O comportamento das águas do Oceano Pacífico acendeu um novo sinal de atenção para os próximos meses. O aquecimento registrado na região equatorial se intensificou desde julho e aumentou consideravelmente a possibilidade de um El Niño muito forte ainda neste ano.

Segundo a atualização mais recente da agência climática dos Estados Unidos, a chance de o fenômeno alcançar níveis elevados de intensidade entre outubro e dezembro é de 95%.
A mudança na projeção ocorre após uma aceleração do aquecimento das águas superficiais do Pacífico Equatorial, uma das principais referências utilizadas pelos meteorologistas para acompanhar a evolução do fenômeno.
Reflexos podem chegar ao Brasil
O El Niño altera a circulação da atmosfera e influencia o comportamento das chuvas e das temperaturas em várias regiões do planeta.
No Brasil, seus efeitos não acontecem da mesma maneira em todo o território. O Sul costuma registrar maior volume de chuva durante episódios do fenômeno, enquanto áreas das regiões Norte e Nordeste podem enfrentar períodos mais secos.
No Centro-Oeste, a influência pode aparecer principalmente na distribuição irregular das chuvas e em períodos de calor mais intenso.
Para Mato Grosso do Sul, a evolução do fenômeno merece atenção especialmente por causa dos possíveis reflexos sobre as temperaturas, o regime de chuvas, a agricultura e os recursos hídricos.