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Primeira parcela do IPVA ultrapassa R$ 170 milhões em Mato Grosso do Sul

Mato Grosso do Sul arrecadou mais de R$ 175 milhões com a primeira parcela do IPVA 2026, referente ao mês de janeiro. O valor já consta no Portal da Transparência e representa uma das principais entradas de receita do início do ano. A expectativa do governo estadual para a arrecadação total do imposto em 2026 é de cerca de R$ 1,2 bilhão, considerando todas as parcelas e pagamentos ao longo do ano. “O contribuinte pode escolher entre pagar o imposto à vista, com desconto, ou parcelar o valor”, conforme as regras do calendário oficial. O pagamento pode ser dividido em até cinco vezes. As datas de vencimento das parcelas vão de janeiro a maio, com a primeira em 30 de janeiro e a última em 29 de maio. Já o pagamento à vista garante desconto de 15% no valor total. A arrecadação do IPVA é dividida igualmente entre Estado e município. “Metade do valor fica com o Estado e metade com a cidade onde o veículo é registrado”, segundo as regras de distribuição. Os recursos são destinados a áreas como saúde, educação, segurança pública e infraestrutura. O imposto é uma das principais fontes de financiamento dessas políticas públicas. As alíquotas variam conforme o tipo de veículo. Automóveis e utilitários pagam 3%, motocicletas 2%, e caminhões, ônibus e micro-ônibus 1,5%, com base no valor venal.Entre os veículos de maior destaque está um Bentley Continental GT avaliado em cerca de R$ 3 milhões. “O imposto anual desse modelo ultrapassa R$ 90 mil”, segundo dados da Secretaria Estadual de Fazenda.

Tecnologia e clima: painel discute os novos rumos do agro na Expogrande

A programação da Expogrande 2026 abre espaço para discutir o futuro do agronegócio com um painel que reúne especialistas em clima, tecnologia e produção. O encontro será no dia 16 de abril, às 16h, no Pavilhão Tecnológico. Com o tema “Agro, Clima, Bioeconomia: os novos vetores da competitividade”, o debate propõe uma conversa prática sobre como fatores como clima, uso de dados e novas tecnologias já influenciam a produção no campo e as decisões do setor. O painel reúne representantes de diferentes áreas do agro e da indústria. Entre eles, Érico Paredes, da Biosul, que traz a visão da bioenergia e da produção sustentável; Sarita Severien, da Suzano, que atua com estratégias ligadas às mudanças climáticas dentro do setor empresarial; e Willians Bini, da Metos Brasil, especialista em meteorologia e uso de dados aplicados à produção. A mediação será feita por Rafaela Capelari, da Semades, e a abertura fica por conta de Adriana Tozzetti, diretora do Parktec CG. A proposta é mostrar, de forma acessível, como o uso de tecnologia, o acompanhamento do clima e novos modelos de produção vêm impactando diretamente o dia a dia no campo e abrindo caminhos para tornar o agro mais eficiente e competitivo. O painel é aberto ao público e integra a programação da Expogrande, ampliando o debate sobre os desafios e as oportunidades do setor. Serviço Data: 16 de abril de 2026Horário: 16hLocal: Pavilhão Tecnológico – Expogrande 2026Endereço: Parque de Exposições Laucídio Coelho – Rua Américo Carlos da Costa, 320, Vila Carvalho A entrada é gratuita, mas é necessário realizar cadastro para acesso ao parque. O credenciamento pode ser feito antecipadamente pelo site ingressoagro.com.br ou no local.

Baixo número de doadores mantém fila por rim alta no Estado

Mais de 200 pessoas aguardam por um transplante de rim em Mato Grosso do Sul, enquanto o número de doadores permanece abaixo do necessário. Nos últimos anos, as doações não chegaram a 100, o que mantém a fila elevada e aumenta o tempo de espera por um órgão. Desde 2017, o Estado contabiliza 189 transplantes realizados, sendo 54 apenas nos dois anos mais recentes. Apesar dos avanços, a quantidade de procedimentos ainda não acompanha a demanda crescente por esse tipo de tratamento. Atualmente, cerca de 2,1 mil pacientes dependem da diálise para sobreviver, alternativa utilizada nos casos mais avançados da doença. O tratamento, embora essencial, impõe limitações à rotina e à qualidade de vida dos pacientes. A doença renal crônica se desenvolve de forma lenta e progressiva, geralmente associada a condições como diabetes e hipertensão. Por não apresentar sintomas no início, costuma ser diagnosticada apenas em estágios mais avançados. Diante desse cenário, especialistas reforçam a importância da prevenção e do diagnóstico precoce, com acompanhamento médico regular e realização de exames, especialmente para pessoas com fatores de risco.

Curso gratuito de drones abre portas para o futuro da tecnologia

Jovens de Campo Grande terão a oportunidade de entrar em contato com uma das tecnologias que mais crescem no mundo: o uso de drones. A capacitação acontece entre os dias 14 e 15 de abril, um curso gratuito de operação de aeronaves remotamente pilotadas, com foco no uso em propriedades rurais. Com carga horária de 16 horas e programação intensiva ao longo dos dois dias, a capacitação vai unir teoria e prática para preparar os participantes de forma completa. As aulas teóricas acontecem no dia 14, no prédio Marrakech, na sede da Semades, enquanto as atividades práticas serão realizadas no Parque Belmar Fidalgo, onde os alunos poderão vivenciar, na prática, o manuseio dos equipamentos. O curso tem como objetivo qualificar jovens a partir de 18 anos para o uso de drones como tecnologia de precisão, respeitando as legislações vigentes e as normas de segurança. A iniciativa acompanha a crescente demanda por profissionais capacitados para atuar com inovação no setor rural e em diversas outras áreas. As aulas serão realizadas em período integral, com horário de início a ser informado aos inscritos. Para participar, é necessário levar alimentação e também celular ou tablet, que serão utilizados durante as atividades. As inscrições serão abertas nesta sexta-feira e as vagas são limitadas: apenas 12 participantes serão selecionados. Os interessados devem se inscrever pelo site: https://sejuvcg.campogrande.ms.gov.br/home

Conversão à esquerda na Afonso Pena será proibida a partir de segunda (13) em Campo Grande

Motoristas que passam pela Avenida Afonso Pena, em Campo Grande, devem ficar atentos às mudanças no trânsito que entram em vigor a partir de segunda-feira (13). A principal alteração é a proibição de conversão à esquerda para acessar a Rua Bahia. A medida apenas não se aplica para ônibus do transporte coletivo que manterá a rota normal visando o funcionamento regular da rota. A medida faz parte de um novo reordenamento viário implantado pela Agetran (Agência Municipal de Transporte e Trânsito), com o objetivo de melhorar a fluidez na região central. Com a mudança, condutores que seguem pela Afonso Pena terão que utilizar o chamado “laço de quadra” para chegar à Rua Bahia. Ou seja, será necessário seguir adiante, virar à direita e contornar o quarteirão. Segundo a Agetran, as conversões à esquerda são um dos principais pontos de lentidão na via, pois interrompem o fluxo contínuo e afetam o sincronismo dos semáforos. Outras mudanças A restrição na Rua Bahia marca o início das mudanças, que devem ser ampliadas para outros cruzamentos da avenida, como nas ruas Treze de Maio, Pedro Celestino, Padre João Crippa e 25 de Dezembro. Outra alteração prevista é na Rua Sete de Setembro, que passará a ter mão única em um trecho entre as ruas Castro Alves e Bahia, como forma de reduzir problemas no trânsito. Foto: Saul Schramm/Portal MS

Ação do governo freia alta de passagem aérea, diz presidente da Anac

O presidente da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), Tiago Chagas, disse nesta sexta-feira (10), na Rádio Nacional, no programa Alô Alô Brasil, com José Luiz Datena, que as ações tomadas pelo Governo Federal e pela Petrobras têm contribuído para frear o aumento do preço das passagens aéreas. “As medidas tomadas pelo Governo foram importantes para frear o aumento e não para evitar o aumento”, afirmou Chagas. A Petrobras anunciou no dia 1º de abril um reajuste médio de 55% no preço do querosene de aviação (QAV), combustível derivado do petróleo que abastece aviões e helicópteros e é um dos principais custos das companhias aéreas. O aumento está ligado a escalada no preço do barril do petróleo devido à guerra no Oriente Médio envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã. O presidente da Anac explica que “55% de aumento no preço do querosene de aviação represente mais ou menos de 20% a 30% no aumento da passagem aérea”. Segundo Chagas, o querosene de aviação representa 40% do custo da passagem que as pessoas compram. Com as medidas tomadas pelo governo, segundo o presidente da Anac, o aumento, em vez de ir para a casa dos 20% ou 30%, ficarão na faixa de 10% a 12%. Chagas aponta também a decisão da Petrobras de parcelar o aumento do querosene de aviação. A empresa não aplicou os 55% de forma imediata e repassou apenas 18% num primeiro momento, optando por parcelar o restante do aumento ao longo dos próximos seis meses. O governo federal ainda zerou os impostos PIS e Cofins e disponibilizou uma linha de crédito para as companhias aéreas. “São medidas para aliviar o caixa das empresas para que elas não repassem tanto o aumento do combustível no valor das passagens agora”, explicou o presidente da Anac. Chagas finalizou dizendo que o governo aguarda a adesão das companhias aéreas às medidas do governo, o que deve acontecer rapidamente, segundo ele. “É de interesse delas [das empresas] porque se as pessoas não voarem, significa aviões menos cheios. Isso pode provocar até cancelamento de rotas que se tornam não rentáveis. As companhias aéreas estão muito preocupadas em perder um público que já está sofrendo”, afirmou o presidente da Anac.

Mais de R$ 27,5 milhões por ano chegam à saúde de Dourados após articulação de Vander

O deputado federal Vander Loubet celebrou a destinação de mais de R$ 27,5 milhões anuais em novos recursos federais para a saúde pública de Dourados. O investimento é resultado de articulação conduzida pelo parlamentar junto ao Ministério da Saúde, em diálogo direto com o ministro Alexandre Padilha, a partir de demandas apresentadas pela população da Grande Dourados, pelos vereadores Franklin e Elias Ishy, pelo PT Dourados, pela deputada Gleice Jane (líder da bancada do PT-MS) e pelo prefeito Marçal Filho. “Estamos garantindo um volume expressivo de recursos permanentes para a saúde pública de Dourados. Esse resultado é fruto de diálogo, trabalho institucional e compromisso do governo Lula com as necessidades concretas da população. Nosso foco foi transformar demandas em investimentos efetivos”, afirmou Vander. As informações sobre o repasse foram encaminhadas pelo secretário de Atenção Especializada à Saúde do Ministério da Saúde, Mozart Sales, no âmbito do acompanhamento técnico das ações voltadas ao fortalecimento da rede assistencial na região. Novos recursos atendem demandas dos vereadores Franklin e Elias Ishy, PT Dourados, deputada Gleice Jane e prefeito Marçal Filho. A destinação dos recursos está diretamente relacionada à agenda realizada em Dourados no dia 20 de dezembro de 2025, quando o secretário Mozart Sales esteve no município. Na ocasião, Vander acompanhou as atividades do Ministério da Saúde e participou de reuniões com gestores estaduais, municipais e federais, além de visitas técnicas ao Hospital Regional de Dourados e ao Hospital Universitário da UFGD, consolidando encaminhamentos que agora se materializam em investimento. FORTALECIMENTO REGIONAL Os recursos contemplam diferentes frentes da assistência e fortalecem a rede regional de saúde. Entre as principais medidas está a habilitação de 20 novos leitos de UTI Tipo II no Hospital Regional de Dourados, sendo 10 adultos e 10 pediátricos, com financiamento anual de R$ 3,94 milhões. O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) 192 também será fortalecido, com a qualificação de três unidades móveis, sendo uma Unidade de Suporte Avançado e duas Unidades de Suporte Básico, além de recursos destinados à Central de Regulação das Urgências. O investimento ultrapassa R$ 696 mil por ano. Na área de reabilitação, o Centro Especializado em Reabilitação II passa a contar com habilitação nas modalidades física e visual, com aporte anual de R$ 2,26 milhões, ampliando o acesso a serviços especializados. Outro eixo estratégico é a ampliação do teto de Média e Alta Complexidade para o Hospital Regional da Grande Dourados, com incremento superior a R$ 19,3 milhões por ano, reforçando a capacidade de realização de procedimentos especializados. O Hospital Universitário da UFGD também será contemplado com recursos para a Atenção Especializada aos Povos Indígenas, no valor de R$ 1,01 milhão por ano, além da habilitação do serviço de terapia enteral, com R$ 325 mil anuais. A avaliação do deputado Vander Loubet é de que os novos recursos ampliam a capacidade instalada, qualificam o atendimento e fortalecem a organização da rede regional, garantindo maior resolutividade e acesso à população de Dourados e municípios da macrorregião.

SES cria fluxo emergencial para casos graves de chikungunya

Diante do avanço da chikungunya, a SES (Secretaria de Estado de Saúde) instituiu um fluxo emergencial de regulação médica para casos graves da doença. A medida, oficializada por meio da Resolução SES/MS nº 555, publicada na terça-feira (7), estabelece prazos mais curtos para resposta assistencial, mecanismos excepcionais para garantir o atendimento oportuno de pacientes em estado crítico e diretrizes prioritárias para a Região de Saúde Centro-Sul e demais macrorregiões do Estado. A normativa estabelece que casos classificados como prioridades P1.0 e P1.1, considerados graves ou potencialmente graves, deverão ter decisão regulatória em até uma hora após a solicitação. O prazo é tratado como meta obrigatória para garantir resposta rápida e reduzir o risco de agravamento ou morte dos pacientes. A resolução também normatiza o uso da chamada “vaga zero”, recurso excepcional que permite a transferência imediata de pacientes críticos mesmo na ausência de leitos disponíveis, como forma de preservar vidas em situações extremas. A medida poderá ser adotada pelo médico regulador quando se esgotarem as alternativas convencionais de encaminhamento dentro do tempo clínico oportuno. A iniciativa ocorre em meio ao cenário de emergência em saúde pública decretado em Dourados, onde a epidemia de chikungunya segue ativa. Dados epidemiológicos recentes indicam taxa de positividade entre 72% e 79%, considerada elevada, além do registro de casos graves, gestantes acometidas e óbitos pela doença no município em 2026. Segundo a secretária de Estado de Saúde em exercício, Crhistinne Maymone, a medida busca dar mais agilidade e segurança à assistência em um momento de alta pressão sobre a rede. “Estamos estruturando um fluxo mais rápido, organizado e resolutivo para garantir que os pacientes graves tenham acesso ao atendimento oportuno no menor tempo possível. Essa resposta ágil é fundamental para salvar vidas, especialmente diante do cenário epidemiológico que enfrentamos”, afirmou. O fluxo emergencial prioriza a articulação entre as centrais de regulação municipal e estadual, com definição clara de responsabilidades e sequência de encaminhamentos. Em Dourados, o HU-UFGD (Hospital Universitário da Universidade Federal da Grande Dourados) será a primeira referência para os casos graves, seguido pelo HRD (Hospital Regional de Dourados). Na ausência de aceite ou resposta em tempo oportuno, a vaga zero poderá ser acionada para qualquer unidade com capacidade de atendimento. A resolução também detalha critérios clínicos para classificação dos pacientes, incluindo sinais de choque, desidratação grave, rebaixamento de consciência, insuficiência respiratória e condições de maior vulnerabilidade, como gestação, comorbidades e pertencimento a populações indígenas. Entre os objetivos da medida estão a padronização da resposta assistencial, a redução de gargalos na regulação, a ampliação do acesso a leitos de maior complexidade e a melhoria na comunicação entre os serviços de saúde. As unidades de origem deverão iniciar imediatamente as medidas de estabilização e manter contato contínuo com a regulação até a transferência do paciente. Para monitorar a efetividade do fluxo, a SES instituiu indicadores diários e semanais, como tempo de resposta, número de solicitações, percentual de casos atendidos dentro do prazo, negativas de vagas e óbitos antes ou durante a transferência. Relatórios operacionais também deverão apontar gargalos e orientar ajustes na rede assistencial. A medida tem caráter temporário e permanecerá vigente enquanto durar a situação de emergência epidemiológica. Após esse período, os fluxos regulatórios anteriores serão retomados. Kamilla Ratier, Comunicação SESFoto: Arquivo SES/HRD

Agraer fortalece acesso ao crédito rural em projetos que abrem oportunidades a quem trabalha no campo

A Agraer (Agência de Desenvolvimento Agrário e Extensão Rural) reforça seu papel ao lado dos agricultores familiares, levando orientação e apoio na elaboração de projetos de crédito voltados ao Pronaf B, linha do Governo Federal que abre oportunidades para quem vive do trabalho no campo e busca melhorar sua produção e sua renda. Mais do que viabilizar o acesso ao financiamento, o trabalho dos extensionistas começa com escuta e acompanhamento próximo. No atendimento, os técnicos conhecem a realidade de cada produtor, ajudam a organizar a documentação e constroem, junto com ele, um projeto produtivo viável, pensado para gerar resultados concretos e fortalecer a atividade no campo com segurança. Segundo a servidora da Agraer, Aldione Soares, o Pronaf B desempenha um papel estratégico ao ampliar oportunidades para um público que, muitas vezes, encontra dificuldades de acesso ao crédito. “Essa linha atende produtores com renda bruta familiar de até R$ 50 mil. A importância está justamente na inclusão: ao acessar esse crédito, esses produtores passam a ter condições de investir, gerar renda e fortalecer sua atividade.” O Pronaf B é considerado uma importante ferramenta de inclusão produtiva no meio rural. Com condições facilitadas, a linha permite investimentos em pequenas produções, aquisição de insumos, melhorias na estrutura da propriedade e desenvolvimento de atividades que ampliam a renda familiar. Além disso, apresenta custos reduzidos, o que torna o crédito mais acessível e seguro para o agricultor familiar. “É uma linha com juros de 0,5% ao ano, com bônus de adimplência. Se o pagamento for feito até a data de vencimento, o produtor pode ter um desconto de até 25%. Isso faz muita diferença para quem está começando ou precisa fortalecer sua produção.” Outro aspecto relevante é o impacto direto na produção de alimentos e na sustentabilidade das propriedades rurais. “Dessa forma, o Pronaf B fomenta a produção de alimentos da cesta básica, atividades de subsistência e fortalece a segurança alimentar. Também incentiva práticas agrícolas sustentáveis e a diversificação da produção”. Nesse contexto, o papel da Agraer é assegurar que o crédito seja acessado de forma responsável e planejada. O trabalho técnico evita que o produtor busque o financiamento sem estar devidamente enquadrado, além de orientar sobre outras possibilidades quando necessário. “Essa linha é muito interessante para o público da agricultura familiar que tem essa faixa de renda e quer investir em uma atividade. Mas é importante destacar que existe um processo de análise.” Para os agricultores interessados, o primeiro passo é buscar orientação diretamente nos escritórios da Agraer. “O produtor deve procurar a unidade do município onde está localizada sua área produtiva. A equipe vai analisar se ele se enquadra dentro das regras do programa, que é uma política do Governo Federal”. A servidora também reforça a importância da regularização cadastral como requisito básico para acesso ao crédito. “É necessário estar no Cadastro Nacional da Agricultura Familiar, o CAF, que tem critérios próprios. Com esse documento e atendendo à renda bruta anual de até 50 mil reais, o produtor pode acessar o Pronaf B”. Além da elaboração dos projetos, a Agraer também atua no acompanhamento técnico das atividades produtivas, contribuindo para que os investimentos gerem resultados concretos no campo. Essa orientação prévia, aliada ao planejamento técnico, garante que o crédito cumpra seu principal papel: fortalecer a agricultura familiar, gerar renda e promover desenvolvimento sustentável no meio rural. Produtores interessados em saber se podem acessar o Pronaf B devem procurar o escritório local da Agraer para receber orientação e avaliação de enquadramento. Ricardo Campos Júnior, Comunicação AgraerFoto: Bruno Rezende/Secom-MS

Excesso de chuvas causa aumento no preço do feijão

Os custos para aquisição dos alimentos da cesta básica subiram nas 27 capitais, segundo monitoramento feito pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) e pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). São Paulo permanece com o maior valor apurado, de R$ 883,94, enquanto Aracaju tem a cesta mais barata, uma média de R$ 598,45. Os alimentos com maior impacto foram o feijão, a batata, o tomate, a carne bovina e o leite, todos com aumento, sendo que os três primeiros tiveram impacto decisivo das chuvas nas principais regiões produtoras. Na contramão, o açúcar teve queda no custo médio em 19 cidades, relacionada ao excesso de oferta.  Segundo a Pesquisa Nacional da Cesta Básica de Alimentos, as cidades com aumento mais expressivo foram Manaus (7,42%), Salvador (7,15%), Recife (6,97%), Maceió (6,76%), Belo Horizonte (6,44%), Aracaju (6,32%), Natal (5,99%), Cuiabá (5,62%), João Pessoa (5,53%) e Fortaleza (5,04%). Entre os valores nominais, além da capital paulista há destaque para as cidades do Rio de Janeiro (R$ 867,97), de Cuiabá (R$ 838,40), Florianópolis (R$ 824,35) e Campo Grande (R$ 805,93), com as demais capitais tendo valores médios abaixo do patamar dos R$ 800. Com o salário mínimo a R$ 1.621,00 o trabalhador nessas cidades precisa de cerca de 109 horas para custear a cesta. Ainda que alto, o valor apresentou queda se comparado à renda, em relação ao ano passado. “Quando se compara o custo da cesta e o salário mínimo líquido, ou seja, após o desconto de 7,5% referente à Previdência Social, verifica-se que o trabalhador remunerado pelo piso nacional comprometeu em média, nas 27 capitais pesquisadas em março de 2026, 48,12% do rendimento para adquirir os itens alimentícios básicos e, em fevereiro, 46,13% da renda líquida. Em março de 2025, considerando as 17 capitais analisadas, o percentual médio ficou em 52,29%”, indicou o levantamento. Em março, o tempo médio necessário para adquirir os produtos da cesta básica foi de 97 horas e 55 minutos, enquanto em fevereiro era de 93 horas e 53 minutos. Se comparado com março de 2025, considerando o conjunto restrito de 17 capitais analisadas, a jornada média foi de 106 horas e 24 minutos. O estudo permite comparar, ainda, o aumento desde o ano passado, e aponta que houve alta em 13 cidades e queda em quatro nos últimos 12 meses, com destaque para os aumentos em Aracaju (5,09%), Salvador (4,51%) e Recife (4,38%). As principais reduções ocorreram em Brasília (-4,63%) e Florianópolis (-0,91%). A comparação de intervalo anual é limitada a 17 capitais, pois o Dieese não realiza levantamentos mensais nas cidades de Boa Vista, Cuiabá, Macapá, Maceió, Manaus, Palmas, Porto Velho, Rio Branco, São Luiz e Teresina. Regime de chuvas O estudo indica que o valor do feijão subiu em todas as cidades. O grão preto, pesquisado nos municípios da Região Sul, do Rio de Janeiro e de Vitória, apresentou alta, com percentuais entre 1,68%, em Curitiba, e 7,17%, em Florianópolis. Para o grão carioca, coletado nas demais capitais, os aumentos ficaram entre 1,86%, em Macapá, e 21,48%, em Belém. A alta do feijão ocorreu devido à restrição de oferta, por dificuldades na colheita, redução de área na primeira safra e expectativa de menor produção na segunda safra, mostra o levantamento. “Quando a gente vê um aumento de preços, tende a pensar que os produtores estão lucrando mais, mas nesses casos menos produtores têm o produto e aí podem estar vendendo por mais, só que o que aconteceu bastante neste ano é que quem plantou, por exemplo, 60 sacas colheu apenas 30 ou 40. O clima prejudicou no Paraná e na Bahia, e a gente tem uma área plantada menor”, explicou Marcelo Lüders, presidente do Instituto Brasileiro do Feijão (Ibrafe). Lüders lembrou que a produção ainda tem atraso considerável em outras áreas, como Mato Grosso do Sul, onde o excesso de chuvas levou a uma janela menor entre culturas e forçou a substituição por um tipo de feijão preto destinado principalmente ao mercado indiano. “Os números que a gente tem hoje não refletem a nossa realidade, a gente tem tido menos o carioca, pois é um feijão que o governo não garante preço, já que o preço mínimo existe para enfeite, o produtor não se beneficia em nenhum momento disso não há mercado externo”. Esses fatores levaram a uma diferença considerável entre o feijão carioca e o feijão preto, variedades mais procuradas nos maiores mercados. O grão carioca chega a ser vendido hoje a R$ 350 a saca, com possibilidade de queda de fato a partir dos meses de agosto, setembro e outubro, quando se colhe a safra irrigada. O feijão preto ainda tem um valor melhor, em torno de R$ 200 a 210 a saca, pois há muito estoque das duas colheitas de 2025, mas esse excedente será pressionado já que se plantou pouco na segunda safra, que é a do começo do ano, e a cultura sofreu impacto da chuva forte no Paraná. A expectativa é de uma inversão de preços, com o feijão preto mais caro do que o carioca em 2026.  “Isso é terrível para os produtores. A exportação diminuiu em 2025, isso é cíclico. O estímulo para plantar o feijão carioca é muito grande, e isso é um risco pois pode derrubar o preço”, complementa o analista.   A estimativa da Conab indica uma produção superior a 3 milhões de toneladas, com avanço de 0,5% em relação ao ciclo 2024/2025. O impacto do aumento do custo de fertilizantes e de combustíveis ainda não foi sentido pelo setor, o que aumenta a incerteza. Há expectativa de aumento global dos valores de alimentos. Salário mínimo  O Dieese também mostra o valor ideal do salário mínimo. Para isso, considera a cesta mais cara, em São Paulo e os custos básicos que dariam conta das necessidades garantidas na Constituição para o trabalhador e sua família: alimentação, moradia, saúde, educação, vestuário, higiene, transporte, lazer e previdência. Em março, o valor para uma família de quatro pessoas seria R$ 7.425,99 ou 4,58 vezes o mínimo vigente. Em fevereiro, o valor necessário era de R$ 7.164,94 e correspondeu a 4,42 vezes o piso mínimo. Na comparação com março de 2025 o mínimo