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Brasil confirma primeiro caso da chamada “gripe K”, novo subclado do vírus influenza A

O Brasil confirmou o primeiro registro do subclado K do vírus influenza A (H3N2), popularmente apelidado de “gripe K” ou “supergripe”. A identificação ocorreu em amostras analisadas no estado do Pará, conforme o Informe de Vigilância das Síndromes Gripais, referente à Semana Epidemiológica 49, divulgado pelo Ministério da Saúde no dia 12 de dezembro. Além do subclado K, o monitoramento também identificou a circulação do subclado J.2.4 da influenza A (H3N2), variante que já vem sendo registrada em países da América do Norte, Europa e Ásia. O Ministério da Saúde ressalta, no entanto, que o aumento da influenza A H3 sazonal no Brasil ocorreu antes da detecção desses subclados no país. Casos são importados Em nota oficial, o Ministério informou que todos os casos do subclado K identificados até o momento são importados, ou seja, contraídos fora do Brasil. Apesar disso, a pasta mantém vigilância ativa da influenza em todo o território nacional, com acompanhamento contínuo dos casos de síndrome gripal e de SRAG (Síndrome Respiratória Aguda Grave). “A principal forma de prevenção é a vacinação contra a influenza, disponível gratuitamente pelo SUS. Medidas como uso de máscara por pessoas sintomáticas, higienização das mãos e ventilação dos ambientes continuam recomendadas”, destacou o Ministério. Apesar da repercussão do termo “supergripe”, essa nomenclatura não é reconhecida oficialmente pelas autoridades de saúde. O que é o subclado H3N2-K Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), o vírus da influenza sofre mutações constantes. Desde agosto de 2025, foi observado um crescimento acelerado do subtipo A (H3N2) J.2.4.1, conhecido como subclado K, em diversos países. Essa variante apresenta mutações relevantes, que dificultam o reconhecimento pelo sistema imunológico de parte da população, favorecendo sua disseminação. No entanto, não há evidências de aumento da gravidade clínica dos casos até o momento. Os sintomas mais comuns incluem: A OMS afirma que a atividade da gripe segue dentro do esperado para a temporada, embora algumas regiões tenham apresentado aumento mais precoce. As vacinas disponíveis continuam eficazes, especialmente na prevenção de casos graves e hospitalizações. Cenário epidemiológico no Brasil O informe do Ministério da Saúde aponta aumento da influenza B nos estados de Alagoas e Paraíba, no Nordeste, exigindo atenção redobrada da vigilância local. Em relação à covid-19, a Rede Nacional de Laboratórios de Saúde Pública realizou 3.343.009 testes RT-PCR em 2025, com 27.037 resultados positivos. Na Semana Epidemiológica 49, a taxa de positividade foi de 0,50%, indicando estabilidade. O mesmo cenário se mantém para o VSR (vírus sincicial respiratório). Por outro lado, houve aumento da detecção do rinovírus nas últimas quatro semanas epidemiológicas. A influenza A segue estável em nível nacional, mas ainda apresenta elevação da positividade do subtipo H3 sazonal em estados das regiões Centro-Oeste, Sudeste, Norte, Nordeste e Sul.

Espetáculos infantis gratuitos movimentam Campo Grande durante as férias de dezembro

Campo Grande recebe, entre os dias 17 e 27 de dezembro, uma programação especial voltada ao público infantil e às famílias. O Sesc Teatro Prosa realiza mais uma edição do projeto “Férias no Prosa”, com entrada gratuita e uma agenda que reúne teatro, dança, música e narrativas inspiradas no universo das crianças e nas tradições culturais brasileiras. A abertura acontece nesta quarta-feira (17), com duas sessões, às 15h e 17h, do espetáculo “O lugar mais lindo da minha cidade”, do grupo Ciranda Cultural. A montagem utiliza teatro de objetos para apresentar às crianças a história ferroviária de Campo Grande de forma lúdica e sensível. Programação Na quinta-feira (18), às 16h, o grupo Renda que Roda apresenta “Kalivôno”, espetáculo que mistura brincadeiras, músicas e ritmos da cultura popular brasileira, valorizando saberes indígenas, afro-brasileiros, quilombolas e tradicionais. Na sexta-feira (19), também às 16h, a Cia Dançurbana leva ao palco “R.U.I.A – Realidade Ultrassônica de Invasão Aleatória”, uma proposta que transforma o recreio escolar em um universo imaginário povoado por seres mitológicos, jogos e memórias da infância. No sábado (20), às 16h, a Trupe Teatro de Brincar apresenta “Histórias Mágicas de Natal”, unindo teatro, música ao vivo e contos clássicos que celebram o clima natalino. O encerramento ocorre nos dias 26 e 27 de dezembro, às 16h, com o espetáculo “Grandes Miudezas do Pantanal”, do Grupo Casa. A peça acompanha os personagens Tito, Teca e Tintim em uma aventura pelo caminho do Trem do Pantanal até Corumbá, revelando curiosidades sobre a fauna, a flora e as histórias da região. Serviço Projeto Férias no Prosa📍 Local: Sesc Teatro Prosa📍 Endereço: Rua Anhanduí, 200 – Campo Grande📞 Informações: (67) 3311-4300 ou WhatsApp (67) 3311-4417 Ingressos: gratuitos, neste link

Senar/MS encerra 2025 com mais de 300 mil atendimentos e presença ampliada no campo

O Senar/MS fecha 2025 com números que traduzem crescimento, capilaridade e impacto social no meio rural. Ao longo do ano, mais de 300 mil pessoas foram beneficiadas por ações voltadas à educação profissional, saúde, cidadania e assistência técnica, reforçando a presença da instituição em todas as regiões de Mato Grosso do Sul. Na área educacional, foram realizados mais de 6.200 cursos de Formação Profissional Rural (FPR) e Promoção Social (PS), que atenderam cerca de 60 mil alunos. Já os Programas e Projetos Especiais (PPEs) alcançaram mais de 236 mil participantes, com destaque para iniciativas como Mulheres em Campo, SEJA, Conexão Agro, Jovem Sucessor Rural e Despertando, que juntas somaram centenas de turmas e ampliaram o acesso à qualificação e à cidadania no campo. A atuação em saúde também ganhou força em 2025, com mais de 17 mil atendimentos realizados. Lançado neste ano, o Programa Saúde no Campo chegou a aproximadamente 500 famílias rurais na região de Campo Grande. Já o Programa Saúde do Homem e da Mulher Rural percorreu o Estado em 41 eventos, atendendo 11.397 pessoas. Na odontologia, o Sorrindo no Campo garantiu atendimento a mais de 4.600 pessoas. A Equoterapia, voltada ao desenvolvimento motor e emocional, manteve atividades em cinco centros, com 51 atendimentos registrados. Para o morador do Assentamento Aroeira, em Chapadão do Sul, a iniciativa faz a diferença na vida de quem vive no campo. “A gente só tem a agradecer ao Senar/MS por organizar e levar esses programas até nós. Muitas vezes não conseguimos tirar tempo para ir ao médico, então, quando o médico vem até a gente, precisamos aproveitar. É um programa que não pode parar, porque salva vidas. Muita gente consegue descobrir problemas ainda em tempo de fazer o tratamento”, destaca João Ferreira de Souza, 61 anos. O maior programa de responsabilidade social do Senar/MS, o Agrinho, voltou a demonstrar sua força e capilaridade. Em 2025, o programa esteve presente em 605 escolas de 79 municípios, envolvendo 216.230 alunos e 16.075 professores, consolidando seu papel na formação cidadã de crianças e jovens. Na formação técnica, o Centro de Excelência do Senar/MS manteve protagonismo, com 93 turmas, 1.240 alunos matriculados e a formação de 322 novos técnicos, preparados para atuar em propriedades rurais e empresas do agronegócio sul-mato-grossense. Já no campo, a Assistência Técnica e Gerencial (ATeG) encerrou o ano com mais de 9.300 propriedades atendidas. Ações presenciais como Dia de Campo, Encontro Técnico, Vitrine, Feira ATeG e Circuito Pecuário reuniram mais de 7 mil participantes, promovendo troca de conhecimento e melhoria da gestão rural. A inclusão digital também avançou. O Programa Senar On, que leva acesso à internet para regiões remotas, fechou 2025 com 83 polos ativos, alcançando 42 municípios e beneficiando mais de 8 mil pessoas. Para o superintendente do Senar/MS, Lucas Galvan, os resultados de 2025 reforçam o compromisso da instituição com um trabalho de excelência e com impacto real na vida das pessoas. “Cada atendimento, curso ou serviço realizado ao longo do ano carrega o propósito de levar mais qualidade de vida e desenvolvimento ao campo. Tudo isso só é possível graças à contribuição do produtor rural, que permite que essas ações sejam ofertadas de forma totalmente gratuita. É com grande satisfação que entregamos um trabalho sério, eficiente e que transforma realidades em todo o Mato Grosso do Sul.” Com resultados que impactam diretamente o presente e preparam o futuro, o Senar/MS encerra 2025 reafirmando sua missão de promover educação, qualificação profissional, saúde e cidadania no meio rural, fortalecendo as famílias do campo e contribuindo para o desenvolvimento sustentável do agronegócio em Mato Grosso do Sul. Assessoria de Comunicação Sistema Famasul – Michelle Machado

Em defesa da Feira Mixturô: cultura, empreendedorismo e convivência em Campo Grande

A Feira Mixturô, realizada há mais de três anos na Praça do Peixe, no bairro Vilas Boas, voltou a ser tema de debate após a sua interrupção no último sábado (13). O evento, que acontece mensalmente e reúne artesanato, gastronomia, cultura e empreendedorismo criativo, foi paralisado de forma abrupta durante uma fiscalização motivada por uma denúncia de perturbação sonora, gerando prejuízos a expositores e comerciantes locais. O episódio reacende a discussão sobre a importância de espaços culturais que valorizam a economia criativa e fortalecem o tecido social da cidade, bem como sobre a necessidade de garantir segurança jurídica e critérios claros de fiscalização, conforme defendem representantes públicos, frequentadores e a própria organização da feira. O impacto da paralisação e o direito à cultura A intervenção da Polícia Militar Ambiental, que determinou o desligamento do som e do gerador que abastecia a estrutura da Mixturô por volta das 20h30, surpreendeu expositores que dependem do evento para gerar renda, muitas vezes equivalente a parte significativa de sua economia mensal. A organização informou que, mesmo após mover o gerador e reduzir o volume do som, foi exigido o desligamento completo do equipamento, inviabilizando a continuidade da feira na noite. A organizadora Carina Zamboni relatou que a ação ocorreu de forma repentina e que, apesar da intenção de cooperar com os órgãos de fiscalização, a falta de diálogo trouxe prejuízos. “A feira ficou sem energia por muito tempo. Quando foi liberado, já era tarde, na prática a feira havia acabado. São famílias trabalhando e muitas barracas dependem de energia para funcionar”, afirmou. Zamboni destacou também que, em seus mais de três anos de realização, a feira nunca havia enfrentado problemas similares de interrupção dessa natureza. O evento, que começou como Feira da Praça do Peixe, hoje reúne cerca de 150 expositores entre artesãos, empreendedores da gastronomia e da economia criativa. Defesa pública da feira e propostas de solução Parlamentares municipais manifestaram apoio à Mixturô e cobraram diálogo e protocolos claros para evitar novos episódios que coloquem em risco atividades culturais e econômicas. O vereador Maicon Nogueira (PP) recebeu Carina Zamboni em seu gabinete para ouvir relatos dos empreendedores e construir uma solução que concilie fiscalização com respeito ao trabalho dos organizadores. Nogueira propôs, inclusive, a realização de uma reunião com gestores públicos, forças de segurança e os próprios organizadores para criar um protocolo de abordagem que traga segurança jurídica e previsibilidade para eventos semelhantes no futuro. Segundo ele, “eventos como a Feira Mixturô geram renda, fortalecem a economia criativa e promovem cultura e lazer para as famílias. Nosso papel é garantir que haja fiscalização, mas com critérios claros, bom senso e respeito por quem está trabalhando”. O vereador Landmark Rios (PT) também se posicionou em defesa da feira, ressaltando que ela desempenha um papel social e econômico importante. Para Landmark, o episódio evidencia a necessidade de tratar conflitos por meio do diálogo, e não da repressão. “A feira gera renda para muitas famílias, movimenta a economia local e é um espaço de cultura. O caminho não é oprimir quem trabalha, mas construir soluções para que todos convivam em respeito mútuo”, destacou. Cultura, economia e direito de uso do espaço público A Feira Mixturô integra o calendário cultural informal de Campo Grande e movimenta a Praça do Peixe em tardes e noites de encontros comunitários, atraindo público familiar e fomentando a economia criativa local. Eventos desse tipo encontram respaldo na legislação municipal que reconhece o valor cultural das feiras e mercados ao abrir espaço para o uso de áreas públicas como ambiente de convivência, geração de renda e expressão cultural, um princípio alinhado às diretrizes de incentivo à economia criativa e ao uso comunitário do espaço urbano. Especialistas e defensores do evento ressaltam que, ao exercer essa função, a feira contribui para o fortalecimento da identidade cultural da cidade e para o acesso à cultura e ao lazer, aspectos previstos em políticas públicas de desenvolvimento local. Um caminho de diálogo e fortalecimento A crise vivida no último sábado serve como ponto de partida para repensar mecanismos de convivência entre moradores, empreendedores culturais e órgãos de fiscalização, reforçando a importância de protocolos que garantam transparência, segurança jurídica e respeito aos direitos culturais e econômicos. O encontro proposto na Câmara Municipal, que incluirá representantes dos organizadores, da administração pública e das forças de segurança, é uma oportunidade para construir soluções duradouras, que não apenas resguardem o direito à cultura, mas também assegurem que espaços públicos continuem sendo ambientes de encontro, criatividade e desenvolvimento econômico para toda a comunidade.

Mato Grosso do Sul forma maioria a favor de projeto que preserva investimentos essenciais

A bancada de Mato Grosso do Sul formou maioria nesta segunda-feira (15), em Brasília, a favor do substitutivo do Senado ao PLP 163/25. A proposta exclui do arcabouço fiscal as despesas temporárias em educação e saúde financiadas pelo Fundo Social do pré-sal, permitindo que esses recursos não impactem os limites de gastos primários nem a meta fiscal do governo. O projeto segue agora para sanção presidencial. Entre os deputados da bancada, votaram a favor Humberto “Beto” Pereira, Dagoberto Nogueira e Geraldo Resende (PSDB), e Camila Jara (PT). Contra, votaram Marcos Pollon e Rodolfo Nogueira (PL), enquanto Vander Loubet (PT) e Luiz Ovando (PP) se abstiveram. A aprovação do substitutivo garante consenso sobre a importância do Fundo Social para investimentos essenciais. O substitutivo estabelece que 5% da receita do Fundo Social, equivalente a cerca de R$ 1,5 bilhão por ano, seja destinado à saúde e educação por cinco anos. Segundo o relator, deputado José Priante (MDB-PA), a medida não cria novas despesas, apenas assegura a execução orçamentária desses recursos, mantendo os limites primários e respeitando empréstimos internacionais e suas contrapartidas. O Fundo Social, proveniente da exploração do petróleo, financia programas em educação, saúde, meio ambiente e adaptação climática. Com a medida, o governo poderá aplicar os recursos sem comprometer o orçamento discricionário, estimado em R$ 237 bilhões para 2026, e garantindo os pisos constitucionais de 15% em saúde e 18% em educação. O texto final será enviado à sanção presidencial, tornando-se lei.

Frente fria avança e deixa Mato Grosso do Sul em alerta para temporais nesta terça-feira

A chegada de uma nova frente fria vinda do Sul do país intensificou a instabilidade e colocou Mato Grosso do Sul em alerta para temporais nesta terça-feira (16). A combinação de umidade elevada e ventos mais fortes aumenta o risco de chuva intensa, raios e rajadas que podem chegar a 85 km/h, principalmente nas regiões norte, noroeste e oeste do Estado. De acordo com os órgãos de monitoramento, boa parte do oeste, sudoeste, centro, sul, sudeste e leste sul-mato-grossense está sob alerta para chuva forte, com ventos entre 60 e 70 km/h. Em áreas com aviso mais severo, sobretudo na metade oeste e em parte do norte, há possibilidade de temporais mais intensos. Campo Grande em atenção Na Capital, a chuva ganhou força ainda durante a madrugada e seguiu ao longo da manhã. Até o momento, o volume acumulado já chega a aproximadamente 40 milímetros, com previsão de atingir até 60 mm até o fim do dia, segundo o Cemaden. A temperatura máxima prevista é de 25°C, com tempo fechado, céu nublado e chuva persistente. No início da manhã, os termômetros marcavam cerca de 23°C. Com a instabilidade, uma árvore de grande porte caiu e interditou um sentido da Avenida Fábio Zahran, próximo à Avenida Costa e Silva. Oeste concentra os maiores volumes No oeste do Estado, municípios como Aquidauana, Anastácio, Porto Murtinho e Jardim devem registrar acumulados entre 33 e 36 milímetros. As temperaturas, que nos últimos dias ultrapassaram os 35°C, caíram e devem variar entre 25°C e 27°C. Temporais também no sul Cidades do sul, como Fátima do Sul, Taquarussu, Vicentina e Deodápolis, também podem enfrentar chuvas mais fortes, com volumes entre 32 e 33 milímetros. As máximas ficam mais amenas, entre 21°C e 26°C. Fronteira com neblina Na região de fronteira, Ponta Porã começou o dia com neblina. Apesar do tempo fechado, a previsão indica baixo volume de chuva, com máxima em torno de 23°C. Norte com dia chuvoso No norte do Estado, municípios como Sonora, Pedro Gomes, Rio Verde e Coxim devem ter um dia nublado e chuvoso, com volumes entre 19 e 22 milímetros e temperaturas variando de 23°C a 28°C. Leste segue mais quente O leste de Mato Grosso do Sul concentra as temperaturas mais elevadas. Em cidades como Paranaíba, Água Clara, Três Lagoas e Aparecida do Taboado, as máximas podem chegar a 31°C. Mesmo com o calor, há previsão de chuva, o que deve manter o clima abafado. Os volumes variam entre 21 e 26 mm na maioria dos municípios, com cerca de 11 mm em Água Clara.

Padronização para horário de entrada e saída de hotéis começa a valer

Começaram a valer nesta terça-feira (16) as novas regras para entrada e saída (check-in e check-out) de hóspedes em hotéis brasileiros. A mudança, promovida pelo Ministério do Turismo (MTur), define que a diária cobre 24 horas, dentro das quais os hotéis têm três horas para a arrumação dos quartos. A regra permite que os hotéis definam seus próprios horários de check-in e check-out dentro desses critérios, e essas informações devem ser comunicadas ao hóspede de forma clara e prévia, tanto pelos hotéis como pelas agências de turismo e as plataformas digitais intermediárias de reservas. A medida foi modificada por meio de uma portaria do MTur publicada em setembro, com prazo de 90 dias para vigorar. Segundo o presidente da Associação Brasileira da Indústria de Hotéis, Manoel Linhares, a prática já era adotada pelas redes de hotéis usualmente, mas havia um pedido do setor para que o assunto fosse regulamentado e incluído nas últimas mudanças promovidas na Lei Geral do Turismo. “São três horas de intervalo entre as saídas e entradas dos hóspedes, para que nossos colaboradores tenham tempo de preparar a hospedagem e para que a gente possa receber melhor. Isso no Brasil já era de praxe, mas, com a regulamentação exata, serve para tirar qualquer dúvida”, explica. Além das três horas de intervalo para limpeza da hospedagem, a regulamentação também flexibiliza a cobrança de tarifas diferenciadas para entrada antecipada ou saída postergada e detalha a comunicação sobre horários e frequência dos serviços de arrumação, higiene e limpeza da unidade habitacional. Por meio de nota, a Associação Brasileira de Agências de Viagens (Abav), que reúne agências de viagens e operadoras, avaliou de forma positiva a regulamentação do tema. “A definição objetiva do período de hospedagem ajuda a alinhar expectativas do viajante no momento da compra e reduz ruídos na comercialização de pacotes turísticos, trazendo mais segurança para toda a cadeia”, destaca. Além de maior transparência, a flexibilização quanto às tarifas diferenciadas permite ajustes conforme a disponibilidade de cada meio de hospedagem informa a nota da Abav. “Embora a adaptação possa exigir ajustes, especialmente para pequenos empreendimentos, a entidade entende que a medida acompanha práticas já adotadas internacionalmente e contribui para a modernização e competitividade do turismo brasileiro”, conclui. Registro de Hóspedes As mudanças promovidas pelo MTur incluem ainda a adoção do novo modelo digital da Ficha Nacional de Registro de Hóspedes (FNRH), em substituição ao modelo de papel. A portaria que trata do assunto foi publicada em novembro, com prazo de 90 dias para começar a valer em 13 de fevereiro. Com a adoção da nova ferramenta, os estabelecimentos terão um QR Code, com link para a página de pré-check-in, que poderão ser preenchidas pelos hóspedes. No momento de entrada, o estabelecimento só precisará conferir os dados com os documentos apresentados. “Fica o check-in mais tranquilo, tanto para a hotelaria como para o hóspede que, na sua chegada, já vem de um voo cansativo e, às vezes, pega um grupo e fica em uma fila esperando para preencher uma ficha, aquela coisa toda”, afirma Manoel Linhares. A versão digital da ficha ficará também disponível na Plataforma FNRH Digital, com outras funcionalidades, como elaboração de relatórios analíticos, módulo de reservas e módulo de consulta para os hóspedes. Demandas De acordo com Manoel Linhares, as mudanças são regulamentações importantes para o setor, mas ainda há demandas a serem incluídas nas leis que tratam do turismo no país, como a regulamentação de aplicativos de hospedagem, como os que alugam imóveis por temporada. “Nós, hoteleiros, geramos emprego e temos uma carga tributária muito alta, como é do conhecimento de todos. Nós temos a responsabilidade de dar o melhor aos nossos hóspedes, desde o check-in ao check-out. E o que acontece? Esses aplicativos não ficam nem no Brasil, então a operação é desigual”, avalia. A demanda é antiga, mas com o surgimento de diferentes plataformas e o impacto sentido pelo setor, a avaliação da ABIH é de urgência. “Só em Fortaleza, do ano passado para cá, fecharam seis hotéis. Se nós não tivermos essa demanda, vão fechar muitos hotéis, como já estão fechando no Brasil todo”, conclui Linhares. A reportagem da Agência Brasil entrou em contato com a assessoria do MTur sobre a regulamentação das plataformas para locação de imóveis por temporada. Até a publicação, não houve resposta. O espaço permanece aberto. Fabíola Sinimbú – repórter da Agência Brasil Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil

Saiba mais sobre 1º lançamento comercial de foguete no Brasil

O lançamento do foguete Hanbit-Nano, desenvolvido pela empresa sul-coreana Innospace, que ocorrerá a partir do Centro de Lançamento de Alcântara, no Maranhão, está programado para esta quarta-feira (17), às 15h45, no horário de Brasília. De acordo com a Força Aérea Brasileira (FAB), que conduzirá a operação, a janela de lançamento se estende de 16 a 22 de dezembro. Trata-se do primeiro lançamento comercial de um veículo espacial a partir do território nacional. “Será um voo inaugural a partir do Brasil, simbolizando a entrada do país no mercado global de lançamentos espaciais”, destacou o diretor do Centro de Lançamento de Alcântara (CLA), Coronel Aviador Clóvis Martins de Souza. A missão, denominada Operação Spaceward, conta com cerca de 400 profissionais, entre brasileiros – militares e civis – e sul-coreanos. De acordo com a FAB, a ação significa um avanço inédito e estratégico para Programa Espacial Brasileiro. “É um marco que demonstra nossa maturidade técnica e insere o Brasil no mercado global de lançamentos comerciais. Alcântara se firma como um polo estratégico espacial, atraindo investimentos, empresas e inovação. É um passo significativo para o futuro do Brasil no espaço”, disse o chefe da Divisão de Operações do CLA, Major Engenheiro Robson Coelho de Oliveira. O veículo espacial – que tem 21,8 metros de comprimento, 1,4 metros de diâmetro, e 20 toneladas – levará satélites para a órbita baixa da Terra (LEO), a uma altitude de aproximadamente 300 km e inclinação de 40 graus. Um total de oito cargas úteis estão dentro da coifa na parte superior do veículo de lançamento: cinco pequenos satélites para colocação em órbita e três dispositivos experimentais. A propulsão do equipamento é híbrida, com combustível sólido e líquido.

Greve paralisa transporte coletivo e Campo Grande amanhece sem ônibus nesta segunda-feira

Campo Grande amanheceu sem circulação de ônibus do transporte coletivo urbano nesta segunda-feira (15) devido à greve dos motoristas do Consórcio Guaicurus. A paralisação foi aprovada por mais de mil trabalhadores durante assembleia geral realizada na última quinta-feira (11), em protesto contra atrasos salariais e o não pagamento de benefícios. Terminais e pontos de ônibus vazios Desde as primeiras horas do dia, terminais como Guaicurus e Morenão permaneceram completamente vazios. Pontos de embarque espalhados pela Capital também não registraram movimento, impactando diretamente milhares de usuários que dependem do transporte coletivo para ir ao trabalho, à escola e a compromissos essenciais. Segundo apuração, os ônibus circularam normalmente no domingo (14) e os últimos veículos retornaram às garagens por volta da 1h da madrugada. Após isso, nenhum ônibus voltou às ruas, e não há previsão de retomada do serviço. Reivindicações da categoria De acordo com o STTCU-CG (Sindicato dos Trabalhadores em Transporte Coletivo Urbano de Campo Grande), os motoristas só retornarão às atividades após a quitação integral de: A categoria afirma que não há condições de manter a operação diante do descumprimento das obrigações trabalhistas pela concessionária. Posicionamento do Consórcio Guaicurus Na sexta-feira (12), o Consórcio efetuou o pagamento de 50% dos salários atrasados. Em nota, a empresa alegou dificuldades financeiras e informou que: Mesmo assim, os pagamentos não foram suficientes para evitar a paralisação. Pedido de intervenção judicial A crise no transporte coletivo ganhou novo desdobramento com o ingresso de uma ação popular na Justiça, movida por um comerciante, que solicita intervenção imediata no Consórcio Guaicurus, conforme previsto em contrato. A ação foi protocolada há cerca de duas semanas e se baseia em apontamentos da CPI do Transporte, que identificou: Cenário segue indefinido A greve foi confirmada após votação favorável em assembleia realizada na madrugada da última quinta-feira (11). Além dos salários, os motoristas denunciam atrasos no vale e no 13º, agravando o impasse. Até o momento, não há previsão oficial para a retomada do transporte coletivo, mantendo Campo Grande sem ônibus nesta segunda-feira.

Alerta de temporal coloca dezenas de municípios de MS sob risco de chuva forte, ventos e granizo

Mato Grosso do Sul voltou a entrar em alerta de temporal entre esta segunda-feira (15) e terça-feira (16). O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) emitiu aviso com grau de severidade “perigo”, válido a partir das 10h de segunda até o mesmo horário do dia seguinte. Em Campo Grande, o dia começou com céu carregado, garoa em regiões como Centro e Jardim dos Estados e chuva registrada no bairro Maria Aparecida Pedrossian. O que prevê o alerta De acordo com o Inmet, há previsão de: O cenário indica risco real de transtornos urbanos e prejuízos no campo. Riscos associados O órgão meteorológico alerta para a possibilidade de: Municípios em alerta O aviso atinge dezenas de cidades, entre elas Campo Grande, Dourados, Ponta Porã, Naviraí, Nova Andradina, Porto Murtinho, Maracaju, Bonito, Jardim, Sidrolândia, Ivinhema, Amambai, Anaurilândia, Iguatemi, Coronel Sapucaia, Bela Vista, Ribas do Rio Pardo, entre outras. Recomendações Durante rajadas de vento e tempestades, a orientação é: Em situações de emergência, a população deve acionar a Defesa Civil (199) ou o Corpo de Bombeiros (193).