Mato Grosso do Sul ultrapassou a marca de 10 mil casos confirmados de chikungunya em 2026. De acordo com o boletim epidemiológico mais recente, o Estado contabiliza 12.663 casos prováveis, sendo 10.041 já confirmados.
Os dados são referentes à 32ª semana epidemiológica e mostram que a circulação da doença continua exigindo atenção da população.
O número de mortes também preocupa. Até o momento, 30 óbitos por chikungunya foram confirmados em Mato Grosso do Sul e uma morte permanece em investigação.
Os óbitos foram registrados nos municípios de Dourados, Bonito, Jardim, Fátima do Sul, Douradina, Guia Lopes da Laguna, Itaporã, Ponta Porã, Nioaque e Corumbá.
Gestantes também aparecem entre os casos confirmados
O levantamento aponta ainda 114 casos confirmados de chikungunya em gestantes no Estado.
A doença é transmitida principalmente pela picada do mosquito Aedes aegypti, o mesmo transmissor da dengue e da zika.
Entre os sintomas mais comuns estão febre, dor de cabeça, manchas vermelhas pelo corpo e, principalmente, dores intensas nas articulações. Em algumas pessoas, as dores articulares podem persistir mesmo depois da fase aguda da doença.
Prevenção continua sendo essencial
Para reduzir a proliferação do mosquito, a orientação é eliminar locais que possam acumular água parada dentro e fora das residências.
Vasos de plantas, calhas, garrafas, pneus, recipientes no quintal e caixas-d’água devem ser verificados regularmente.
Em caso de sintomas compatíveis com chikungunya, a recomendação é procurar uma unidade de saúde para avaliação e evitar a automedicação.
Além da chikungunya, Mato Grosso do Sul também segue monitorando os casos de dengue. O boletim mais recente aponta 4.667 casos prováveis e 1.978 confirmações de dengue em 2026. Uma morte pela doença foi confirmada e outras duas permanecem em investigação.
Fonte: Secretaria de Estado de Saúde de Mato Grosso do Sul (SES-MS).