Campo Grande vive um momento de atenção em relação à circulação do vírus da raiva. Apenas nos primeiros sete meses do ano, 11 morcegos tiveram resultado positivo para a doença, número que já supera o total registrado durante todo o ano passado e reforça a necessidade de prevenção por parte da população.
Embora a maioria dos morcegos não represente risco direto, aqueles infectados podem transmitir o vírus por meio de mordidas, arranhões ou contato da saliva com ferimentos ou mucosas. A principal orientação é nunca tocar em um morcego encontrado caído, desorientado ou morto.
Um dos desafios é que a mordida do morcego costuma ser pequena e, muitas vezes, passa despercebida. As marcas podem se parecer com pequenos pontos ou arranhões superficiais, sem provocar dor intensa. Por isso, qualquer suspeita de contato direto com o animal deve ser levada a sério.
Caso ocorra uma mordida, arranhão ou contato da saliva do morcego com a pele lesionada ou olhos, boca e nariz, a recomendação é lavar imediatamente o local com água corrente e sabão e procurar uma unidade de saúde o quanto antes. A avaliação médica é essencial para definir a necessidade da vacinação antirrábica e, em alguns casos, da aplicação de soro.
A raiva é uma doença viral grave que afeta o sistema nervoso e, após o surgimento dos sintomas, apresenta alta taxa de letalidade. Por isso, o atendimento rápido após uma possível exposição é a forma mais eficaz de prevenção.
As autoridades de saúde também orientam a população a comunicar a presença de morcegos com comportamento incomum aos órgãos responsáveis, evitando qualquer tentativa de captura ou remoção por conta própria.