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MS encerrou 2025 com aumento no número de transplantes realizados pelo SUS

Mato Grosso do Sul registrou aumento no número de transplantes realizados pelo SUS (Sistema Único de Saúde) em 2025, com crescimento nos procedimentos de órgãos e tecidos ao longo do ano Dados da CET/MS (Central Estadual de Transplantes de Mato Grosso do Sul) mostram aumento no total de procedimentos e a manutenção de transplantes de alta complexidade, indicando maior regularidade na atividade transplantadora no Estado. Em 2025, foram realizados 70 transplantes de órgãos sólidos e 298 transplantes de córnea. Considerando órgãos e tecidos, o total chegou a 368 procedimentos ao longo do ano. Entre os transplantes realizados estão: 49 de fígado, 21 de rim, dois de medula óssea autólogo e cinco de ossos, evidenciando a diversidade de procedimentos ofertados pela rede estadual. Para a Coordenadora da CET/MS, Claire Miozo, os resultados refletem o fortalecimento da rede e da organização dos processos. “Foi um ano marcado pela atuação integrada entre hospitais, equipes assistenciais e a Central, com avanços importantes na captação e no acompanhamento dos processos de doação e transplante”, disse Claire. Comparativo com 2024 Em 2024, o Estado havia registrado 40 transplantes de órgãos sólidos e 278 transplantes de córnea, totalizando 318 procedimentos. Os números de 2025 indicam crescimento no volume total de transplantes e ampliação das atividades em relação ao ano anterior. Rede hospitalar Os transplantes em Mato Grosso do Sul são realizados por hospitais habilitados que integram a rede estadual. A Santa Casa de Campo Grande realiza transplantes de rim e córneas; o Hospital Unimed, transplantes de rim; o Hospital Cassems, transplantes de medula óssea autólogo; e o Hospital Adventista do Pênfigo, transplantes de fígado, rim, pâncreas, córneas e tecido musculoesquelético. Em 2025, o Hospital Adventista do Pênfigo passou a atuar também nos transplantes de rim, pâncreas e tecido musculoesquelético, ampliando a oferta desses procedimentos no Estado. Segundo Claire Miozo, “Essa ampliação representa mais oportunidades para os pacientes que aguardam na fila e fortalece a capacidade transplantadora de Mato Grosso do Sul”, afirma a Coordenadora da CET/MS. Doação e fila de espera No período, foram registrados 63 doadores efetivos de órgãos e 238 doadores de córnea. Também foram ofertados para transplantes em outros Estados 85 rins, oito fígados e oito corações. Atualmente, a fila de espera em Mato Grosso do Sul conta com 428 pessoas aguardando transplante de córnea, 236 por rim e 10 por fígado. A SES (Secretaria de Estado de Saúde), vinculada ao Governo do Estado, reforça que a realização dos transplantes depende da autorização familiar. Para ser doador, não é necessário registro formal, basta comunicar à família o desejo de doar órgãos e tecidos. André Lima, Comunicação SESFoto: Arquivo SES

Curso de Medicina da UEMS conquista Conceito 4 na primeira avaliação do Enamed/MEC

Curso é o mais novo do MS, com apenas 10 anos, e alcança a 7ª maior Nota de Corte do Sisu em 2026 O curso de Medicina da Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul (UEMS), em Campo Grande, obteve Conceito 4 (em uma escala até 5) na primeira edição do Exame Nacional de Avaliação da Formação Médica (Enamed). O resultado, divulgado pelo Ministério da Educação (MEC) e pelo Inep, consolida a unidade como referência em qualidade na formação médica nacional. Este desempenho posiciona a UEMS no seleto grupo de apenas 114 cursos de Medicina no Brasil – o que representa 33% do total avaliado – que alcançaram este conceito de excelência. O indicador aponta que entre 75% e 89,9% dos estudantes da UEMS foram classificados com desempenho proficiente, demonstrando a solidez do ensino ofertado pela instituição. O curso ainda elenca na 3ª parcial – referência em 22/01 – a 7ª Nota de corte no Sisu 2026 dentre os cursos de Medicina do país. Validação e Compromisso Institucional Para o Pró-reitor de Ensino da UEMS, Walter Guedes, a nota transcende o prestígio e confirma a rigorosa preparação dos egressos. “Este resultado sublinha a excelência do ensino oferecido e valida o compromisso contínuo da instituição em formar profissionais altamente qualificados. O Enamed desempenha papel preponderante na salvaguarda da qualidade da formação médica no Brasil, abrangendo desde a robustez da estrutura curricular e qualificação docente até a infraestrutura de laboratórios e práticas clínicas”, destaca o pró-reitor. Guedes reforça que a avaliação do MEC garante que a instituição cumpra os padrões essenciais para formar médicos competentes e responsáveis, prontos para os desafios do sistema de saúde. Inovação e Metodologias Ativas Um dos grandes diferenciais que sustentam o Conceito 4 é o projeto pedagógico da UEMS, considerado na vanguarda da educação médica nacional. Diferente dos modelos tradicionais, a graduação adota metodologias ativas como a Aprendizagem Baseada em Problemas (ABP) e a Aprendizagem Baseada em Equipes (ABE). “Essas abordagens colocam o estudante no centro do processo educacional, estimulando a autonomia e o raciocínio crítico desde o início”, explica Walter Guedes. Segundo ele, o currículo é desenhado para uma formação humanista e integrada, com forte inserção na rede de saúde pública. “Isso assegura que os futuros médicos compreendam as demandas da população local. Essa fusão de prática, tecnologia e incentivo à pesquisa capacita egressos socialmente engajados e aptos a impulsionar a inovação na medicina brasileira”, pontua. Marco de 10 anos Considerando que a graduação em Medicina da UEMS é o curso mais novo do Estado de Mato Grosso do Sul, com apenas uma década de existência, o resultado é um marco decisivo. O reconhecimento nacional atesta a maturidade alcançada em pouco tempo e reflete o esforço conjunto entre gestão, corpo docente, técnicos e a dedicação dos acadêmicos. A conquista reforça a missão da UEMS em entregar à sociedade profissionais aptos a atuar com excelência e sensibilidade nos diferentes níveis de atenção à saúde. Comunicação UEMS

Prefeitura inicia mapeamento anual da rede hoteleira de Campo Grande

A Prefeitura de Campo Grande, por meio da Secretaria Municipal de Meio Ambiente, Gestão Urbana e Desenvolvimento Econômico, Turístico e Sustentável (Semades), iniciou neste mês de janeiro o mapeamento anual da rede hoteleira da Capital. A iniciativa busca ampliar o conhecimento sobre a capacidade de hospedagem do município, os serviços ofertados e as oportunidades de aprimoramento do setor. O levantamento permitirá identificar informações relacionadas à quantidade e à qualidade dos leitos disponíveis, além de aspectos como acessibilidade, oferta gastronômica, espaços para eventos e outros serviços complementares. A proposta é contribuir para um turismo mais estruturado, inclusivo e atrativo. A ação está sendo realizada por meio de visitas presenciais da equipe da Gerência de Turismo, que irá percorrer os 72 meios de hospedagem atualmente catalogados em Campo Grande. Dados do Observatório de Turismo da Semades, referentes a 2025, apontam que a rede hoteleira da Capital conta com 9.218 leitos. Segundo a prefeitura, as informações coletadas são fundamentais para subsidiar o planejamento de ações estratégicas voltadas ao fortalecimento do turismo, à atração de visitantes, à geração de empregos e à movimentação da economia local. Ao destacar a importância do diagnóstico, o secretário municipal da Semades, Ademar Silva Junior, afirmou que o mapeamento contribui diretamente para o desenvolvimento econômico do município. “Esse mapeamento nos permite ter uma visão real e atualizada da estrutura hoteleira de Campo Grande. Com dados precisos, conseguimos planejar melhor as políticas públicas, apoiar o setor produtivo e criar estratégias que tornem o município ainda mais competitivo no cenário turístico”, declarou. Além de organizar o setor e estimular novos investimentos, o trabalho também aproxima o poder público dos empresários da área, permitindo compreender as principais demandas do segmento e desenvolver políticas públicas mais alinhadas à realidade da rede hoteleira da Capital. Elaine OliveiraCapital News

Prazo para adesão ao Mais Médicos Especialistas termina no domingo

Os estados, municípios e o Distrito Federal (DF) têm até domingo (25) para solicitar ajustes ou aderir ao projeto Mais Médicos Especialistas. O objetivo é aumentar a oferta desses profissionais no Sistema Único de Saúde (SUS), especialmente em regiões prioritárias do país, por meio de cursos de aprimoramento. A ação integra o programa Agora Tem Especialistas, que busca ampliar a qualificação de médicos especialistas enquanto eles exercem suas atividades regulares de trabalho no SUS. Segundo o Ministério da Saúde, o processo de adesão ou ajuste deve ser realizado pelo gestor exclusivamente pelo sistema eletrônico oficial do projeto. “Ao acessar o sistema, o gestor deve, inicialmente, identificar corretamente o seu perfil, selecionando uma das opções disponíveis. A alternativa “Recurso” é destinada aos gestores já elegíveis, conforme lista previamente publicada, enquanto a opção “Adesão” contempla novos municípios, estados ou o Distrito Federal que não foram incluídos na priorização da Comissão Intergestores Bipartite (CIB) de 2025”, informa o ministério. Pelas regras do projeto, os municípios, os estados e o DF devem informar as vagas disponíveis, de acordo com a capacidade dos seus serviços de saúde. O edital também permite a solicitação de novas vagas por serviços que tenham condições de receber médicos em aprimoramento, ampliando a participação dos territórios e levando a atenção especializada para mais regiões do país. A pasta informou que a análise das solicitações ocorrerá no período de 26 a 28 de janeiro, e o resultado final será publicado no dia 29 de janeiro. A adesão será formalizada por meio da assinatura do Termo de Adesão e Compromisso, feita conjuntamente pelo ente federativo e pelo gestor do serviço de saúde indicado. Luciano Nascimento – Repórter da Agência Brasil  Fernando Frazão/Agência Brasil

Caixa paga Bolsa Família a beneficiários com NIS de final 3

A Caixa Econômica Federal paga nessa quarta-feira (21) a parcela de janeiro do Bolsa Família aos beneficiários com Número de Inscrição Social (NIS) de final 3. O valor mínimo corresponde a R$ 600, mas com o novo adicional o valor médio do benefício sobe para R$ 697,77. Segundo o Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, neste mês o programa de transferência de renda do governo federal alcançará 18,77 milhões de famílias, com gasto de R$ 13,1 bilhões. Além do benefício mínimo, há o pagamento de três adicionais. O Benefício Variável Familiar Nutriz paga seis parcelas de R$ 50 a mães de bebês de até seis meses de idade, para garantir a alimentação da criança. O Bolsa Família também paga um acréscimo de R$ 50 a gestantes e nutrizes (mães que amamentam), um de R$ 50 a cada filho de 7 a 18 anos e outro, de R$ 150, a cada criança de até 6 anos. No modelo tradicional do Bolsa Família, o pagamento ocorre nos últimos dez dias úteis de cada mês. O beneficiário poderá consultar informações sobre as datas de pagamento, o valor do benefício e a composição das parcelas no aplicativo Caixa Tem, usado para acompanhar as contas poupança digitais do banco. Pagamento unificado Os beneficiários de 176 cidades de nove estados receberam o pagamento no dia 19 de janeiro, independentemente do NIS. A medida beneficiou os moradores de 120 municípios do Rio Grande do Norte, que sofrem com a seca. Também foram beneficiadas cidades nos seguintes estados: Bahia (29), Sergipe (10), Roraima (6), Paraná (4), Amazonas (3), Piauí (2), Rio Grande do Sul (1) e Santa Catarina (1). Essas localidades foram afetadas por chuvas ou por estiagens ou têm povos indígenas em situação de vulnerabilidade. A lista dos municípios com pagamento antecipado está disponível na página do Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social. Desde 2024, os beneficiários do Bolsa Família não têm mais o desconto do Seguro Defeso. A mudança foi estabelecida pela Lei 14.601/2023, que resgatou o Programa Bolsa Família (PBF). O Seguro Defeso é pago a pessoas que sobrevivem exclusivamente da pesca artesanal e que não podem exercer a atividade durante o período da piracema (reprodução dos peixes). Cerca de 2,44 milhões de famílias estão na regra de proteção em janeiro. Essa regra permite que famílias cujos membros consigam emprego e melhorem a renda recebam 50% do benefício a que teriam direito por até dois anos, desde que cada integrante receba o equivalente a até meio salário mínimo. No ano passado, o tempo de permanência na regra de proteção foi reduzido de dois para um ano. No entanto, a mudança só abrange as famílias que entraram na fase de transição a partir de junho de 2025. Quem se enquadrou na regra até maio de 2025 continuará a receber metade do benefício por dois anos. Auxílio Gás Neste mês não haverá o pagamento do Auxílio Gás, que beneficia famílias cadastradas no CadÚnico. Como o benefício só é pago a cada dois meses, o pagamento voltará em fevereiro. Só pode receber o Auxílio Gás quem está incluído no CadÚnico e tenha pelo menos um membro da família que receba o Benefício de Prestação Continuada (BPC). A lei que criou o programa definiu que a mulher responsável pela família terá preferência, assim como mulheres vítimas de violência doméstica. Arte EBC

Genérico do Dexilant, usado contra refluxo, recebe registro da Anvisa

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) concedeu nesta terça-feira (20) o registro do primeiro medicamento genérico do Dexilant, utilizado no tratamento da azia relacionada à doença de refluxo gastroesofágico e de lesões no esôfago causadas por esofagite erosiva, além de atuar na redução da acidez estomacal.  A liberação do registro genérico para o dexlansoprazol, princípio ativo da medicação, foi publicada no Diário Oficial da União (DOU). O novo medicamento genérico está indicado para adultos e adolescentes entre 12 e 17 anos, em versões de 30 e 60 miligramas (Mg). Segundo a Anvisa, a chegada do genérico ao mercado é considerada um avanço importante para os pacientes, já que medicamentos genéricos têm preços mais acessíveis. “Isso tende a ampliar o acesso ao tratamento, especialmente para pessoas que necessitam do uso contínuo da medicação”, disse a Anvisa. >> Siga o canal da Agência Brasil no WhatsApp A agência reguladora destaca ainda que o medicamento genérico mantém os mesmos padrões de qualidade, segurança e eficácia exigidos para os produtos de referência. “Como todo medicamento genérico aprovado pela Anvisa, o novo dexlansoprazol passou por avaliação técnica rigorosa que comprova sua equivalência terapêutica em relação ao produto de referência”, apontou a agência reguladora. Luciano Nascimento – repórter da Agência Brasil Foto:  Bruno Peres/Agência Brasi

Matrícula Reme 2026: inscrições para novos alunos já estão abertas em Campo Grande

A Secretaria Municipal de Educação de Campo Grande abriu oficialmente, nesta terça-feira (21), o período de solicitação de matrícula para novos alunos do ensino fundamental da Rede Municipal de Ensino (Reme), com foco no ano letivo de 2026. As inscrições devem ser feitas exclusivamente on-line, por meio do portal matricula.campogrande.ms.gov.br. O secretário municipal de Educação, Lucas Henrique Bitencourt, explica que esta etapa é fundamental para garantir o planejamento da rede. “Esse período é destinado aos novos estudantes e também àqueles que perderam o prazo de rematrícula. É essencial que os pais e responsáveis façam o cadastro com atenção, preenchendo corretamente todas as informações para que possamos assegurar o atendimento adequado em 2026”, afirma. Atenção ao cadastro e à documentação Durante o preenchimento do formulário, o sistema exige dados completos e um e-mail válido, que será o principal canal de comunicação com a família. Por esse endereço, a Semed encaminha protocolos, notificações e informações sobre a escola designada. Para a efetivação da matrícula, o responsável deverá comparecer à unidade escolar indicada, dentro do prazo estabelecido, portando originais e cópias dos documentos exigidos: As secretarias escolares funcionam até as 13h. A Semed reforça que a vaga só é garantida após a assinatura do requerimento físico na escola. “A matrícula não se conclui apenas no ambiente digital. É indispensável que a família compareça à escola e assine o requerimento. Esse cuidado garante transparência, organização da rede e igualdade no acesso às vagas”, destaca Lucas Bitencourt. Alerta contra golpes A administração municipal também orienta os responsáveis a ficarem atentos a tentativas de fraude. Segundo a Semed, toda comunicação oficial ocorre somente por e-mail ou pelo site, mediante login e senha.Quem tiver dificuldades de acesso à internet, problemas com senha ou dúvidas pode buscar apoio na Central Municipal de Matrículas, pelo telefone 0800 615 1515, ou presencialmente na sede da secretaria. “É importante reforçar que todo o processo é 100% gratuito. Não existe cobrança em nenhuma etapa, do cadastro on-line à confirmação da matrícula na escola”, ressalta o secretário. Vagas nas EMEIs As vagas para as Escolas Municipais de Educação Infantil (EMEIs), destinadas a crianças de até cinco anos, seguem um processo diferenciado. Ao todo, foram ofertadas mais de 5.700 vagas. A coordenadora da Central de Matrículas, Adriana Cedrão, alerta que a inscrição on-line representa apenas a primeira fase do processo.A segunda listagem de designação foi publicada nesta terça-feira (21), e os responsáveis têm até 30 de janeiro de 2026 para comparecer à unidade escolar indicada e concluir a matrícula. Quem não cumprir o prazo perde automaticamente a vaga, que será repassada à lista de espera. Canal oficial A Semed reforça que, tanto para o ensino fundamental quanto para a educação infantil, o site matricula.campogrande.ms.gov.br é o meio mais rápido, seguro e eficiente para garantir o acesso à Rede Municipal de Ensino em 2026.

Por que o ciclo pecuário impacta as decisões do produtor e influenciam o preço da arroba do boi

Oscilações no preço da arroba do boi, com períodos de alta e de baixa, fazem parte da rotina da pecuária brasileira. De forma simples, esse movimento está ligado à lei da oferta e da demanda aplicada à produção de bovinos. Ao longo dos anos, o mercado alterna ciclos de valorização e de queda, refletidos diretamente no preço da arroba. Enquanto a demanda por carne tende a se manter relativamente estável, a oferta de animais para abate varia conforme estímulos econômicos e decisões produtivas adotadas pelos pecuaristas. Esse comportamento está relacionado ao chamado ciclo pecuário, que influencia a oferta de carne, o mercado e as escolhas feitas no campo. Segundo o Departamento Técnico da Famasul, compreender o funcionamento desse ciclo é essencial para entender por que o mercado reage de maneiras diferentes ao longo do tempo e como decisões tomadas hoje impactam a pecuária nos anos seguintes.  “O ciclo pecuário existe porque a resposta da produção não é imediata. Diferentemente de outros setores, a pecuária depende de um intervalo biológico longo, o que faz com que decisões tomadas hoje só tenham reflexo no mercado anos depois”, explica Diego Guidolin, consultor em pecuária do Departamento Técnico da Famasul. Existem variáveis climáticas que influenciam a oferta de animais para abate ao longo do ano, no entanto, esse efeito não está relacionado ao ciclo pecuário, mas sim à sazonalidade da produção, um fenômeno comum tanto em fases de alta quanto de baixa do ciclo. Como funcionam as fases do ciclo pecuário Entender essa dinâmica é fundamental não apenas para produtores, mas também para quem acompanha o setor e o mercado de carne, já que o ciclo influencia o planejamento da produção, os investimentos e, ao final da cadeia, o preço pago pelo consumidor. O ciclo pecuário alterna períodos de baixa e de alta nos preços da arroba do boi, resultado direto das decisões produtivas tomadas no campo. Na fase de baixa, a desvalorização da arroba leva ao aumento do abate de fêmeas. Como o preço dos animais de reposição, especialmente o bezerro, acompanha o valor do boi gordo, esse cenário pressiona o setor de cria e desestimula a retenção de matrizes. O aumento do descarte de fêmeas eleva a oferta de animais para abate no curto prazo, o que tende a manter os preços pressionados. No médio e longo prazo, porém, essa decisão reduz a produção de bezerros, já que envolve um intervalo biológico que inclui cerca de nove meses de gestação e mais sete a nove meses até o desmame. Assim, são necessários aproximadamente 18 a 20 meses para que a menor oferta de reposição seja sentida pelo mercado. Gráfico 1. Variação do preço da arroba do boi gordo e do bezerro de 8 a 12 meses em Mato Grosso do Sul. (2025 com valores considerados até novembro). Da escassez de bezerros à valorização da arroba A redução na oferta de bezerros marca o início da fase de alta do ciclo pecuário. Nesse momento, os preços dos animais de reposição sobem, enquanto a arroba do boi ainda não se valorizou plenamente. Com o aumento do custo de reposição, recriadores e terminadores enfrentam redução de margens. À medida que esses animais chegam à idade de abate, a menor disponibilidade de bovinos passa a ser percebida pelos frigoríficos, que precisam pagar mais pelo boi. Esse movimento impulsiona a valorização da arroba e consolida a fase de alta do ciclo. Retenção de fêmeas e retorno à fase de baixa Com a valorização dos animais de reposição, a produção de bezerros volta a ser estimulada. Os produtores passam a reter fêmeas para reprodução, reduzindo o abate de matrizes. Após cerca de 20 meses, essa retenção resulta em aumento da oferta de animais de reposição, conduzindo gradualmente o mercado a uma nova fase de baixa. “A decisão de abater ou reter fêmeas é o principal motor do ciclo pecuário. Diferentemente do abate de machos, que afeta apenas a oferta imediata de carne, o descarte ou a retenção de matrizes define a capacidade futura de produção do sistema”, destaca Diego Guidolin, consultor em pecuária da Famasul. Gráfico 2. Variação do preço do bezerro e do número de abate de fêmeas no estado de Mato Grosso do Sul. (2025 com valores considerados até novembro). Quanto tempo dura o ciclo pecuário no Brasil No Brasil, o ciclo pecuário completo costuma apresentar duração média próxima de 6 a 10 anos, considerando uma fase de baixa, uma de alta e o retorno a um novo período de queda. Cada fase, isoladamente, tende a durar entre 3 e 5 anos, refletindo o tempo biológico necessário para que decisões produtivas se convertam em oferta de animais e em mudanças nos preços. Embora a intensificação dos sistemas produtivos possa acelerar a resposta da oferta em nível individual ou regional, sua adoção por um número limitado de produtores não é suficiente para alterar de forma significativa a duração média do ciclo em escala nacional. Além disso, fatores como clima, crédito, custos de produção e mudanças no mercado podem retardar essa resposta, prolongando as fases do ciclo. Compreender esse movimento é essencial não apenas para produtores, mas também para quem acompanha o setor de fora. Afinal, o ciclo pecuário influencia investimentos, planejamento da produção e, no fim da cadeia, o preço da carne que chega ao consumidor. Assessoria de Imprensa do Sistema Famasul – Ana Palma Foto destaque: João Carlos Castro

Decreto permite que faculdades comunitárias recebam recursos públicos

Um decreto assinado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, nesta segunda-feira (19), regulamenta a qualificação das instituições comunitárias de ensino superior e define regras para que elas possam fazer parcerias com órgãos estatais e acessar recursos do orçamento público. Essas entidades são faculdades e universidades sem fins lucrativos constituídas na forma de associação ou fundação e geridas por um conselho comunitário formado por vários segmentos da sociedade civil. “Esse decreto vai permitir às instituições terem acesso a editais de órgãos governamentais de fomento direcionados a instituições públicas. Vai ter o direito de recebimento de recursos orçamentários do poder público para o desenvolvimento de atividades de interesse público. Terão a possibilidade de ser alternativa na oferta de serviços públicos, no casos em que não são proporcionados diretamente por entidades públicas, parceiras e públicas-estatais”, destacou o ministro da Educação, Camilo Santana, durante evento de assinatura do ato, no Palácio do Planalto. A cerimônia contou com a presença do presidente Lula e de diversas autoridades e representantes de faculdades comunitárias. A nova norma regulamenta a chamada Lei das Comunitárias (Lei nº 12.881/2013) e foi elaborada a partir de um grupo de trabalho criado pelo Ministério da Educação (MEC) em 2024, que reuniu especialistas da pasta, do Conselho Nacional de Educação (CNE) e representantes de entidades como a Associação Brasileira das Instituições Comunitárias de Educação Superior (Abruc) e o Consórcio das Universidades Comunitárias Gaúchas (Comung). Durante a solenidade, Santana também ressaltou que as instituições comunitárias de ensino superior tiveram um bom desempenho no Exame Nacional de Avaliação da Formação Médica (Enamed), realizado ano passado. Os resultados foram divulgados nesta segunda-feira. “Isso mostra a relevância dessas instituições comunitárias, e muitas delas estão presentes em municípios que não têm universidade pública”, disse o ministro. A presidente da Abruc e reitora do Centro Universitário Frassinetti do Recife (UniFAFIRE), Maria das Graças Soares da Costa, também discursou no evento e agradeceu o reconhecimento dessas instituições para o desenvolvimento regional do Brasil. “Faremos uma nova história com a sua assinatura, que muito nos honra, e queremos fazê-la com toda a responsabilidade, sobretudo no dia em que também são abertas as inscrições para o Sisu [Sistema de Seleção Unificada]“, declarou.

SES debate avanços do Telessaúde e implantação da teleconsultoria em Mato Grosso do Sul

Encontros realizados na Superintendência de Saúde Digital da SES, reuniram equipes da Secretaria de Estado de Saúde, da Fiocruz/MS (Fundação Oswaldo Cruz), da UFSC (Universidade Federal de Santa Catarina) e da Sesau (Secretaria Municipal de Saúde de Campo Grande) para discutir a implantação da teleconsultoria assíncrona e o avanço das ofertas de telessaúde em Mato Grosso do Sul. Os encontros fizeram parte de uma visita técnica da equipe do Telessaúde Santa Catarina/UFSC e tiveram como foco a qualificação do acesso às especialidades, a redução das filas de espera e a organização da rede assistencial, especialmente em um Estado com grande extensão territorial e municípios de pequeno porte. Para o Secretário de Estado de Saúde, Maurício Simões, a saúde digital é estratégica para garantir acesso especializado de forma equitativa. “A telessaúde é essencial para um Estado com grandes distâncias e municípios menores. Ela melhora o acesso, reduz custos e torna o sistema mais eficiente”, destacou. Durante as discussões, também foi reforçada a importância do fortalecimento da Atenção Primária como eixo estruturante do sistema. O secretário municipal de Saúde de Campo Grande, Marcelo Vilela, ressaltou que a organização da porta de entrada é decisiva para enfrentar as filas. “Fortalecer a Atenção Primária é fundamental para reduzir encaminhamentos desnecessários e a sobrecarga da rede. É um trabalho contínuo, que exige planejamento e parceria”, afirmou. Entre as principais propostas debatidas está a implantação da teleconsultoria assíncrona, modelo em que o acesso inicial ocorre por teleatendimento antes do encaminhamento presencial ao especialista. Segundo a Superintendente de Saúde Digital da SES, Márcia Tomasi, a iniciativa começa pela endocrinologia em Campo Grande. “Estamos avançando na implantação da teleconsultoria assíncrona, com início na endocrinologia e perspectiva de expansão gradual para outros municípios e especialidades”, explicou. A experiência acumulada pela UFSC no Telessaúde Brasil Redes também foi apresentada como referência para o Estado. O Consultor do Núcleo de Saúde Digital da UFSC, Marcos Maeyama, destacou o impacto do modelo na organização do acesso às especialidades. “A teleconsultoria permite qualificar o encaminhamento ao especialista, reduzir filas e dar mais eficiência ao fluxo assistencial. Essa experiência vem sendo adaptada à realidade de Mato Grosso do Sul, considerando as demandas locais e a capacidade da rede”, afirmou. Já a pesquisadora em Saúde Digital e Telessaúde da Fiocruz/MS, Milene Dantas, ressaltou a contribuição da instituição para a ampliação das ofertas no Estado. “A Fiocruz tem apoiado a expansão das ações de telessaúde, dentre elas, as teleconsultorias, qualificando a Atenção Primária, ampliando e fortalecendo o cuidado especializado por meio da saúde digital”, disse. A implantação inicial ocorrerá em Campo Grande, com previsão de ampliação para outros municípios do Estado conforme a disponibilidade de equipes, infraestrutura e profissionais especializados, fortalecendo a integração entre Estado, municípios e instituições parceiras. André Lima, Comunicação SESFoto: André Lima