o IPCA, em 16 localidades (incluindo Vitória, Campo Grande, Rio Branco, São Luís e Aracaju). O IPCA cheio de novembro será divulgado em 10 de dezembro. Bruno de Freitas Moura – Repórter da Agência Brasil Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil

Projeto que une arte, ciência e sustentabilidade ganha espaço no museu do Bioparque Pantanal

O Museu Interativo da Biodiversidade (Mibio) do Bioparque Pantanal agora conta com uma obra artística contextualizada no conceito arte/ciência. Com o objetivo de reforçar a cultura, educação ambiental e a sustentabilidade no maior aquário de água doce do mundo, a obra denominada “Interações”, integra o Programa de Pesquisa em Biodiversidade (PPBio) e dialoga diretamente com a arte contemporânea ao explorar novas materialidades, formas e percepções sensoriais. A obra é uma instalação têxtil que investiga as relações de interdependência entre organismos, memórias e territórios. O trabalho ainda propõe ao público perceber-se como parte de um organismo maior, no qual criação, transformação e convivência são processos inseparáveis. Por reaproveitar materiais, o projeto destaca o potencial da arte sustentável e está alinhada ao “Programa ESG Bioparque”, reforçando o compromisso com reciclagem, responsabilidade socioambiental e inovação. Além de trazer consciência ambiental, a exposição dialoga com o visitante sobre os 5R´S (Reciclar, reduzir, recusar, reutilizar e repensar). Luana Taminato Roque, conhecida como Pitchuqué é formada no Centro de Belas Artes de São Paulo, ela fala sobre sua criação artística. “Esta obra é um convite para perceber as interações. Ela foi construída com retalhos de roupas da minha avó, da minha família e de pessoas desconhecidas. Carrega essa memória afetiva, mas também revela o potencial do que um simples retalho pode se tornar”. De acordo com dados do Sebrae, o Brasil produz cerca de 170 mil toneladas de resíduos têxteis por ano, sendo que apenas 20% desse material é reciclado. As outras 135 mil toneladas, acabam em aterros sanitários ou no meio ambiente. Para a professora de biologia, Paula Machado, a primeira impressão que ela teve, além de ver com bons olhos a reutilização de tecidos, foi a obra representar com clareza os manguezais. “Me remeteu bastante os manguezais, com suas raízes pneumáticas que se desenvolvem em locais alagadiços e saem para fora das árvores”. A diretora-geral do Bioparque Pantana, Maria Fernanda Balestieri, explica que a obra será uma grande ferramenta de aprendizagem. “A obra dialoga diretamente com a ciência ao representar, por meio das raízes das árvores, a complexa rede de interações que sustenta a vida. Assim como as raízes se entrelaçam no solo para manter um ecossistema saudável, os tecidos reutilizados simbolizam pessoas, histórias e identidades diversas que se conectam para formar um todo. No Bioparque Pantanal, valorizamos iniciativas que aproximam cultura, ciência e educação ambiental, fortalecendo a percepção de que a natureza e a sociedade estão profundamente interligadas”. Caio Henrique Romero e Gabriel Issagawa, Comunicação Bioparque PantanalFotos: Lara Miranda

Anvisa assina termo de compromisso para a vacina da dengue do Butantan

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) assina nesta quarta-feira (26) com o Instituto Butantan um Termo de Compromisso para estudos e monitoramento da vacina da dengue. Segundo a Assessoria de Comunicação Social do governo federal, a assinatura deste termo é a última etapa que falta para o registro da vacina. No início de novembro já havia a previsão de aprovação da vacina da dengue do Butantã pela Anvisa. Daniel Pereira, diretor do órgão, explicou à Agência Brasil que “a vacina de dengue do Butantan é um processo prioritário para a agência”. Ele explicou que a análise do imunizante demandou “muitas horas” de discussão técnica com especialistas externos que apoiaram. O anúncio oficial do acordo entre a Anvisa e o Instituto Butantan será feito nesta quarta.

MS registra 8.319 casos confirmados de dengue

Mato Grosso do Sul já registrou 13.696 casos prováveis de Dengue, sendo 8.319 casos confirmados, em 2025. Estes dados foram apresentados no boletim referente à 46ª semana epidemiológica, divulgado pela SES (Secretaria de Estado de Saúde) nesta segunda-feira (24). Segundo o documento, 18 óbitos foram confirmados em decorrência da doença e outros 7 estão em investigação. Nos últimos 14 dias, Sonora, Nioaque e Rio Brilhante registraram incidência baixa de casos confirmados para a doença. Já os óbitos registrados ocorreram nos municípios de Inocência, Três Lagoas, Nova Andradina, Aquidauana, Dourados, Ponta Porã, Coxim, Iguatemi, Paranhos, Itaquiraí, Água Clara, Miranda, Aparecida do Taboado, Ribas do Rio Pardo e Campo Grande. Entre as vítimas, 7 delas possuíam algum tipo de comorbidade. VacinaçãoAinda conforme o boletim, 201.633 doses do imunizante já foram aplicadas na população alvo. Ao todo, Mato Grosso do Sul já recebeu do Ministério da Saúde 241.030 doses do imunizante contra a dengue. O esquema vacinal é composto por duas doses com intervalo de três meses entre as doses. A vacinação contra a dengue é recomendada para crianças e adolescentes entre 10 e 14 anos, 11 meses e 29 dias de idade, faixa etária que concentra o maior número de hospitalização por dengue, dentro do quadro de crianças e adolescentes de 6 a 16 anos de idade. Chikungunya Em relação à Chikungunya, o Estado já registrou 13.721 casos prováveis, sendo 7.546 confirmados no SINAN (Sistema de Informação de Agravos de Notificação). O documento também confirma 74 casos da doença em gestantes. Conforme o boletim, 16 óbitos foram confirmados em decorrência da doença nos municípios de Dois Irmãos do Buriti, Vicentina, Naviraí, Terenos, Fátima do Sul, Dourados, Sidrolândia, Glória de Dourados, Maracaju e Iguatemi. Entre as vítimas, 12 delas possuíam algum tipo de comorbidade. A SES alerta que as pessoas devem evitar a automedicação. Em caso de sintomas de dengue ou Chikungunya, a recomendação é procurar uma unidade de saúde do município.Confira os boletins:Boletim Epidemiológico Dengue SE 46- 2025Boletim Epidemiológico Chikungunya SE 46 – 2025 Danúbia Burema, Comunicação SESFoto: Bruno Rezende/Arquivo

Receita Federal reforça ações na fronteira de MS após Anvisa vetar entrada de remédios para emagrecer

A Receita Federal intensificará a fiscalização nas fronteiras de Mato Grosso do Sul após a decisão da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) que proibiu a importação, venda e uso de diversos medicamentos destinados ao emagrecimento. A medida vale mesmo com receita médica, já que as resoluções da agência impedem qualquer forma de entrada desses produtos no país. Entre os remédios proibidos estão: Com grande movimento na fronteira, Mato Grosso do Sul está entre os estados que receberão atenção redobrada. O órgão afirma que o trabalho será baseado em análise de risco, inspeção de bagagens, conferência de veículos e apoio de forças de segurança. A Receita também estuda reforçar o efetivo e ampliar operações em áreas consideradas mais suscetíveis à entrada irregular dessas substâncias. Caso necessário, servidores poderão ser deslocados temporariamente para pontos críticos. A fronteira já é monitorada por operações permanentes, como a Fronteira Blindada, voltada ao combate ao contrabando, descaminho e entrada de medicamentos proibidos. Produtos vetados pela Anvisa encontrados em bagagens ou cargas serão apreendidos e destruídos, e os responsáveis poderão responder por contrabando ou crime contra a saúde pública. Segundo o órgão, as ações reforçadas visam proteger a população e assegurar o cumprimento das normas sanitárias e aduaneiras.

Senar/MS realiza 3º Encontro de Mulheres e destaca avanços históricos na representatividade feminina no agro

O Senar/MS realiza, no dia 26 de novembro, a partir das 13 horas, o “3° Encontro de Mulheres – Programa Mulheres em Campo e Donas do Agro”, na Casa Rural, em Campo Grande. O evento reúne participantes dos dois programas para celebrar os resultados de 2025 e valorizar histórias que refletem a força e o protagonismo feminino no agronegócio de Mato Grosso do Sul. Voltado exclusivamente para as mulheres inscritas nos programas ao longo do ano, o encontro marca o encerramento de um ciclo de capacitações que fortaleceram competências pessoais, profissionais e empreendedoras no meio rural. Neste ano, o encontro contará com a palestra “Mulher que Inspira e Lidera”, ministrada por Tatiana Garcia, psicóloga formada pela UERJ com MBA em Gestão do Conhecimento pela UFRJ. Com mais de 15 anos de atuação em grandes empresas de infraestrutura e serviços, Tatiana é mentora de líderes e consultora em desenvolvimento humano, reconhecida por sua experiência em cultura organizacional, mediação de conflitos, inteligência relacional e fortalecimento de equipes de alta performance. Representatividade feminina no campo Embora distintos, os programas Mulheres em Campo e Donas do Agro compartilham o propósito de desenvolver competências essenciais para o protagonismo das mulheres no ambiente rural, oferecendo formação estruturada em temas de gestão, liderança, planejamento, autoconhecimento e empreendedorismo. Mulheres em Campo, que somou 274 participantes em 2025, oferece um ciclo de cinco módulos que abordam diagnóstico do negócio, planejamento estratégico, custos de produção, viabilidade, comercialização e desenvolvimento pessoal. A proposta é ampliar a visão de gestão, estimular o empreendedorismo e fortalecer competências individuais e coletivas. Já o Donas do Agro, com 35 participantes em 2025, reúne três eixos principais: família e liderança, gestão e inovação, e desenvolvimento local e negócios. O programa incentiva a sucessão familiar, o uso de ferramentas modernas de administração e a criação de iniciativas empreendedoras no campo, sempre valorizando o papel da mulher no desenvolvimento econômico e social das comunidades rurais. O encontro pretende dar visibilidade a trajetórias inspiradoras de mulheres que vêm se destacando em suas regiões. A programação foi pensada como um momento de reconhecimento e gratidão, celebrando os avanços alcançados ao longo de 2025. Assessoria de Imprensa do Sistema Famasul – Ana Palma

Mulheres negras marcham hoje em Brasília por reparação e bem-viver

Caravanas de diversas partes do país vão ocupar, nesta terça-feira (25),  a Esplanada dos Ministérios, em Brasília, para a 2ª Marcha das Mulheres Negras, com o tema “por Reparação e Bem Viver.” A expectativa é reunir 1 milhão de pessoas. Organizada pelo Comitê Nacional da Marcha das Mulheres Negras, a mobilização nacional busca colocar em pauta os direitos básicos desse segmento da população – como moradia, emprego, segurança -, mas também por uma vida digna, livre de violência e por ações de reparação. A jornada faz parte da programação da Semana por Reparação e Bem-Viver, de 20 a 26 de novembro, na capital federal, marcada por debates, atividades e apresentações culturais para exaltar o protagonismo das mulheres negras em todo o país. Segunda edição A nova edição da Marcha das Mulheres Negras é realizada no mês em que é celebrado o Dia Nacional da Consciência Negra, em 20 de novembro. Marcha de Mulheres Negras 2025 ocorre nesta terça-feira (25) em Brasília – Foto Divulgação O evento ocorre dez anos depois da primeira marcha, em 18 de novembro de 2015, quando mais de 100 mil mulheres negras do Brasil marcharam em Brasília contra o racismo, a violência contra a juventude negra, a violência doméstica e o feminicídio, que vitimam essas mulheres, e pelo bem viver, rejeitando a mera sobrevivência.  Neste ano, as mulheres negras vão marchar pela promoção de mobilidade social, considerando os danos deixados pela escravidão através de séculos, que se tornaram obstáculos ao desenvolvimento econômico dessa população. Programação  A programação oficial da 2ª Marcha das Mulheres Negras por Reparação e Bem Viver, nesta terça-feira (25), tem início às 9h, com concentração no Museu da República, próximo à Rodoviária do Plano Piloto. No mesmo local, haverá uma roda de capoeira e cortejo de berimbaus. Às 9h também, o Congresso Nacional realizará sessão solene em comemoração à Marcha das Mulheres Negras por Reparação e Bem-Viver, no plenário da Câmara. Por volta das 11h, está agendada a saída da marcha pela Esplanada dos Ministérios. O jingle oficial da marcha, que promete embalar as mulheres na caminhada rumo ao gramado do Congresso Nacional, já está no ar. com a frase “Mete marcha negona rumo ao infinito. Bote a base, solte o grito! Bem-viver é a nossa potência, é a nossa busca, é reparação!” Às 16h, o público poderá conferir os shows de artistas que representam a diversidade da produção cultural negra no Brasil. As cantoras são engajadas com as pautas da temática da negritude, do antirracismo e do feminismo. São elas: Larissa Luz, Luanna Hansen, Ebony, Prethaís, Célia Sampaio e Núbia. Espaço de articulação A marcha de 2025 ultrapassa as fronteiras do Brasil. Para fortalecer a articulação global, a manifestação reunirá mulheres negras em diáspora (imigração forçada de africanos), e do continente africano, comprometidas com a construção de um futuro livre das violências impostas pelo racismo, pelo colonialismo e pelo patriarcado. Saída dos ônibus com mulheres de São Paulo para participar da Marcha das Mulheres Negras em Brasília. Foto Rovena Rosa/Agência Brasil Lideranças negras do Equador estão em Brasília para participar da Marcha de 2025. O objetivo é, de acordo com o grupo equatoriano, aprofundar e visibilizar as lutas das mulheres afrolatinas, afrocaribenhas e da diáspora. Elas estão focadas no fortalecimento da articulação regional e global das mulheres negras, na recuperação da memória e visibilidade das mulheres afrolatinas em todos os níveis e no  fortalecimento político, por meio do posicionamento coletivo dos direitos das mulheres. A ativista de San Lorenzo (Equador) e membro da Confederação Comarca Afro-equatoriana do Norte de Esmeraldas (Cane), Ines Morales Lastra, explica que elas defendem os direitos coletivos e dos territórios ancestrais do povo afro-equatoriano e que viajaram a Brasília para somar na luta feminina. “Marcharemos para ecoar a firmeza de nossa voz e nossas demandas, porque são nossas as vozes de nossas avós.” Lélia Gonzalez Quem também participará da 2ª Marcha das Mulheres Negras é Melina de Lima, neta da antropóloga Lélia Gonzalez, falecida em 1994, aos 59 anos. No último dia 10, Melina esteve em Brasília para receber, em nome de Lélia Gonzalez, o título de Doutora Honoris Causa concedido pela Universidade de Brasília. Lélia foi uma das fundadoras do Movimento Negro Unificado. A ativista é referência nos estudos e debates de gênero, raça e classe no Brasil, na América Latina e no mundo. Ela é considerada uma das principais autoras do feminismo negro no país e foi a criadora de conceitos como “amefricanidade” e “pretuguês”. “Amefricanidade” é um conceito que se refere à condição dos povos negros nas Américas, unindo ancestralidades africanas e ameríndias para descrever uma identidade política e cultural específica. O termo questiona a dominação colonial e o racismo que persistem após a escravidão, O “Pretuguês” é o termo para descrever as influências das línguas africanas na língua portuguesa falada no Brasil.  Atualmente, Melina de Lima é diretora de educação e cultura do Instituto Memorial Lélia Gonzalez e cofundadora do projeto Lélia Gonzalez Vive. Meninas e mulheres negras As meninas e mulheres negras são o maior grupo populacional do país. Mulheres embarcam em ônibus no Rio de Janeiro para participar, em Brasília, da Marcha das Mulheres Negras – Foto Tomaz Silva/Agência Brasil De acordo com o Ministério da Igualdade Racial (MIR), elas somam 60,6 milhões de pessoas, divididas entre pretas (11,30 milhões) e pardas (49,30 milhões).  O total corresponde a cerca de 28% da população geral do país. Confira aqui a programação oficial da 2ª Marcha das Mulheres Negras e da Semana por Reparação e Bem-Viver, que vai até quarta-feira (26). Daniella Almeida – Repórter da Agência Brasil Foto:  Rovena Rosa/Agência Brasil

Campo Grande sanciona programa permanente de castração com prioridade para animais de rua

A Prefeitura de Campo Grande sancionou, nesta segunda-feira (24), a criação do Programa Permanente de Manejo Ético-Populacional de Cães e Gatos, que passa a regulamentar o controle reprodutivo de animais na Capital. A nova legislação estabelece como prioridade a castração de cães e gatos de rua, ampliando ações de proteção e saúde pública. O controle populacional será feito por meio de esterilização cirúrgica em cães a partir dos 5 meses de idade e em gatos com mais de 2 kg. Segundo o Executivo, os procedimentos deverão ser minimamente invasivos, utilizando técnicas como ovariosalpingohisterectomia (OSH) para fêmeas e orquiectomia para machos. Após cada cirurgia, o Município deverá fornecer um comprovante ao responsável ou cuidador. Metas e funcionamento A lei determina que a prefeitura ofereça, mensalmente, vagas gratuitas de castração equivalentes a 0,6% a 1% da população total de cães e gatos, com base no último censo do CCZ. A intenção é manter um ritmo constante de esterilização para reduzir o número de animais abandonados nas ruas. Quem será priorizado? A fila de atendimento deverá priorizar: Transparência e continuidade A lei também obriga o Município a publicar relatórios mensais com estatísticas dos procedimentos por espécie, sexo e idade, em plataforma digital aberta ao público. Além disso, a prefeitura deverá garantir recursos no orçamento anual para assegurar a continuidade do programa.