Caixa Encantada conclui entregas presenciais em Dourados e leva magia do Natal às crianças de MS

Popularizadas por influenciadores e celebridades, as chamadas canetas emagrecedoras, como Mounjaro e Ozempic, vêm sendo cada vez mais buscadas por pessoas que desejam emagrecer de forma rápida, muitas vezes sem orientação médica e sem nenhum critério. Diante da procura desenfreada, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) emitiu um alerta sobre a compra e consumo desses medicamentos. Segundo a Anvisa, a venda e o uso de canetas emagrecedoras falsas representam um sério risco à saúde e é considerado um crime hediondo no país. A farmacêutica Natally Rosa esclarece que o uso de versões manipuladas ou de origem desconhecida é uma prática perigosa. “Uma pessoa que ela se submete, que ela é exposta ao uso de um medicamento fora dessas regulamentações, os riscos dela, com certeza, estão exacerbados. Desde a ausência de uma resposta ideal, como as contaminantes.” A farmacêutica destaca o que observar na embalagem e no produto para conferir sua autenticidade: “Temos alguns sinais. A própria embalagem já chama a atenção, já que as bulas são de fácil acesso na internet. Então, qual é a apresentação física dessa embalagem? De que forma que ela se apresenta? Como está o rótulo? O rótulo está no idioma do Brasil? Do nosso idioma aqui? Não deve estar em outras línguas, por exemplo. Existe lote e validade de fácil acesso? Você consegue identificar? A leitura, a descrição do medicamento, o princípio ativo, ela precisa estar bem legível. Todas as informações precisam estar bem claras.” Ela também chama a atenção para valores: preços muito abaixo do praticado no mercado são sinal de alerta grave. O medicamento só é vendido com apresentação e retenção da receita médica.
Anvisa alerta para riscos de canetas emagrecedoras manipuladas

Popularizadas por influenciadores e celebridades, as chamadas canetas emagrecedoras, como Mounjaro e Ozempic, vêm sendo cada vez mais buscadas por pessoas que desejam emagrecer de forma rápida, muitas vezes sem orientação médica e sem nenhum critério. Diante da procura desenfreada, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) emitiu um alerta sobre a compra e consumo desses medicamentos. Segundo a Anvisa, a venda e o uso de canetas emagrecedoras falsas representam um sério risco à saúde e é considerado um crime hediondo no país. A farmacêutica Natally Rosa esclarece que o uso de versões manipuladas ou de origem desconhecida é uma prática perigosa. “Uma pessoa que ela se submete, que ela é exposta ao uso de um medicamento fora dessas regulamentações, os riscos dela, com certeza, estão exacerbados. Desde a ausência de uma resposta ideal, como as contaminantes.” A farmacêutica destaca o que observar na embalagem e no produto para conferir sua autenticidade: “Temos alguns sinais. A própria embalagem já chama a atenção, já que as bulas são de fácil acesso na internet. Então, qual é a apresentação física dessa embalagem? De que forma que ela se apresenta? Como está o rótulo? O rótulo está no idioma do Brasil? Do nosso idioma aqui? Não deve estar em outras línguas, por exemplo. Existe lote e validade de fácil acesso? Você consegue identificar? A leitura, a descrição do medicamento, o princípio ativo, ela precisa estar bem legível. Todas as informações precisam estar bem claras.” Ela também chama a atenção para valores: preços muito abaixo do praticado no mercado são sinal de alerta grave. O medicamento só é vendido com apresentação e retenção da receita médica.
Meteorologia projeta verão com chuvas irregulares e temperaturas acima do normal

Previsão elaborada por técnicos do Cemtec/MS (Centro de Monitoramento do Tempo e do Clima), órgão vinculado à Semadesc (Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação), aponta para a ocorrência de um Verão com chuvas irregulares, podendo ficar abaixo ou acima da média histórica, porém com temperaturas ligeiramente elevadas para o período. O verão teve início nesse domingo (21) no Hemisfério Sul e se estende até dia 20 de março de 2026. Devido ao movimento natural do globo terrestre, há maior incidência de raios solares no Hemisfério Sul nesse período do ano, o que provoca aumento das temperaturas e, consequentemente, maior evaporação e disponibilidade de umidade na atmosfera que se converte em chuvas intensas. Os dias são mais longos e que as noites em função da maior radiação solar. Outra característica marcante do verão é a ocorrência de rápidas e frequentes mudanças nas condições do tempo. “São comuns as chuvas de curta duração e forte intensidade, conhecidas como chuvas de Verão, pancadas de chuva ou, tecnicamente, chuvas convectivas. Dependendo do ambiente atmosférico atuante, esses eventos podem evoluir para tempestades intensas, acompanhadas de descargas elétricas, rajadas de vento e, ocasionalmente, granizo”, descrevem os meteorologistas do Cemtec/MS. Baseando-se em dados históricos dos últimos 30 anos, os meteorologistas do Cemtec/MS concluem que o acumulado de chuvas em grande parte do Estado no verão varia entre 400 milímetros e 600 milímetros, sendo um pouco maior na região do extremo-nordeste, que inclui cidades como Costa Rica e Chapadão do Sul, onde as médias ficam entre 500 milímetros e 700 milímetros. No verão 2025/2026 “os volumes de precipitação tendem a oscilar em torno da média histórica, podendo apresentar totais ligeiramente acima ou abaixo da média histórica”. Já com relação às temperaturas, as médias históricas variam entre 24°C e 26°C, com valores ligeiramente mais elevados nas regiões Noroeste e Nordeste (26°C e 28°C) e um pouco menor na região extremo sul (22°C e 24°C), isso para o trimestre compreendido entre janeiro a março, que abarca quase todo o Verão. Para esse verão, a previsão climática aponta que, de modo geral, as temperaturas devem permanecer ligeiramente acima da média histórica no Estado. “Essa condição favorece a ocorrência de períodos mais quentes, sobretudo em dias com menor nebulosidade e ausência de precipitação”. Dezembro Na primeira quinzena de dezembro, em apenas três pontos monitorados pelo Cemtec/MS a quantidade de chuvas ultrapassou a média. Foram em Mundo Novo, onde choveu 326,4 milímetros entre 1º e 15 de dezembro (eram esperados 179,9mm); em Sete Quedas (choveu 254,2mm e a média é 178,8mm) e em Três Lagoas (233,4mm contra média de 191,3mm). Em Campo Grande, Bela Vista e Ponta Porã, as chuvas no período ultrapassam em muito pouco a média (7mm na Capital e apenas 1mm nas outras duas cidades). Nos demais 44 pontos monitorados pelo Cemtec/MS o nível de precipitação ocorrido na primeira quinzena de dezembro ficou abaixo da média histórica. Em Chapadão do Sul choveu apenas 20% do que era esperado para o período. João Prestes, Comunicação Semadesc Foto: Bruno Rezende/Secom
Atraso no 13º leva funcionários da Santa Casa a paralisar atividades em Campo Grande

Funcionários da Santa Casa de Campo Grande iniciaram paralisação a partir das 6h30 desta segunda-feira (22) após a direção do hospital comunicar que o 13º salário não será pago em dezembro. A mobilização envolve enfermeiros e trabalhadores do setor administrativo, com redução no quadro de atendimento. A decisão foi tomada após reunião interna realizada na sexta-feira (19), quando a administração informou enfrentar grave crise financeira. Em ata, a direção propôs o pagamento do benefício em três parcelas, previstas para janeiro, fevereiro e março de 2026. Enfermagem questiona atraso O presidente do Siems, Lázaro Santana, criticou a proposta e reforçou o caráter legal do pagamento.“Décimo terceiro é um direito do trabalhador. É justo trabalhar sem receber?”, afirmou em mensagem enviada à categoria. Os profissionais de enfermagem realizam assembleia para avaliar se a paralisação poderá evoluir para greve, a depender do avanço das negociações com a direção do hospital. Médicos também avaliam mobilização Os médicos da Santa Casa também não receberam o 13º salário e marcaram assembleia para esta segunda-feira, às 19h30, na sede do SinMed-MS. Segundo o presidente da entidade, Marcelo Santana Silveira, o clima entre os profissionais é de insatisfação.“A categoria está bastante chateada. É uma situação que se repete”, afirmou. Ele informou ainda que já foi ajuizada ação judicial para cobrar o pagamento do benefício em atraso. Cenário segue indefinido Até o momento, a direção da Santa Casa mantém a proposta de parcelamento e não anunciou nova data para pagamento integral do 13º. A paralisação segue com impacto nos atendimentos, enquanto as categorias avaliam os próximos passos.
MP investiga degradação ambiental em área rural de Bonito e impõe medidas de recuperação

O Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS) instaurou inquérito civil para apurar degradação ambiental em uma propriedade rural no município de Bonito, um dos principais destinos turísticos do Estado. O proprietário foi notificado a cumprir uma série de exigências ambientais, com prazos que variam entre 30 e 60 dias, para conter danos aos cursos d’água da região. Entre as medidas determinadas estão o cercamento das Áreas de Preservação Permanente (APPs), a recuperação da vegetação nativa e a adequação de travessias utilizadas por gado e veículos, que atualmente ocorrem de forma direta dentro dos córregos. Segundo a fiscalização, essas intervenções são essenciais para conter o “turvamento dos cursos d’água”, fenômeno que compromete a qualidade ambiental e o equilíbrio dos ecossistemas. As exigências decorrem de uma autuação do Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul (Imasul), que identificou falhas no manejo do solo e no uso irregular das APPs. O laudo técnico aponta acesso irrestrito de gado aos córregos, ausência de mata ciliar em diversos trechos e processos erosivos agravados pelo tráfego dentro da água. Durante a vistoria, também foi constatado armazenamento inadequado de combustíveis na propriedade. Apesar disso, o relatório destaca que não houve constatação de contaminação do solo no momento da fiscalização. Com base nos apontamentos, a 2ª Promotoria de Justiça de Bonito deu início ao inquérito civil e notificou o responsável para apresentação de defesa e documentos, incluindo a matrícula atualizada do imóvel rural. O MP também requisitou apoio de núcleos técnicos especializados para aprofundar o acompanhamento do caso. Segundo o Ministério Público, as condutas identificadas podem, em tese, configurar crime ambiental, a depender da conclusão da análise técnica e jurídica. O órgão, no entanto, informou que prioriza uma solução consensual, por meio da celebração de um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC), com foco na recuperação das áreas degradadas. Caso não haja acordo ou se as exigências não forem cumpridas dentro dos prazos estabelecidos, o MP poderá adotar medidas judiciais. Técnicos ambientais ressaltam que ações como cercamento de APPs, recomposição da vegetação nativa e armazenamento correto de combustíveis são medidas simples, eficazes e fundamentais para preservar os rios de Bonito, cuja economia depende diretamente da conservação ambiental.
Calor pode aumentar risco de casos de AVC, alerta médico

Casos de acidente vascular cerebral (AVC) tendem a aumentar no verão, disse à Agência Brasil o neurocirurgião e neurorradiologista intervencionista do Hospital Quali Ipanema, no Rio de Janeiro, Orlando Maia. Segundo o médico, uma série de fatores predispõem o ser humano nessa época do ano ao AVC. Um dos principais é o próprio calor que gera uma desidratação natural das células que, por sua vez, causam um aumento da possibilidade de coagulação do sangue. “E isso tem um maior potencial de gerar AVC, porque o AVC está ligado a coágulo”, disse o médico. Existem dois tipos de AVC. Um é o AVC hemorrágico, que é o rompimento de um vaso cerebral e representa a minoria dos casos, em torno de 20%. O outro tipo, que domina o número de casos, é o AVC isquêmico, causado pela formação de um coágulo e entupimento de um vaso. Orlando Maia explicou que, como o sangue fica mais espesso, mais concentrado devido à desidratação, isso favorece a trombose, que é a formação de um coágulo e, por isso, tem maior predisposição ao AVC. Pressão arterial Há outras causas que seriam relacionadas à pressão arterial. “A nossa pressão arterial no verão tem uma tendência, pelo calor, a diminuir por conta da vasodilatação. Ou seja, nossos vasos, para poder compensar o calor, se dilatam. E essa dilatação causa uma diminuição da pressão, o que favorece também a formação de coágulo e de uma outra situação cardiológica, chamada arritmia. É o coração batendo fora do ritmo”, explica o médico. Quando isso acontece, favorece também no coração a formação de um coágulo que, entrando dentro da circulação sanguínea, tem grande predisposição de ir ao cérebro porque 30% de todo o sangue que sai do coração vão para o cérebro. Uma outra causa do AVC, também comum no verão, é que as pessoas se cuidam menos por conta das férias, o que promove um aumento do consumo de bebida alcoólica, que, por sua vez, amplia a desidratação. Orlando Maia afirmou que a bebida alcoólica também aumenta a possibilidade de arritmia. A negligência pode levar ainda a pessoa a esquecer de tomar remédio, o que contribui para elevar o risco de um AVC. Doenças típicas A isso se somam as doenças típicas de verão, como gastroenterite relacionada ao calor, o que dá diarreia, insolação e esforço físico. “Tudo isso associado faz com que a pessoa tenha uma maior tendência a ter um AVC no verão”, enfatiza. O neurocirurgião lembrou que o tabagismo também colabora para isso. “O tabagismo hoje é uma das maiores causas externas para AVC”. O fumo contribui para a formação de uma doença cerebrovascular chamada aneurisma, que está muito ligada à nicotina. “A nicotina bloqueia uma proteína do nosso vaso chamado elastina, diminui a elasticidade do vaso, então pode favorecer ao AVC hemorrágico, como também causa um processo inflamatório no vaso em si, favorecendo a aderir as placas de colesterol a longo prazo e o entupimento dos vasos. Então, o tabaco é diretamente proporcional à situação tanto do AVC hemorrágico como do AVC isquêmico”, preconiza o médico. Para o médico, o estilo de vida moderno – aliado ao tabagismo e a doenças crônicas não controladas – faz com que cada vez mais pessoas com menos de 45 anos desenvolvam a doença. Nessa época de verão, o Hospital Quali Ipanema, por exemplo, atende cerca de 30 pacientes por mês, o dobro de épocas normais do ano. Maia diz que o AVC é uma doença muito comum. “Se você pegar o AVC como uma doença isolada, esquecendo que há vários tipos de câncer que podem ser separados, a doença mais frequente na humanidade é o AVC. E uma em cada seis pessoas vai ter um AVC na vida”, salienta. O médico disse ser muito importante a pessoa averiguar na sua família, entre os amigos, quem teve AVC porque não são casos isolados. Médico Orlando Maia alerta para riscos de doenças no verão Foto: Arquivo Pessoal Mortes O AVC é uma das principais causas de morte e incapacidade no mundo. “Quando não mata, deixa a pessoa incapaz. Eu digo que é uma doença que não é na pessoa, mas na família, porque pelo menos duas pessoas vão ter que se dedicar a cuidar daquele doente com AVC. Além da mortalidade, ela é uma doença extremamente desabilitadora. A pessoa fica sem andar direito, sem falar direito, sem condições de se alimentar sozinha. É uma doença extremamente crítica. Quando você vê uma pessoa andando com dificuldade é porque ela já teve uma sequela ou consequência de um AVC. Ficou paralisada de um lado ou sem conseguir falar direito, sem enxergar, se pegar a área da visão, porque o cérebro é um grande computador. Vai depender da área afetada pelo problema”, assegura o médico. De acordo com Orlando Maia, a prevenção pode evitar um AVC. “É uma doença que a gente tem que gritar para todo mundo ouvir que há prevenção e tratamento. A prevenção [envolve] o hábito de vida saudável, prática de exercício físico regular pelo menos três vezes na semana, alimentação saudável, controle da pressão arterial, tomar os remédios direitinho e não fumar. E existe tratamento”. No passado, como não havia tratamento, quando a pessoa chegava com AVC, não havia o que fazer, a não ser controlar a pressão. Hoje, há duas formas de tratamento e quanto mais rápido a pessoa chegar a um hospital, mais eficaz será o tratamento. O primeiro é a infusão de um remédio. “Você coloca um remédio na veia que dissolve o coágulo e, na maioria dos casos, o remédio resolve”, ensina. Quando isso não acontece, ou em outros casos mais selecionados, Maia disse que os médicos entram com um cateter na virilha da pessoa e passam um desentupidor. Esse método retira aquele coágulo, por meio de uma aspiração dentro do vaso, liberando a circulação de volta. Com isso, a pessoa retorna ao normal. Cateter Orlando Maia esclarece, também, que o remédio tem uma característica: “só pode ser dado até quatro horas e meia desde o
Materiais escolares têm itens com variação de até 300% em Campo Grande

Levantamento do Procon Mato Grosso do Sul revelou variação de preços de até 300% em itens que compõem as listas de materiais escolares, em Campo Grande. Oito empresas participaram da pesquisa, realizada entre os dias 1º e 9 de dezembro. Os dados estão sujeitos a alterações, em razão da disponibilidade de estoque ou da realização de promoções. As maiores oscilações foram identificadas nos produtos caneta Bic Cristal Fashion com quatro cores (326,5%), apontador Faber-Castell com depósito (317,5%) e lápis Bic HB Evolution nº 2 redondo, sem borracha (284,62%). Na comparação com a pesquisa realizada em 2024, determinados itens apresentaram redução na média de preços. É o caso do caderno universitário de 10 matérias e 200 folhas, cuja média passou de R$ 25,79 para R$ 21,00 no levantamento atual. A cola Tenaz 110 g também manteve estabilidade, com preço médio de R$ 13,00. Orientações O Procon Mato Grosso do Sul, instituição vinculada à Sead (Secretaria de Estado de Assistência Social e dos Direitos Humanos), esclarece que as escolas podem solicitar somente itens de uso exclusivo e restrito ao processo didático pedagógico do aluno ou aluna. As quantidades devem ser específicas e razoáveis, sem indicação de preferência por marca, modelo e fornecedor. A Lei 12.886/2013 proíbe que as listas escolares exijam a compra de materiais de uso coletivo, como produtos de limpeza e itens de uso administrativo da instituição de ensino, uma vez que esses custos devem constar no valor da mensalidade. É fundamental, ainda, comparar os preços em diferentes estabelecimentos, considerando a qualidade dos produtos a serem adquiridos. Exigir a nota fiscal comprova a relação de consumo e determina a contagem do prazo de garantia do que foi comprado. Em caso de dúvidas, denúncias e reclamações, os pais ou responsáveis podem recorrer ao Procon Mato Grosso do Sul pelo site www.procon.ms.gov.br e pelo Disque Denúncia 151. Serviço Pesquisa Materiais Escolares (Campo Grande):https://tinyurl.com/2heemze5 Kleber Clajus, Comunicação Procon/MSFoto: Kleber Clajus
Novo presidente do TRE-RJ quer combater candidatos ligados a facções

O desembargador Claudio de Mello Tavares tomou posse nesta semana como novo presidente do Tribunal Regional Eleitoral do Rio (TRE-RJ). Tavares disse que uma das prioridades de sua gestão será o combate a candidaturas ligadas ao crime organizado. O mandato vai até março de 2027. “Não haverá espaço no processo eleitoral do Estado do Rio de Janeiro para candidaturas patrocinadas pelo crime organizado, pelo tráfico de drogas ou pelas milícias. O voto popular é sagrado. Não pode ser comprado, coagido, manipulado”, afirmou, destacando que não “hesitará” em indeferir registros de candidatos com relação direta ou indireta com organizações criminosas. Claudio Tavares foi eleito por aclamação pelos sete membros do Colegiado do Tribunal Eleitoral fluminense para suceder o desembargador Peterson Barroso Simão. “Nenhuma nação se fortalece sem garantir ao cidadão o direito ao voto livre. Livre de pressão, de coerção, do medo. Neste tribunal, defenderemos com rigor o direito de o eleitor escolher seus representantes sem que forças paralelas interfiram na sua decisão. O voto pertence ao eleitor e somente a ele”, destacou. Claudio de Mello Tavares é desembargador do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro (TJRJ) desde 1998. Entre 2017 e 2018, atuou como corregedor-geral da Justiça e foi presidente do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro no biênio 2019-2020. De março a dezembro de 2025, ocupou a vice-presidência e a Corregedoria Regional Eleitoral no estado. Na solenidade, o desembargador Fernando Cerqueira Chagas tomou posse nos cargos de vice-presidente e corregedor regional eleitoral do TRE-RJ. Douglas Corrêa – Repórter da Agência Brasil
Ônibus voltam a circular em Campo Grande após quatro dias de greve

Após quatro dias de paralisação total, os ônibus do transporte coletivo de Campo Grande começaram a retornar às ruas no fim da tarde desta quinta-feira (18). A greve, iniciada na segunda-feira (15), afetou mais de 100 mil passageiros por dia e só foi encerrada após a antecipação de R$ 3,3 milhões de um convênio do Governo do Estado com a Prefeitura, recurso usado para quitar salários e benefícios atrasados dos motoristas. A liberação do serviço ocorreu depois de uma reunião no Tribunal Regional do Trabalho (TRT), que reuniu representantes do Consórcio Guaicurus, da Prefeitura, do Sindicato dos Trabalhadores em Transporte Coletivo Urbano (STTCU) e vereadores. O retorno da frota acontece de forma gradual, conforme explicou o presidente do sindicato, Demétrio Freitas, em razão da logística necessária para reorganizar as equipes. Pagamentos garantidos No acordo firmado no TRT, ficou definido que: O desembargador César Palumbo Fernandes afirmou, durante a reunião, que a multa aplicada ao sindicato deverá ser revista. Descumprimento de decisões judiciais Durante toda a paralisação, o STTCU descumpriu decisões judiciais que determinavam o retorno mínimo de 70% da frota. A Justiça chegou a aplicar multas progressivas, que somaram R$ 520 mil ao sindicato. Mesmo após as determinações do TRT e do Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul (TJMS), o transporte coletivo permaneceu 100% paralisado até o quarto dia de greve. Cronologia da greve Intervenção no Consórcio Guaicurus Na quarta-feira (17), o TJMS determinou que a Prefeitura de Campo Grande inicie, em até 30 dias, o processo de intervenção no transporte coletivo, com: A decisão foi motivada por uma ação popular e embasada em conclusões da CPI do Transporte Coletivo, que apontou: O juiz Eduardo Lacerda Trevisan destacou o risco de prejuízo contínuo à população e a necessidade de intervenção administrativa imediata, além de auditoria independente. O Consórcio Guaicurus informou que recorreu da decisão e que a situação segue sob análise judicial.
Projeto Ártemis avalia genética de pacientes que sofreram AVC

Estudo coordenado pelo Hospital Moinhos de Vento (HMV) e financiado pelo Ministério da Saúde, por meio do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do Sistema Único de Saúde (Proadi-SUS), vai procurar avaliar a genética dos pacientes que tiveram um acidente vascular cerebral isquêmico (AVC isquêmico). Esta é uma doença que ocorre quando há obstrução de uma artéria, impedindo a passagem de oxigênio para células cerebrais, que acabam morrendo. Essa obstrução pode acontecer devido a um trombo (trombose) ou a um êmbolo (embolia). O AVC isquêmico é o mais comum e representa 85% de todos os casos, de acordo com o Ministério da Saúde. “Hoje, a gente tem um entendimento melhor do quanto esse risco genético pode influenciar a chance de eu ter um AVC. Mas não somente isso, mas outras doenças que podem provocar um AVC, como pressão alta, problemas com o colesterol, diabetes”. A informação foi dada nesta quinta-feira (18) à Agência Brasil pela neurologista do Hospital Moinhos de Vento e investigadora principal do projeto Ártemis-Brasil, Ana Cláudia de Souza. “Uma vez a gente podendo mapear melhor, analisando o que se chama hoje de genoma humano, que é esse grande livro de receitas que coordena e comanda como o nosso organismo funciona, a gente acha que vai ser muito bom para que, no futuro, possamos desenvolver novos medicamentos, ser mais precisos quando estamos indicando algum tratamento para alguém. Porque além de conseguir ver o risco de a pessoa ter um AVC, a gente também consegue ver como um organismo responde a um tratamento com base no seu perfil genético”, completou. Segundo Ana Cláudia de Souza, o projeto Ártemis-Brasil vai abrir a porta da medicina de precisão, principalmente no Sistema Único de Saúde (SUS). A partir desses dados, os pesquisadores pretendem contribuir para modelos de cuidado mais personalizados dentro do SUS. Participantes Onze centros de referência no atendimento ao AVC, distribuídos por todas as regiões brasileiras, participam do estudo. “São todos centros de alta complexidade que atendem pacientes com AVC no SUS. Vai ser uma boa contribuição para o nosso SUS”. O estudo já foi iniciado e incluiu o primeiro participante em novembro passado. O objetivo, disse a doutora Ana Cláudia, é chegar a mil participantes até o final de 2026. Serão incluídos 500 pacientes que tiveram AVC isquêmico e 500 pessoas saudáveis que nunca tiveram histórico de AVC. “Para que a gente possa fazer uma comparação entre as alterações que realmente levam à doença, é preciso comparar pessoas que tiveram AVC com outras que nunca apresentaram a doença”. O tratamento do AVC, principalmente na fase aguda, evoluiu muito no Brasil, nos últimos 20 anos, muito em razão do trabalho da Rede Brasil AVC e da Sociedade Brasileira de AVC, que conseguiram trazer para o SUS tratamento que ajuda as pessoas na fase aguda, para desentupir um vaso cerebral quando um coágulo está entupindo, e leva aos sintomas do AVC e, mais recentemente, outro tratamento feito em alguns centros do SUS que fazem o que se denomina de cateterismo cerebral, que é a trombectomia mecânica, que remove o coágulo. “É muito parecido com o cateterismo que a gente faz no coração, só que nos vasos do cérebro”, explicou Ana Cláudia. Admitindo que o tratamento precisa muito ainda expandir para áreas de vazio assistencial do país, em especial das regiões Norte e Nordeste. “Mas a gente evoluiu bastante nos últimos anos,” explicou. Impacto O impacto do AVC no Brasil é muito alto. Dados da Rede Brasil AVC mostram que 85.427 pessoas morreram em decorrência da doença, em 2024. Nos anos anteriores, os registros também foram altos: 81.822 óbitos em 2021, 87.749 em 2022 e 84.931 em 2023. De acordo com o Ministério da Saúde, o AVC segue como a principal causa de morte e incapacidade no país, com 11 óbitos por hora. “Os últimos dados mostram que ele voltou a ser a primeira causa de morte no nosso país e é a causa de maior incapacidade de todas as doenças”, indicou Ana Cláudia. Após um AVC, a pessoa pode ficar sem falar, sem se movimentar, e isso traz um impacto elevado para as famílias, para o próprio doente e para a nação, refletindo em custo alto também no SUS, acrescentou a neurologista. Daí a importância da prevenção, não só dos principais fatores de risco, que aumentam a chance de a pessoa ter um AVC, como pressão alta, diabetes, fumo, maus hábitos de vida, má alimentação, mas também estratégias para depois que a pessoa teve um AVC, de modo a prevenir para que não tenha um segundo acidente desse tipo. “Aí acaba entrando também o projeto Ártemis-Brasil, porque cada indivíduo é único na sua genética. E a gente, entendendo melhor como são essas características, consegue fazer uma prevenção muito mais precisa para essa pessoa. Pode indicar um tratamento específico, um regime de exercícios, alimentação, com base nesse perfil,” disse. Na avaliação de Ana Cláudia de Souza, vai ser um estudo único porque grande parte das pesquisas de genômica é feita nos países desenvolvidos, envolvendo populações europeias, norte-americana e até parte asiática. Não existem muitos estudos mostrando a diversidade da população latino-americana e brasileira. Com o Ártemis-Brasil, o país passa a integrar um grupo limitado de nações que investigam, em larga escala, a relação entre fatores genéticos e doenças cerebrovasculares. Uma vez concluído com sucesso no Brasil, a médica acredita que o estudo poderá ser estendido para a América Latina, por exemplo. “Ele tem potencial grande de, no futuro, a depender dos resultados, ser expandido para outras regiões que possam se juntar na iniciativa”. O projeto também integra o Programa Genomas Brasil, que busca ampliar a diversidade genômica nacional, hoje pouco representada em estudos globais. Essa lacuna dificulta a construção de políticas e práticas clínicas que dialoguem diretamente com a realidade tão diversa da genética da população brasileira. Além da produção científica, a iniciativa prevê a capacitação de equipes do SUS em genética, aconselhamento genético e conceitos de medicina de precisão. Fonte: Alana Gandra – Repórter da Agência Brasil Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil