Etanol lidera variação de preços em Campo Grande; média geral permanece estável

Pesquisa do Procon Mato Grosso do Sul registrou, neste mês, variações significativas nos preços dos combustíveis analisados em 23 postos de Campo Grande. O etanol comum liderou entre os itens pesquisados, apresentando diferença de até 20,27% no valor cobrado para pagamento no crédito. No débito ou dinheiro, a variação foi de 17,04%. A gasolina comum e aditivada também apresentou variações consideráveis, com média de 14,46% para pagamentos no crédito. Em contrapartida, o diesel S10 aditivado teve a menor variação de preços, com 3,34% para pagamentos à vista e 6,68% para pagamentos no crédito, o que demonstra uma maior estabilidade para este tipo de combustível. O GNV (Gás Natural Veicular) teve variação de 11,66% no metro cúbico, com preço médio de R$ 4,62. Os dados foram coletados em estabelecimentos de todas as regiões administrativas da Capital, no dia 4 de agosto, e, mesmo que possam ter sido atualizados pelos fornecedores, servem como referência aos consumidores campo-grandenses na hora de abastecer. Comparativo No comparativo mensal entre julho e agosto, houve estabilidade nas médias dos principais combustíveis. A gasolina comum, por exemplo, registrou leve queda de 0,34% nas duas modalidades de pagamento. A gasolina aditivada seguiu a mesma tendência, com redução de até 0,66%. O etanol aditivado, para pagamentos no débito ou dinheiro, apresentou elevação de 1,83% no período, enquanto no crédito os preços recuaram 1,77% nas bombas. Para o diesel S10 comum observou-se alta entre 0,50% e 0,82%. Já o GNV teve o metro cúbico reduzido em 0,22%. Embora alguns estabelecimentos mantenham os mesmos valores independentemente da forma de pagamento, é importante que os consumidores estejam atentos às diferenças de preço e busquem sempre o melhor custo-benefício, optando por promoções no trajeto habitual e desconfiando de valores muito abaixo da média praticada pelo mercado. O Procon Mato Grosso do Sul recomenda ainda que o abastecimento seja feito no início da manhã ou à noite, para evitar perdas por evaporação do produto, e que o procedimento ocorra em postos que possuam o selo da ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis). Os dados completos do levantamento, detalhados por posto e região, estão disponíveis no site oficial da instituição vinculada à SEAD (Secretaria de Estado de Assistência Social e dos Direitos Humanos): www.procon.ms.gov.br. ServiçoPesquisa Combustíveis (Campo Grande) – Agosto:https://tinyurl.com/mrxmpnc3 Pesquisa Combustíveis (Campo Grande) – Comparativo Julho/Agosto:https://tinyurl.com/bde5pzvn Kleber Clajus, Comunicação Procon/MSFoto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
STJ autoriza juízes a consultar redes sociais para embasar prisões

A Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ) decidiu, por unanimidade, que juízes podem consultar perfis públicos de redes sociais de investigados e utilizar essas informações como base para decretar prisão preventiva ou adotar outras medidas cautelares. O colegiado entendeu que essa prática não viola o sistema acusatório nem compromete a imparcialidade do magistrado, desde que sejam respeitados os limites previstos em lei. O caso teve origem em uma exceção de suspeição contra um juiz que, ao analisar um pedido do Ministério Público, acessou as redes sociais do réu para verificar informações citadas na denúncia. A defesa argumentou que a conduta configuraria violação ao artigo 3º-A do Código de Processo Penal (CPP), pois o magistrado teria extrapolado sua função de julgador ao coletar diretamente elementos de prova, atribuição exclusiva das partes. Após o Tribunal de Justiça de Santa Catarina (TJSC) rejeitar o pedido, o caso foi levado ao STJ. Relator do recurso, o ministro Joel Ilan Paciornik afastou qualquer ilegalidade, destacando que o juiz atuou dentro dos limites do sistema acusatório ao exercer seu livre convencimento motivado com base em informações públicas. “Especificamente quanto ao fato de o magistrado ter realizado a consulta pessoalmente, tem-se medida de economia processual, diante da facilidade do acesso às informações públicas disponíveis em rede social. Ademais, se o magistrado pode determinar a realização de diligências, nada obsta que possa fazê-las diretamente, em analogia ao contido no artigo 212, parágrafo único, do CPP”, afirmou. O ministro ressaltou que a interpretação está em sintonia com decisões do Supremo Tribunal Federal (STF) nas ADIs 6.298, 6.299, 6.300 e 6.305, que reconhecem a possibilidade de o juiz, mesmo no sistema acusatório, determinar diligências de ofício para esclarecer fatos, ouvir testemunhas ou complementar provas, além de proferir condenação sem a manifestação do Ministério Público. “A atuação do magistrado deve ser considerada diligente e cuidadosa, não havendo prejuízo demonstrado à defesa”, concluiu Paciornik ao negar provimento ao recurso. O número do processo não foi divulgado por estar em segredo de justiça.
Apostas de Campo Grande e Dourados faturam R$ 65 mil na quina da Mega-Sena

O concurso 2.899 da Mega-Sena, sorteado neste sábado (9), não teve acertadores das seis dezenas e o prêmio principal de R$ 40 milhões acumulou. Mesmo assim, duas apostas de Mato Grosso do Sul acertaram a quina e vão receber R$ 32.574,43 cada. As dezenas sorteadas foram: 10 – 22 – 28 – 42 – 44 – 51. Uma das apostas premiadas foi feita na Loteria Tiradentes, em Campo Grande. A outra, na Lotérica Pavão de Ouro, em Dourados. Ao todo, 56 apostas em todo o país acertaram cinco números. Quem acertou quatro dezenas vai receber R$ 890,00. O próximo sorteio acontece na segunda-feira (11). As apostas simples custam R$ 6 e podem ser feitas em qualquer lotérica ou no site da Caixa Econômica Federal.
Mutirão oferece atendimento gratuito para cães e gatos no Bairro Novos Estados

A partir desta segunda-feira (11), a Prefeitura de Campo Grande realiza um mutirão gratuito de atendimento veterinário para cães e gatos no Bairro Jardim Novos Estados. A ação, promovida pela Subea (Superintendência de Bem-Estar Animal), segue até sexta-feira (15), das 8h às 15h, na Igreja Assembleia de Deus, localizada na Avenida Senhor do Bonfim, nº 1.000. O mutirão oferece consultas clínicas, vacinação e cadastro para microchipagem, além de castração, com senhas limitadas a 15 por período — sendo 5 para castração e 10 para consultas. Para participar, é necessário apresentar documento com foto, comprovante de residência e número do NIS atualizado. Cada tutor pode levar apenas um animal por vez, sendo obrigatório o uso de coleira para cães e caixa de transporte para gatos. A iniciativa é conduzida por veterinários e técnicos da Subea e da Sear (Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Gestão Urbana), visando ampliar o acesso a cuidados básicos, prevenir doenças e contribuir para o controle populacional de animais.
Feirão Habita CG garante subsídio para transformar o sonho da casa própria em realidade na Capital

Com uma ação inédita de união entre os poderes públicos, o Governo de Mato Grosso do Sul uniu forças à prefeitura de Campo Grande para ampliar o alcance social do maior programa habitacional da Capital. Durante o Feirão Habita CG, que começou quinta-feira (7) e vai até o até 22 de agosto, no Pátio Central Shopping, as famílias poderão garantir até R$ 52 mil em subsídios acumulativos para a compra do imóvel próprio – o valor máximo do imóvel é de R$ 250 mil. O apoio será viabilizado por meio da integração entre dois programas estratégicos: o estadual Bônus Moradia, gerenciado pela Agehab (Agência de Habitação Popular de Mato Grosso do Sul) e o Bônus Sonho de Morar, da prefeitura. Juntos, os benefícios podem ser somados e utilizados no financiamento de imóveis negociados exclusivamente durante o feirão. Como funciona a soma dos subsídios: Ou seja: o cidadão que se enquadrar nas faixas atendidas por ambos os programas poderá obter até R$ 52 mil de apoio direto para a compra da casa própria — um avanço histórico no setor habitacional da Capital. A diretora-presidente da Agehab, Maria do Carmo Avesani Lopez, enfatizou que a atuação conjunta dos entes públicos é o caminho para políticas habitacionais mais efetivas. “Somar o Bônus Moradia ao Bônus Sonho de Morar é uma medida estratégica. Ao invés de ações isoladas, estamos construindo soluções conjuntas, que fortalecem o poder de compra da população e garantem mais segurança no processo de aquisição do imóvel”, declara O projeto Bônus Moradia tem como objetivo auxiliar a compra da casa própria financiada, disponível no mercado de imóveis, através de um bônus para ajudar na entrada para compra da casa. As condições para participar do projeto são: Já o programa Bônus Sonho de Morar, da Emha (Agência Municipal de Habitação e Assuntos Fundiários), garante 600 subsídios municipais, divididos conforme a renda familiar: O valor será transferido diretamente ao comprador, após a assinatura do contrato de financiamento e apresentação dos documentos exigidos. A transação total do imóvel não pode ultrapassar R$ 250 mil, e as construtoras participantes devem conceder R$ 6 mil de desconto mínimo na entrada. As empresas credenciadas são Engepar, Fast, MRV e Tecol. O diretor da Emha, Cláudio Marques, reforçou o foco da política habitacional em inclusão e acesso facilitado. “Estamos viabilizando uma política habitacional que olha para a realidade da nossa população. Com esses subsídios somados, o impacto na parcela e na entrada é imediato. É mais do que assistência, é investimento em dignidade”, afirma. Edyelk Santos, Comunicação Agehab
Senar/MS e Funtrab firmam parceria para ampliar qualificação e empregabilidade no meio rural

O Senar/MS e a Fundação do Trabalho de Mato Grosso do Sul (Funtrab) firmaram um Acordo de Cooperação Técnica para fortalecer ações voltadas à qualificação profissional, mercado de trabalho e melhoria da qualidade de vida da população rural no estado. A parceria prevê a realização de cursos gratuitos, atividades de orientação profissional e programas de saúde preventiva. As ações acontecerão tanto na sede da Funtrab, em Campo Grande, quanto nas 35 Casas do Trabalhador instaladas em municípios do interior. Entre as iniciativas conjuntas estão os cursos de capacitação, voltados a trabalhadores, empregadores e famílias do meio rural. Também serão oferecidos atendimentos de intermediação de mão de obra e incentivo à inclusão produtiva, além de serviços de orientação sobre o mercado de trabalho. A Funtrab será responsável pela mobilização de turmas, apoio logístico e uso da infraestrutura nas unidades parceiras, além da divulgação das ações. Já o Senar/MS entra com a oferta de cursos por meio de instrutores credenciados, disponibilização de material didático e estrutura técnica para a realização das atividades. “Essa cooperação amplia o alcance dos serviços oferecidos pelo Senar/MS. Estamos presentes em todas as etapas, desde a entrada no mercado de trabalho até a atualização contínua, sempre com foco na valorização e desenvolvimento profissional”, destaca o superintendente do Senar/MS, Lucas Galvan. Senar/MS presente no MS Qualifica Digital Além da parceria com a Funtrab, o Senar/MS também integra a plataforma MS Qualifica Digital, iniciativa do Governo do Estado por meio da Semadesc, com o objetivo de ampliar a empregabilidade em Mato Grosso do Sul. O ambiente virtual conecta trabalhadores, empresas e instituições de ensino, promovendo a qualificação profissional e a geração de emprego em todo o estado. Na plataforma, além da oferta de vagas de trabalho, estão disponíveis capacitações gratuitas por meio dos programas de Formação Profissional Rural (FPR) e Promoção Social (PS), realizados pelo Senar/MS. Assessoria de imprensa do Sistema Famasul – Ana Palma
Onda de frio derruba temperaturas em MS a partir desta sexta-feira

A partir desta sexta-feira (8), Mato Grosso do Sul será atingido pela 5ª onda de frio de 2025, que deve se estender até o dia 13 de agosto. A queda nas temperaturas será provocada por uma massa de ar polar vinda da Argentina, que vai avançar sobre vários estados das regiões Centro-Oeste, Sudeste e Sul. De acordo com o ClimaTempo, a frente fria terá duração prolongada, com vários dias seguidos de mínimas e máximas abaixo do normal. No caso de Mato Grosso do Sul, a expectativa é de que as temperaturas fiquem até 5°C abaixo da média para o período. Além de todo o território sul-mato-grossense, a massa de ar frio também deve atingir São Paulo, boa parte da Região Sul (exceto o extremo sul e o litoral do Rio Grande do Sul), sul e Triângulo Mineiro, sul do Rio de Janeiro, sul de Mato Grosso e o extremo sul de Goiás. O frio intenso deve trazer condições favoráveis para geadas em Mato Grosso do Sul e na região Sul do país, principalmente nas manhãs de sábado (9) e domingo (10).
Hemosul emite alerta por falta de sangue e convoca doadores em MS

O Hemocentro Coordenador de Mato Grosso do Sul (Hemosul) está em estado de alerta devido à queda crítica nos estoques de sangue, especialmente dos tipos O-, O+ e A-. A demanda por transfusões permanece alta e preocupa hospitais e unidades de saúde em todo o Estado. Mesmo priorizando os tipos em falta, a instituição reforça que todas as doações são necessárias, independentemente do tipo sanguíneo. “Precisamos da ajuda da população para reforçar os estoques e garantir atendimento a quem mais precisa. As doações são fundamentais para manter o funcionamento das unidades hospitalares e salvar vidas todos os dias”, afirma Marina Sawada Torres, coordenadora da Rede Hemosul. A Secretaria de Estado de Saúde (SES) lembra que o sangue doado é essencial para atender emergências, cirurgias, pacientes com doenças crônicas e pessoas em tratamento contra o câncer. Quem pode doar sangue: O intervalo entre as doações é de 2 meses para homens e 3 meses para mulheres. Onde doar: As unidades da Rede Hemosul funcionam de segunda a sábado, com horários que variam conforme o endereço.
Confira a lista de quase 700 produtos que não serão taxados pelos EUA

Um total de 694 produtos ficaram de fora da Ordem Executiva assinada nesta quarta-feira (30) pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, elevando o valor da tarifa de importação de produtos brasileiros para 50%, Entre as exceções estão produtos como suco e polpa de laranja, combustíveis, minérios, fertilizantes e aeronaves civis, incluindo seus motores, peças e componentes. Também ficaram de fora do tarifaço produtos como polpa de madeira, celulose, metais preciosos, energia e produtos energéticos e fertilizantes. No entanto, café, frutas e carnes não estão entre as exceções aplicadas pelos Estados Unidos, e serão taxados em 50%. >> Siga o canal da Agência Brasil no WhatsApp A lista completa com os produtos que não serão taxados está no Anexo I da Ordem Executiva assinada pelo presidente Trump, publicada no site da Casa Branca. Confira aqui a lista. As taxas entram em vigor em sete dias, ou seja, no dia 6 de agosto. Agência Brasil Foto: Ari Dias/Governo do Paraná
Brasil tem o desafio de elevar financiamento para florestas na COP30

O financiamento climático é um dos temas centrais das negociações entre países que participarão da COP30 – a Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima – em Belém, em novembro deste ano. Países em desenvolvimento tentam captar pelo menos US$ 1,3 trilhão por ano em recursos das nações mais ricas. No caso do Brasil, os desafios são maiores na captação de financiamento para as florestas. É o que mostra estudo publicado esta semana pelo Climate Policy Initiative, organização filiada à Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (CPI/PUC-Rio). Apenas 2% dos recursos internacionais recebidos pelo país foram para esses ecossistemas. Joana Chiavari, advogada especializada em Direito Ambiental e diretora do CPI/PUC-Rio, diz que as florestas tropicais precisam ser encaradas como parte fundamental e estratégica da solução climática. “Elas desempenham um duplo papel: como fontes de emissão de CO2 (quando desmatadas ou degradadas) e como sumidouras de carbono (quando conservadas), podendo, ainda, capturar CO2 da atmosfera através da restauração florestal. Desta forma, as florestas têm capacidade de mitigar ou agravar a crise climática, dependendo da sua gestão”, argumenta Chiavari. Capital privado Segundo a pesquisadora, o setor que engloba florestas, agricultura, pesca e outros usos da terra enfrenta mais resistência para atrair o capital privado. “Investimentos em mitigação são menos viáveis comercialmente e envolvem períodos de retorno do investimento mais longos ou dinâmicas complexas de uso da terra. No entanto, o financiamento para esse setor tem aumentado no mundo (em torno de 286% entre 2018 e 2023, segundo estudo do Climate Policy Initiative), apoiado, principalmente, pelo financiamento público e concessional, mostrando que existe um interesse crescente em soluções climáticas baseadas na natureza”, salienta Chiavari. Florestas, agricultura, pesca e outros usos da terra enfrentam mais resistência para atrair capital privado -Foto: Ricardo Stuckert/PR Financiamento para o Brasil A pesquisa do CPI/PUC-Rio mostra que o Brasil recebeu R$ 26,6 bilhões/ano de financiamento climático internacional entre 2021 e 2022. O número é 84% maior do que o registrado no período anterior, entre 2019 e 2020. O resultado brasileiro ficou acima da média global de financiamento climático, que acusou crescimento de 28% (aumento de US$ 158 bilhões para US$ 203 bilhões). Os pesquisadores destacam que o cenário foi positivo, dado o contexto de retomada da economia depois da pandemia de Covid-19 e da gestão do ex-presidente Jair Bolsonaro, que distanciou o país das discussões de política climática internacional. Origem das verbas Os pesquisadores detalharam a região de origem, o tipo de instituição que destinou o recurso, o instrumento utilizado no financiamento, o setor beneficiado e o uso climático. A Europa Ocidental foi a principal financiadora: 50% dos recursos (R$ 13,3 bilhões/ano) vieram da região. Na sequência, vieram a América Latina e o Caribe, com 18,2% (R$ 4,83 bilhões/ano). Neste último caso, a maior parte dos recursos vem de bancos multilaterais, como o Banco de Desenvolvimento da América Latina e Caribe (CAF) e o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID). No ranking de países, a líder foi a França com 13% do total (R$ 3,5 bilhões/ano) que chegou ao Brasil. Em seguida, aparecem China (11,6%), Espanha (10%), Reino Unido (9,5%) e Estados Unidos (9%). Instituições públicas mobilizaram 58% do financiamento climático internacional para o Brasil, R$ 15,4 bilhões/ano em valores absolutos. Setor privado Instituições privadas movimentaram 42%, o que equivale a R$ 11,2 bilhões/ano. Mesmo que menor do que o público, o valor vindo do setor privado merece destaque por ter crescido quatro vezes em relação ao período anterior. O estudo mapeou os tipos de instrumentos comerciais utilizados para o financiamento climático. Foram basicamente quatro: crédito, crédito concessional, equity e doações. O crédito comum é aquele em que há antecipação de recursos com compromisso de pagamento posterior acrescido de juros. No caso do crédito concessional, o financiamento é feito com taxas abaixo do mercado. O equity é diferente dos casos anteriores porque o investidor antecipa os recursos em troca de uma fatia do negócio e participação de lucro. Entre 2021 e 2022, R$ 17,28 bilhões de financiamento vieram por meio de crédito comum, R$ 6,42 bilhões por meio de equity, R$ 1,68 bilhões em crédito concessional e R$ 0,82 bilhões em doações. O setor de energia foi o que recebeu mais recursos (53%), com destaque para projetos de geração solar e eólica (80%). A pesquisa mostra que o financiamento para energia cresceu 165% no Brasil, passando de R$ 8,7 bilhões/ano para R$ 14,0 bilhões/ano. O resultado supera a tendência global de aumento de 53% no período. Florestas Logo em seguida, veio a categoria Intersetoriais com 20% (R$ 5,4 bilhões/ano); agropecuária, florestas, outros usos da terra e pesca com 11% (R$ 2,9 bilhões/ano), transporte com 11% (R$ 2,9 bilhões/ano) e água e saneamento com 5% (R$ 1,3 bilhão/ano). No setor de agropecuária e florestas, a maior parte dos recursos foi para o subsetor agricultura (72%, R$ 2,11 bilhões). O subsetor de florestas recebeu R$ 623 milhões/ano, apenas 2% do financiamento internacional para o país. Os pesquisadores consideram o financiamento para o setor muito aquém do potencial. Principalmente, se for levado em conta que ele é responsável por três quartos das emissões de gases de efeito estufa do país, segundo dados do Sistema de Estimativas de Emissões e Remoções de Gases de Efeito Estufa (SEEG). Os pesquisadores também mapearam o tipo de uso climático feito com os recursos do financiamento climático internacional. A maior parte (80% ou 21,4 bilhões/ano) foi exclusivamente para mitigação. No glossário ambiental, o termo se refere à redução das emissões de gases de efeito estufa. Adaptação climática Apenas 5% dos fluxos mapeados (R$ 1,4 bilhão/ano) foram investidos em adaptação climática. O termo se refere às ações para reduzir a vulnerabilidade de sistemas naturais e humanos às mudanças climáticas. Recursos que contribuem tanto para a mitigação quanto para a adaptação somaram R$ 3,8 bilhões/ano (14%). “O governo brasileiro tem adotado uma série de iniciativas para criar condições de investimento favoráveis para que o capital estrangeiro financie projetos alinhados com a agenda climática nacional, como a Plataforma de Investimentos Climáticos e Transformação Ecológica (BIP), o Eco Invest Brasil e a emissão de títulos soberanos sustentáveis. Compreender o status atual de