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Bancários fazem paralisação de 24 horas em Campo Grande nesta quinta-feira

Neide Rodrigues afirma que os trabalhadores esperam uma proposta que contemple a categoria de forma igualitária e preserve a Convenção Coletiva de Trabalho nacional

Movimento integra mobilização nacional da categoria; em Campo Grande, presidente do sindicato, Neide Rodrigues, cobra avanços nas negociações, mais contratações e manutenção do atendimento presencial

Bancários de Campo Grande e de outras cidades do país realizam uma paralisação de 24 horas nesta quinta-feira (20). O movimento faz parte da Campanha Nacional dos Bancários 2026 e ocorre em meio ao impasse nas negociações com a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban). (Sindicato dos Bancários de SP⁠)

Em Campo Grande, a mobilização atinge bancos públicos e privados. Segundo a presidente do Sindicato dos Bancários de Campo Grande-MS e Região, Neide Rodrigues, a categoria chegou à oitava rodada de negociação sem um acordo que atendesse às reivindicações dos trabalhadores.

De acordo com Neide, uma das propostas apresentadas durante as negociações previa índices de reajuste diferentes conforme a faixa salarial, com percentuais distintos para quem recebe salários maiores ou menores. A proposta foi rejeitada pelos trabalhadores.

A dirigente também afirma que houve discussão sobre valores diferenciados de vale-alimentação e vale-refeição conforme a região do país, ponto que também encontrou resistência da categoria.

“Entendemos que tem que ser igual para todos”, afirmou Neide ao explicar o posicionamento dos trabalhadores durante as negociações.

Segundo a presidente do sindicato, a proposta foi levada para assembleia e recebeu forte rejeição da categoria. Neide afirma que cerca de 97% dos participantes votaram pela rejeição, resultando na decisão de realizar a paralisação de 24 horas nesta quinta-feira.

A mobilização ocorre em todo o país e pode afetar principalmente o atendimento presencial. Canais digitais, como aplicativos, internet banking e Pix, continuam disponíveis.

Atendimento presencial também está entre as reivindicações

Além das questões salariais e dos benefícios, Neide Rodrigues destaca que a campanha também chama atenção para o fechamento de agências e postos de atendimento e para a necessidade de novas contratações.

Segundo ela, a redução do atendimento presencial afeta principalmente idosos e pessoas de baixa renda que encontram dificuldades para utilizar aplicativos e outros serviços digitais.

A presidente afirma que parte desse público acaba sendo direcionada para os canais digitais mesmo quando necessita de atendimento presencial, situação que, na avaliação do sindicato, pode aumentar a vulnerabilidade a golpes e fraudes.

“Mais agências, mais contratações e atendimento presencial. Essa é a nossa luta”, resumiu Neide.

Para o sindicato, a digitalização dos serviços bancários não deve significar a exclusão de clientes que ainda dependem das agências para resolver questões financeiras.

Negociações continuam

A paralisação desta quinta-feira é de 24 horas e não representa, neste momento, uma greve por tempo indeterminado. A categoria pretende manter a mobilização enquanto as negociações avançam. (AtualMT⁠)

Neide Rodrigues afirma que os trabalhadores esperam uma proposta que contemple a categoria de forma igualitária e preserve a Convenção Coletiva de Trabalho nacional.

O Sindicato dos Bancários de Campo Grande-MS e Região também defende que a mobilização pressione as instituições financeiras a avançarem nas negociações. Em manifestação divulgada nesta semana, Neide ressaltou que a união dos trabalhadores é considerada fundamental para buscar avanços na campanha nacional. (seebcgms.org.br⁠)

A expectativa agora é pela continuidade das negociações e pela apresentação de uma nova proposta pelos bancos.

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